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Fim de Expediente
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A FRASE

A frase que originou as duas lá embaixo ... a minha preferida:

"A ship in a harbour is safe, but that is not, whats ships are built for ..."

( Um navio em um porto está seguro, mas não foi para isso que navios foram construídos)

BOM FINAL DE SEMANA !!

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FRASES

Duas frases me vieram a cabeça ontem ...

" Quando o sangue escorre pelas ruas é hora de ir às compras "

" Quase 90% das pessoas tem cérebro suficiente para ganhar dinheiro no mercado de ações, porém, apenas 10% tem estômago suficiente"

Depois disso tive um diálogo entre eu (TECO) e TRE (Teco refletido no espelho) que postei abaixo para quem se interessar ...

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O DIÁLOGO

TECO: TRE resovi voltar a comprar ações

TRE: Teco, você não disse pra ficar 2 ou 3 meses fora, não estamos indo bem ?? está tudo caindo ... paciência ...

TECO: Em 15 dias o mercado veio mais para baixo do que achava que viria em 2 ou 3 meses, com um agravante. O que eu achava que ia acontecer e cair, caiu, mas o que ia segurar, caiu 20% ou 30%, ou seja, chance de ouro

TRE: Teco, você diz todo dia, cenário horroroso, pior dos mundos. Todo mundo vendendo e só você malandro vai comprar ???

TECO: O mercado está em pânico. Ninguém sabe o que está acontecendo. Tem um monte de iniciante, moleque, home broker que nunca perdeu dinheiro, que não podia perder dinheiro e que está vendendo ouro a preço de banana

TRE: E os estrangeiros todos ??? 7.4 bi em vendas em junho ??

TECO: Os estrangeiros estão precisando de caixa, estão vendendo tudo !!!!!! sabem que estão fazendo mal em vender

TRE: Ta bom. Vamos montar uma carteira ... diversificar ...

TECO: NÃo. Ou Acreditamos ou não. Vamos colocar em um setor só. Duas ações. Pode anotar, 4 de julho, dia que Kevin e Winnie terminaram para sempre, nós entramos. Voltamos a falar em 6 ou 12 meses, ok ??

TRE: OK

TECO: Faz outro favor, me lembra também que em 5 de julho eu dei pela primeira vez comida pra minha filha??.

TRE: Deu o que pra ela??

TECO: Suco de laranja de manhã e banana à tarde.

TRE: Poxa que sem graça !!!!!

TEco: Queria dar pão de queijo, mas o pediatra não liberou ...

vamos que vamos !!!!!

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E hoje você é o nosso convidado. Como temos feito, sempre depois de um com platéia, fazemos o programa seguinte com uma participação maior do ouvinte. Sugestões e perguntas: fimdeexpediente@cbn.com.br
Até lá.

Postado por Dan - Comente | comentário(s)



Mensagem

Lembrei da historia por causa da foto. Recentemente decidi organizar as coisas, e passei o scanner nos negativos antigos de casa. Acabei descobrindo e revivendo coisas. Enfim, a história é esta: eu estava em Lisboa com uma peça e um dia resolvi visitar um pequeno museu que nada mais era do que a casa de Fernando Pessoa. Cheguei lá, estava em reforma e fechada. Mas o guarda, gentil, deixou que eu entrasse. Ali, lembro que muitas coisas estavam em caixas, e ele logo me disse que o quarto que o poeta tinha morado era em cima. Subi. Era uma reconstituição, entre moveis reais e cópias, que tentavam trazer o quarto vivido pelo poeta. A estante, por exemplo, era a dele e repousava sobre o mesmo lugar, protegida por um vidro. Era pequena, bem pequena para o que você imagina ser a estante de Fernando Pessoa. Aliás, tudo ali era pequeno. Parecia mais o quarto do Van Gogh, naquele quadro. Fiquei pensando nisto, imaginando ele ali. Fui na janela, o que será que ele via daqui, etc. Tudo era muito simples. Enfim, uma hora você tem que ir, e na hora de ir embora, bati o olho num abajur do lado da cama. Eu estava sozinho ali, então fui me aproximando. Chegando mais perto, vi varias coisas escritas na cúpula, já quase apagadas pelo tempo. Esta frase estava escrita ali. Não sei quem escreveu, nem quando, será que foi ele, não sei nem perguntei. Tirei a foto e desci. Mas se você me perguntar, vou dizer que foi. Antes de me ver subir.



“O que se faz é um murro no olho da apatia”


Postado por Dan - Comente | comentário(s)



Recado de um mundo quase esquecido

De Ovídio, no séc. I, de algum lugar do Império Romano.
Para você, habitante do século XXI, perdido em algum lugar do globo.

“O amor causa ansiosos alarmes.”
(“Heroides”, I,12)



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BACK TO BLACK

Acordei ouvindo esse cd hoje. Como canta a tal da Amy Winehouse. Pena que vai cantar por pouco tempo nesse ritmo ...

Back to Black pode significar algo como de volta à depressão .... Eu deprimido ???? Teria algo com o jogo de ontem ??? Teria algo com o fato do Ibovespa ter voltado aos 60.000 pontos ???

Acho que não ... Amanhã é 4 de julho. Dia em que acaba a maior série de todas as séries. Dia em que acaba a maior história de amor do mundo. Dia em que na ficção ou não se passa o último capítulo de ANOS INCRÍVEIS ....

Como o Kevin viveu sem a Winnie ????????????? Canta Amy canta ....




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O tal jogo político

“The deal” (2003), de Stephen Frears (do excelente “Ligações perigosas”), é um filme inglês sobre o suposto acordo feito entre os trabalhistas Tony Blair e Gordon Brown para se perpetuar no poder, revezando-se na cadeira de primeiro-ministro. Fato ou não, o certo é que assim se sucedeu, mas talvez não necessariamente do modo pretendido. As trapalhadas de Blair em relação ao Iraque levaram Brown a assumir o país numa enrascada política.
O que parece ter escapado aos dois, assim como à grande maioria de pequenos grupos políticos que planejam se perpetuar no poder (no Brasil recente, PSDB e PT são ótimos exemplos) é a potência do incomensurável. Guerras, escândalos, ciúmes, traições e mortes. Nada de que Shakespeare já não tenha tratado, mas que mesmo seus conterrâneos insistem em esquecer.


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O intruso

Ela aparece à minha porta, logo cedo pela manhã. Não nos conhecemos. Combinamos anteriormente a sua vinda para que me auxiliasse em alguns afazeres domésticos. Convivemos durante o dia. Pequenas conversas, dúvidas, amenidades. Ao se despedir ela sorri e antes que alcance a porta abre sua bolsa mostrando o seu interior para mim. Por um instante não entendo, mas então o quadro se torna nítido. Enrubesço de constrangimento. Há uma inversão de expectativas sedimentada por séculos de preconceito: ela, para quem o ato é rotineiro toma a situação por fato, enquanto eu balbucio palavras sem nexo tornando a situação ainda mais insuportável.


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58, hoje e amanhã

O papo da semana não pode ser outro. Cinqüenta anos de 58, como passa rápido. Eu não estava lá, pena, mas sinto como se estivesse. Explico. O sonho de um país romantizado, poeta no futebol, na música, na política; quem, nem que fosse em sonho, não visitou este lugar? E como quem fala da infância sempre idealiza, parece que todos foram crianças em 58. Pelé jogando pro pai, pela promessa de vingar a derrota de 50; Didi que pega a bola do fundo da rede brasileira, batizada logo no começo da final, e feito menino líder, caminha até o meio de campo com um olhar que, até em vídeo teipe, acalma. A irreverência de Pepe. Elegância, uma malandragem ingênua. Garrincha e Feola, personagens que parecem de Monteiro Lobato. Se o mundo tinha 17 anos em 68, cheio de revoltas e sonhos, tinha 11 em 58. E que bom que comemoramos, que eles receberam, de algum jeito, homenagens merecidas. Documentários bem feitos, entrevistas emocionadas. Da vontade de voltar pra lá, continuar a ver a vida com esses olhos de Zito, de Djalma. Não devia ser tão bom, ou será que era? Bem, ouvir João Gilberto, assistir a Nara Leão, e ser campeão do mundo pela primeira vez com um gol de chapéu de um garoto de 17 anos, não me parece ruim. E melhor, comemorar a vitória e se preparar pra ver os craques em campo no fim de semana jogando pelo seu time aqui, virando a esquina, também não. Parabéns, obrigado. E que a “aposentadoria especial” prometida pelo Presidente saia do papel, diferentemente das promessas de políticos que desde lá prometiam na hora de aparecer e desapareciam na hora de cumprir.
O papo da semana também é a Espanha, que ganhou bonito. Ganhou até da sina de perder sempre e do ganhar sempre da Alemanha. Torres batalhou como nunca antes na Euro e fez a diferença. Um meio de campo marcador e uniforme, sem talentos que sobressaíssem, também. Como se quatro jogadores nota 8 juntos valessem mais do que um nota 10 e três nota 6, como se faz na armação do meio de campo daqui. Fábregas ficar de fora era um erro, e o Destino ainda deu uma mãozinha. E o Ramos joga muito, e foi uma injustiça ficar de fora da lista dos melhores. Joga num lugar, a lateral direita, que falta talentos no mundo. Tanto, que ele é zagueiro. É a grande oportunidade de emprego do momento. Informática e lateral direita. E Marcos Senna? Teve raça, vontade e passe. Nada como a confiança. Parou com Ballack e quase fez o gol do titulo. E entrou na lista. Parabéns.
E a Espanha ainda é mundial no basquete, tem Nadal no tênis, Alonso na F1, boa de futsal e handebol. Tudo que a gente teve e poderia ter, se investisse na formação. Aí que pega. Formação, democracia, troca de dirigentes, investimentos claros. A Espanha teve a Olimpíada de Barcelona, a construção de estrutura por todos lados. A piscina do Pan e tudo mais ainda estão lá. Esperando pelos mesmos que agora querem fazer do Rio sede da Olimpíada, e que pra preparar a apresentação do projeto, pediram uma grana, literalmente, federal. Tudo errado, desperdício de tempo e de talento.
Bem, e Eurico? Fora do Vasco, quem diria. Eu acredito que a troca de dirigentes é boa e sadia para todos, inclusive para os próprios. Aqui, se o SP tem uma tradição democrática que responde por parte de suas vitórias, os outros grandes ainda tateiam a democracia com luvas de boxe. Eurico vai, Dinamite entra. Adoraria ver um ex-jogador comandando meu time, você não? Tem vascaíno dizendo, com orgulho: “ Meu Presidente é o artilheiro dos Campeonatos Brasileiros, e o seu?”. Ou pelo menos fazer parte. Mas os dirigentes tem medo deles, e defendem seu lugar.
Por fim, o Flu decide a América. Fez o caminho dos sonhos corinthianos. Rebaixamento, Copa do Brasil, Libertadores. Daí chega a noticia que Kia Joorabchian participou da negociação do Jô, vendido pelo CSKA para o Manchester City por R$ 58 milhões, o que renderia quase R$ 6 milhões ao Corinthians. E não vai render, porque o presidente Andrés Sanchez vendeu a parte alvinegra para um empresário, por cerca de R$ 2 milhões, ou seja, R$ 4 milhões a menos do que o clube receberia.
E a culpa ainda é do Felipe. Fui.


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A DECISÃO

A Veja dessa semana trouxe uma matéria com 5 razões da alta do preço do petróleo. A quinta era o subsídio de alguns países que não aumentam a gasolina e com isso o consumo não diminui (lembram que falamos disso aqui ?)

Outra razão eram os especuladores. Dessa eu discordo em partes. Os especuladores, Hedge Funds e Investidores estão apenas acelerando o processo e não criando o processo. Prova disso é que o minério de ferro que não possui mercado futuro subiu mais que o petróleo e o café e o açúcar que possuem mercados futuros estão em queda, ou seja, o que de fato existe é um descompasso entre oferta e demanda no mercado de petróleo e o ajuste se dá no preço.

Porém a mais interessante razão da alta e motivo desse texto é a desvalorização do dólar. As commodities são cotadas em dólar. Para que elas mantenham uma "paridade" global quando o dólar sobe, elas caem e quando o dólar cai, elas sobem. O problema é que o dólar está despencando e isto também está empurrando o preço das commodities para cima. Por que o dólar cai tanto ?? A economia americana está muito fraca !!!!!

Agora vejam que situação se encontram o mundo e os Bancos Centrais: quando a inflação sobe, eles devem subir os juros. Normalmente quando sobem os juros suas moedas se apreciam. Todos os Bancos Centrais estão precisando aumentar os juros para segurar o consumo e a inflação. O único que está precisando, mas NÃO ESTÁ PODENDO é o FED ( BC dos EUA) por conta da economia estar muito fraca, quase em recessão.

Se todos os outros subirem, menos o FED, o dólar vai cair ainda mais e as commodities sobem ainda mais e inflação idem. Se o Fed subir antes da hora, talvez sua economia não resista. Se os outros demorarem a combater a inflação, talvez o custo para trazer a inflação para níveis "normais" seja tarde demais.

O dia D ??? Essa quinta. Temos dados de emprego nos EUA (sinais claros de recuperação ou não da economia) + Reunião do Banco Central Europeu onde ele pode enfim subir os juros.

Temos que torcer pra que ???? Pro Fluminense ou pra LDU !!!!!! nesse caso, dos juros pelo mundo, qualquer coisa será ruim ....


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FLIP 08

Pedem-me que escreva sobre a FLIP (Festa Literária de Paraty), que se inicia na próxima quarta. De onde ofereço o breve resumo a seguir.

Mas antes de prosseguir, uma nota.

É preciso entender a FLIP como um apêndice ao potente corpo cultural que tem por matriz a Universidade de São Paulo. Estruturas críticas que há décadas tem um peso impressionante sobre as escolhas feitas no campo das artes no país. Tal influência alcança os jornais – mais notadamente a “Folha de S.Paulo” – e o mercado editorial (“Companhia das Letras” e “Cosac & Naif” em especial, não obstante as casas editoriais com mais autores no evento). É preciso não esquecer que deste modo as escolhas da festa acabam por trazer esta matriz em suas opções. E o exemplo mais claro da versão deste ano é a escolha do crítico Roberto Schwarz para abrir o evento, numa palestra sobre Machado de Assis. Longe de questionar a importância de Schwarz, apenas o utilizo como exemplo de como funcionam essas escalações. Diversos críticos se debruçaram sobre a obra de Machado, muitos com perspectivas pouco difundidas entre o público não especializado, e que poderiam trazer novos ângulos de percepção a essa obra tão plural. A mim as agudas intervenções do português Abel Barros Baptista me agradariam mais.

Mas voltemos ao evento.

Antes de tudo, a pergunta que me alcança primeiramente: a festa deste ano será boa?
O que se pode responder? Qual o parâmetro com que se pode analisar o evento? O elenco de escritores escalados? As conexões entre estes? De onde argumento: escritores escrevem, o que se verá são encontros, leituras e conversas, muitas conversas. Há autores de grande talento, sem a mínima capacidade de lidar com um grande público, assim como o seu inverso. Talvez, portanto, a qualidade da festa dependa da capacidade de reunir gente boa de festejos, capaz de tiradas e provocações rascantes. Mas quantos Will Self (presente na edição de 2007) ainda haverão por aí, prontos a atender este fim? A bola da vez neste quesito é o colombiano Fernando Vallejo. Veremos.

Voltemos ao essencial: talento para a escrita. Alguns nomes me parecem bastante interessantes. Do dramaturgo Tom Stoppard à psicanalista Elisabeth Roudinesco, passando pelo holandês Cees Nooteboom (que participa de mesa com Vallejo) ao francês Pierre Bayard, nomes importantes em suas áreas e com carreiras há muito consolidadas.
Mas um ponto central não pode ser obliterado. A maior carência do evento nos últimos anos não é de autores de qualidade, mas de mediadores preparados. Tem sido no mínimo constrangedor assistir a mesas em que o mediador tem não mais do que uma pálida idéia do sujeito com quem dialoga, ou que não consiga extrapolar o repertório oferecido pelos releases que chegam à imprensa. Já é hora da organização buscar com afinco, profissionais preparados para este fim.

No mais o mar de Paraty haverá de curar as idiossincrasias de cada um, oferecendo seus deleites para quem sabe que os livros fazem parte da vida e não o seu inverso.



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Os olhos do andarilho

Para quem andar com vagar, a cidade implanta-se como uma nova córnea. Amplifica-se o que o olhar vertical do automóvel despreza: São Paulo, como nunca dantes, explode num exército gris de mentecaptos. Eles estão em toda parte e em tempos gélidos deslocam-se como uma caravana de tuaregues em nosso deserto de afetos. Deixam como resíduo o cheiro de suas roupas pútridas e o álcool evaporado que se mistura a um suor mais denso do que o ar. De certo não estarão na plataforma de nenhum de nossos asseados candidatos.



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Recall

O que parecia respeito ao consumidor, prospera hoje como sinal de incompetência generalizada. Não há mais mercado que não o pratique.

Agora são livros e pacientes possivelmente infectados por uma bactéria hospitalar.

Não será de se estranhar futuros anúncios pedindo aos pais que devolvam seus filhos às maternidades, para trocas e “pequenos reparos”.


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A AFI (American Film Institute) divulgou a lista dos 100 melhores filmes americanos do século divididos em 10 categorias clássicas: Desenho Animado, Comédia Romântica, Faroeste, Esportivos, Mistério, Fantasia, Ficção Científica, Gângster, Tribunais e Épico. Cada categoria com 10 filmes.
Listas são listas, sempre discutíveis. Em todo caso, vale uma olhada:


DESENHOS ANIMADOS:


1. “Branca de Neve e os Sete Anões” (1938)
2. “Pinóquio” (1940)
3. “Bambi” (1942)
4. “O rei Leão” (1994)
5. “Fantasia” (1942)
6. “Toy Story” (1995)
7. “A Bela e a Fera” (1991)
8. “Shrek” (2001)
9. “Cinderela” (1950)
10. “Procurando Nemo” (2003)

COMÉDIA ROMÂNTICA:

1. “Luzes da cidade” (1931), de Charles Chaplin
2. “Noivo neurótico, noiva nervosa” (1977), de Woody Allen
3. “Aconteceu naquela noite” (1934), de Frank Capra
4. “A princesa e o plebeu” (1953), de William Wyler
5. “Núpcias de escândalo” (1941), de George Cukor
6. “Harry e Sally” (1989), de Rob Reiner
7. “A costela de Adão” (1949), de George Cukor
8. “Feitiço da lua” (1987), de Norman Jewison
9. “Ensina-me a viver” (1971), de Hal Ashby
10. “Algo para recordar” (1993), de Nora Ephron

FAROESTE:

1. “Rastros de ódio” (1956), de John Ford
2. “Matar ou morrer” (1952), de Fred Zinnemann
3. “Os brutos também amam” (1953), de George Stevens
4. “Os imperdoáveis” (1992), de Clint Eastwood
5. “Rio vermelho” (1948), de Howard Hawks
6. “Meu ódio será sua herança” (1969), de Sam Peckinpah
7. “Butch Cassidy” (1969), de George Roy Hill
8. “Jogos e trapaças - Quando os homens são homens” (1971), de Robert Altman
9. “No tempo das diligências” (1939), de John Ford
10. “Dívida de sangue” (1965), de Elliot Silverstein

ESPORTIVOS:

1. “Touro indomável” (1980), de Martin Scorsese
2. “Rocky” (1976), de John G. Avildsen
3. “Ídolo, amante e herói” (1942), de Sam Wood
4. “Momentos decisivos” (1986), de David Anspaugh
5. “Sorte no amor” (1988), de Ron Shelton
6. “Desafio à corrupção” (1961), de Robert Rossen
7. “Clube dos pilantras” (1980), de Harold Ramis
8. “Correndo pela vitória” (1979), de Peter Yates
9. “A mocidade é assim mesmo” (1944), de Clarence Brown
10. “Jerry Maguire - A grande virada” (1996), de Cameron Crowe

MISTÉRIO:

1. “Um corpo que cai” (1958), de Alfred Hitchcock
2. “Chinatown” (1974), de Roman Polanski
3. “Janela indiscreta” (1954), de Alfred Hitchcock
4. “Laura” (1944), de Otto Preminger
5. “O terceiro homem” (1949), de Carol Reed
6. “O falcão maltês” (1941), de John Huston
7. “Intriga internacional” (1959), de Alfred Hitchcock
8. “Veludo azul” (1986), de David Lynch
9. “Disque M para matar” (1954), de Alfred Hitchcock
10. “Os suspeitos” (1995), de Bryan Singer

FANTASIA:

1. “O mágico de Oz” (1939), de Victor Fleming e King Vidor
2. “O senhor dos anéis: A sociedade do anel” (2001), de Peter Jackson
3. “A felicidade não se compra” (1947), de Frank Capra
4. “King Kong” (1933), de Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack
5. “Milagre na Rua 34″ (1947), de George Seaton
6. “Campo dos sonhos” (1989), de Phil Alden Robinson
7. “Harvey” (1950), de Henry Koster
8. “Feitiço do tempo” (1993), de Harold Ramis
9. “O ladrão de Bagdá” (1924), de Raoul Walsh
10. “Quero ser grande” (1988), de Penny Marshall

FICÇÃO CIENTÍFICA:

1. “2001: Uma odisséia no espaço” (1968), de Stanley Kubrick
2. “Guerra nas estrelas” (1977), de George Lucas
3. “E.T. - O Extraterrestre” (1982), de Steven Spielberg
4. “Laranja mecânica” (1971), de Stanley Kubrick
5. “O dia em que a Terra parou” (1951), de Robert Wise
6. “Blade Runner - O caçador de andróide” (1982), de Ridley Scott
7. “Alien - O oitavo passageiro” (1979), de Ridley Scott
8. “O exterminador do futuro 2: O julgamento final” (1991), de James Cameron
9. “Vampiros de almas” (1956), de Don Siegel
10. “De volta para o futuro” (1985), de Robert Zemeckis

GÂNGSTERES:

1. “O poderoso chefão” (1972), de Francis Ford Coppola
2. “Os bons companheiros” (1990), de Martin Scorsese
3. “O poderoso chefão 2″ (1974), de Francis Ford Coppola
4. “Fúria sanguinária” (1949), de Raoul Walsh
5. “Bonnie e Clyde” (1967), de Arthur Penn
6. “Scarface: A vergonha de uma nação” (1932), de Howard Hawks
7. “Pulp Fiction - Tempo de violência” (1994), de Quentin Tarantino
8. “O inimigo público” (1931), de William A. Wellman
9. “Alma no lodo” (1931), de Mervyn Leroy
10. “Scarface” (1983), de Brian de Palma

TRIBUNAIS:

1. “O sol é para todos” (1962), de Robert Mulligan
2. “12 homens e uma sentença” (1957), de Sydney Lumet
3. “Kramer vs. Kramer” (1979), de Robert Benton
4. “O veredicto” (1982), de Sydney Lumet
5. “Questão de honra” (1992), de Rob Reiner
6. “Testemunha de acusação” (1957), de Billy Wilder
7. “Anatomia de um crime” (1959), de Otto Preminger
8. “A sangue frio” (1967), de Richard Brooks
9. “Um grito no escuro” (1988), de Fred Schepisi
10. “Julgamento em Nuremberg” (1961), de Stanley Kramer

ÉPICO:

1. “Lawrence da Arábia” (1962), de David Lean
2. “Ben-Hur” (1959), de William Wyler
3. “A lista de Schindler” (1993), de Steven Spielberg
4. “…E o vento levou” (1939), de Victor Fleming
5. “Spartacus” (1960), de Stanley Kubrick
6. “Titanic” (1997), de James Cameron
7. “Nada de novo no front” (1930), de Lewis Milestone
8. “O resgate do soldado Ryan” (1998), de Steven Spielberg
9. “Reds” (1981), de Warren Beatty
10. “Os dez mandamentos” (1956), de Cecil B. DeMille

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The man who sold the world ...

Foi um grande dia, de uma grande semana, de um semestre que está acabando e que só não vai deixar saudades porque o próximo será tão bom quanto ...

Essa semana vai ser aquela. Espetacular. Pensei em uma música espetacular de um cd que levaria para a tal ilha deserta. Aliás por falar em ilha deserta, amanhã acaba mais uma temporada de Lost, amanhã acaba o mês e o semestre. Amanhã é segunda. Dia sempre de caos no mercado financeiro. Dia dos homens venderem e comprarem o mundo.





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Páginas Amarelas

Gilberto Carvalho é um dos homens de confiança do Presidente. Eu não confio nele. Se me pedisse R$ 50,00 emprestado por uma semana, eu daria R$ 10 pra sempre. A entrevista é boa, mas a melhor parte de todas foi a revelação de que Lula de uma bronca em Mantega.

Quase cai do sofá. O Mantega é uma rara unanimidade. Até o Lula sabe que ele não deveria estar onde está. Segundo o assessor, o Presidente está de olho na inflação e sabe que toda a sua popularidade se deve aos bons números da economia.

No fundo é que eu acho, o Lula tem todos os defeitos, inclusive péssimas amizades, mas burrice (que é diferente de falta de cultura) definitivamente não é um deles.

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Hoje é dia de Antunes Filho. Ao vivo, com platéia, 19:00.
Segue um " aquecimento ". Até lá.




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A pedidos, os livros que falamos na pílula diária de quarta foram:

NO TRIBUNAL DE MEU PAI
Isaac Bashevis Singer

Misto de memórias e criação literária, estas narrativas autobiográficas descrevem o universo da infância e o dia-a-dia de seu bairro na Varsóvia nas primeiras décadas

MCMÁFIA
Misha Glenny

Numa narrativa de romance policial, um retrato do crime organizado em todo o planeta.


FANTASMA SAI DE CENA
Philip Roth

O autor americano é um dos grandes e obrigatórios de hoje.

O INIMIGO
David Cali (texto); Serge Bloch (ilustrações)

Publicado na França com o Apoio da Anistia Internacional, O inimigo questiona as causas dos conflitos armados e suas conseqüências.
Existem dois buracos. Dentro deles, dois soldados, que lutam em lados opostos do front. Depois de muito tempo, um dos soldados começa a interrogar-se sobre o silêncio de seus companheiros e, sobretudo, sobre a situação do exército rival - e passa a se interessar pelo outro.
Achei bem feito e simples, sem ser simplório. A principio, para crianças.


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MOMENTO DEBILÓIDE / INFANTILÓIDE / IMATURO

Srs,

Eu sei que sou pago aqui para falar de economia. Então vou repetir rápido: dólar cai, juros sobem, bolsa fora por uns 2 meses. Se for pra comprar algo prefiram Bancos, construtoras e Petrobras.

Agora desculpem mas tenho um momento debilóide / infantilóide / imaturo !!!!!!!!

Vocês viram o Jô Soares ontem ??????????? Sabem quem foi lá ???

Pois bem, o entrevistado foi o campeão do soletrando (meu e nosso herói nacional). Durante o programa o nosso herói diz que pretende estudar economia ....

Jô Soares, diz que tem um presente pra ele. Pausa (alguém ja viu ele dar um presente para alguém ??). De repente surge o presente: Os três livros do Sr Alceu que eu , o Zé e o Gazel escrevemos !!!!!!

Quase tive um derrame, seguido de um enfarto fulminante. Queria colocar aqui o vídeo mas acho que era muita imaturidade e também não sei fazer isso. De qualquer forma, queria contar isso a vocês. Que noite !!!!!




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Uma geral do futebol

Clube

A única explicação possível para a homenagem feita a Adriano pelo São paulo é a de marketing. Querer cristalizar a idéia de que o projeto deu certo, que o time recupera jogadores. Acho que o SP deu mais a Adriano do que recebeu, e que a passagem com data marcada faz mal ao grupo. Agora o time parece mais leve, com menos dúvidas, mais regularidade e foco. E sem dono do time.
O Palmeiras se perde em explicações esquisitas sobre suas contas e age como políticos quando cobrados. Ou seja, não explica nada. Vendeu seu projeto de renovação como moderno, e comete os mesmos erros do passado. Ou será, que assim, quer apenas justificar a venda do meio do ano? Em todo caso, uma vergonha para um clube do seu tamanho.
O Santos está perdido. E faz dois anos que Cuca aparece na TV dando explicações. Não tem um mal time, não tão ruim pra perder de quatro do Goiás, mas fora de campo a bagunça parece geral. E aí, quem vai pra festa, dispersa; e quem não vai, desanima. Enquanto isso, o Rei é assaltado em seus próprios domínios.
E o Corinthians empurra o ano com a barriga. E a salamandra pra baixo do tapete.

Seleção

França e Brasil dominaram o futebol mundial nos últimos 14 anos. Brasil em 94, os dois em 98, nós em 2002, eles em 2006. Ambos viveram suas crises de ego alguma hora, eles em 2002, nós na ultima Copa. Tiveram os craques que encantaram o mundo, eleitos e admirados como os melhores: Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho, Zidane, Kaká. E, no momento, crise, sem craques e espinafrando seus técnicos. Se fizésemos uma seleção mundial do melhor futebol do mundo jogado agora, nenhuma das seleções teria um jogador sequer escalado. O Brasil nunca teve volantes e laterais tão distantes dos melhores, os franceses não tem mais quem crie e conduza a bola. A França, com menos opções para o futuro, aposta em Ribery. O Brasil, em Pato, quase desistindo de Robinho, mas principalmente, na recuperação de Kaká e Ronaldinho. Pra isso, Dunga teria que mudar seus conceitos, ou então, os conceitos mudarem com ele. Enquanto isto não acontece, outra seleções despertam, buscando o lugar vago. Na nova ordem mundial, a Argentina não embala nunca e o momento é da Rússia. Rápida, tem um talentosíssimo meia, equilibrada e bem dirigida. A Espanha, mais talentos, mas desequilibrada e com problemas de confiança em si e discórdias internas. A Holanda brilhou, mas como sempre, morreu na praia e está no fim de uma geração. A Turquia é a Grécia da vez, vontade e raça. Turquia e Rússia tem a grande maioria de seus jogadores jogando em casa, no país, e nada a perder. A Itália vive um momento sem criatividade alguma a frente, e refém de um futebol que depende de sua sempre boa defesa. Seus zagueiros são sempre excelentes, seus volantes sempre marcam bem. E só. Dizem que Donadoni vai embora, mas quem vier, não terá muitas outras opções que não esta. Assim como o Milan ou a Inter, seus campeões, sempre pragmáticos e competitivos; regulares e insistentes. A Alemanha teve da Copa pra cá ganhos com o tempo e suas promessas, como Podolski por exemplo, começam a ganhar regularidade e a fazer diferença. Tudo que se queria com Robinho, mas não aconteceu. E ainda tem Ballack, o líder e dono da bola na seleção. É daqueles poucos que joga mais pela seleção do que pelo clube. Portugal perde Felipão numa hora que tem mais talentos do que tinha, mas que não consegue ter liderança e foco em campo. Deco é coadjuvante e Cristiano precisa amadurecer. (Como dizia Nélson Rodrigues: jovens, um conselho, envelheçam.)

Por fim, uma homenagem do kibeloco pro Juca Kfouri, muito boa. (blog recomendado: http://www.kibeloco.globolog.com.br) Segue:







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Hoje, na faixa!

Pena que em Nova Iorque, no Madison Square Garden. O nome dele é Raul Midón, e a dica é do meu velho amigo Alê Edelstein. "State of mind".



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1958

"1958 – O ano em que o mundo descobriu o Brasil” é um belo documentário para quem deseja entender como o esporte se modificou profundamente nas últimas décadas, e como as comparações entre épocas distintas no futebol se tornam totalmente sem sentido.

Apenas um fato para reforçar o argumento: como se sabe o Brasil jogou a final daquela Copa de camisa azul, por conta da semelhança com o uniforme sueco. Porém, nossa delegação só possuía camisas amarelas. Um jogo de camisa teve de ser providenciado no varejo de Estocolmo, e, dois dias antes da final, nossos distintivos eram bordados à agulha e linha em nosso uniforme. Para uma seleção que há anos é refém da Nike, soa como brincadeira



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Cinqüenta anos depois

Além das narrativas escritas entre as quatro linhas, um detalhe me capturou. O documentário intercala imagens com entrevistas com jogadores brasileiros e seus adversários, todos europeus (o Brasil para ser campeão enfrentou seis seleções do velho continente). Tirando pouquíssimas exceções, esses homens, que possuem hoje entre 70 e 80 anos, trazem na carne a diferença entre esses dois mundos. Aos rostos com poucas rugas e corpos ainda robustos dos europeus, se contrapõem as feições cansadas e as amplas circunferências abdominais dos nossos conterrâneos. Um caso chama ainda mais atenção: Mazzola, brasileiro que migrou para a Itália após a Copa, permanecendo até os dias correntes, tem as compleições de um europeu. As projeções de expectativa de vida, e os rankings de condições sócio-ambientais que lemos em tantos relatórios, neste documentário parecem exibir suas provas materiais.


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A França não nasceu pra ser capitalista

É o que deduzo e a que reduzo, após uma tarde na Avenida Paulista, mais especificamente nas dependências da FNAC.

Resolvi fazer um programa simples para uma segunda-feira à tarde: ver um filme e comprar uma impressora. Como duas faixas de pedestre me separavam dos dois objetivos e com cinqüenta minutos de sobra, resolvi tratar logo da compra.

A loja estava tranqüila, e o produto que desejava amplamente exposto em pilhas bem visíveis. Daí para frente é o que se segue.

Dois vendedores eram responsáveis pelo setor. Os dois, lado a lado, diante de dois terminais. Dois clientes estavam sendo atendidos, de onde deduzi que bastaria esperar para ser atendido. A espera foi longa, longuíssima, e como a pilha da impressora pretendida estava logo ali ao lado, resolvi me virar por conta e risco: peguei uma das caixas e perguntei para um dos vendedores “posso passar direto no caixa?” Ele disse “sim, mas...”, e esse “mas...” significava problemas. Mais especificamente a garantia do produto. “E onde pego a garantia?”, enfim, perguntei. Para que ele me respondesse animado: “aqui mesmo!”. Resultado: fiquei como um pateta (que sou) segurando a caixa, esperando ser atendido.
Enfim, chegou a minha vez, e o vendedor tinha uma característica que costuma me irritar enormemente – desculpar-se demasiadamente. Estávamos eu, ele e a impressora, aguardando que ele emitisse a tal nota. Mas ainda não. Meu cadastro não foi achado no sistema e lá fomos nós, ou melhor, eu, a ditar meus dados. Enfim, com o papel salvador em mãos, bastaria seguir até o caixa e depois retirar o equipamento na seção de pacotes. Mas antes disso é preciso que eu devolva a caixa que agarro com dificuldades. “Eles vão pegar outra no estoque...”

Sigo para o caixa, segurando o tal papel como um bem precioso. Aguardo, numa nova fila. Meia hora já se passou, e eu clamo para pagar e partir. Ledo engano. Os terminais de cartão de crédito não funcionam. Não um terminal, todos. Sigo de caixa em caixa e nadinha de funcionar. Proponho passar mais tarde para pagar, como se fazem nas vendas do interior. Riem, achando que lhes conto uma blague. Enfim, a máquina volta a funcionar, e com a nota fiscal em punho sigo para pegar meu pacote. Mas ainda não.

O funcionário destaca uma folha do calhamaço de papéis que acumulo no percurso, e me deixa com uma pequena nota em mãos. Ainda me avisa. “Segure este papel que já volto”. Penso em desistir de tudo, mas me contento em segurar a nota como a um bilhete premiado – pelo o qual paguei. Enfim ele retorna com a impressora. Respiro aliviado e saio da loja.

O filme – francês – já havia começado. Fico a pensar que depois da geração de Barthes, Foucault e Deleuze, a França se vê refém de sua irrelevância cultural. Pior: na era Sarkozy, com sua imitação barata de capitalismo americano, sua potência criadora e crítica foi substituída pelo modo de agir de suas empresas – um misto da empáfia que marca os parisienses, somada à incompetência administrativa. Volto pra casa como um personagem de Kafka, e quase me confundo: afinal ele nasceu em Praga ou Paris?


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Chrissie Hynde

Sempre tive mania de dormir com a tv ligada. Um dia no meio da noite, acordo com esse clipe na tv. Uma imagem que se aproximava do paraíso. A mulher perfeita. Decidi ali que queria ter apenas filhas. Iguais a Chrissie. Alguém embaixo me perguntou quais eram minhas músicas preferidas. Segue mais uma. Não pela música, que é bobinha, mas pela cantora que tem força, personalidade e frases marcantes ...




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A semana que promete ...

No primeiro dia da semana já aconteceram 3 coisas atípicas:

1 - Nelsinho Piquet não bateu em nada, nem em ninguem, terminou um prova e ainda marcou pontos ....

2 - O Dedé se juntou ao Didi de novo ?

3- Nasceram dois dentes na minha filha no mesmo dia.

Que domingo é esse ???

Essa semana de certeza, apenas que o dólar cai abaixo de U$ 1,60 e que a bolsa sobe. Teremos na quarta feira uma reunião do FED nos EUA. Quinze em cada dez apostam em manutenção das taxas de juros. Confesso que estou com medo de alguma surpresa.

Se tivesse que apostar em alguma coisa totalmente atípica, apostaria em alguma novidadesinha da Petrobras .... sabe como é ??? Quando as coisas estão meio paradas ou meio ruins, ela descobre um poço aqui e muda o foco dos jornais ....

Passo a semana em Brasília e volto sexta para o programa ao vivo, com platéia, com o "temido" Antunes Filho.

Estão todos preparados ?? Essa semana promete !!!!!

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Maradona, Dan e eu

Estou a ler sobre o “pibe de oro”. Gosto dele. O homem que simboliza a transformação do esporte em show business. Que não cabia na tela pelo excesso de verossimilhança. O mundo não comporta mais gente assim. Pense em qualquer símbolo de rebeldia cooptado pelo mundo das artes e do entretenimento nos últimos cem anos. Ninguém resiste à era do espetáculo. Viramos todos estampas de camisetas. Arrisco, num chute de primeira: a última imagem permitida, que foge aos controles da produção de entretenimento em nosso tempo, é a comemoração de Maradona após o seu golaço contra a Grécia na Copa de 1994.

E por que incluo o Dan neste post?

Porque eu acho que ele só sobreviveu, pois cortou os cabelos.

Explico, ou melhor, conto:

Em 1990 o Dan era um cabeludão, e eu um cara de cabelo. O Dan entrou na EAD, a escola de artes dramáticas da USP, e era, disparado, o cara mais louco do pedaço. O teatro da escola, onde anos depois ele viria a dar aulas, não estava pronto. E pela consistência com que permanecia sem obras, era conhecido como “O teatro inacabado da EAD”. O cabeludo em questão resolveu encenar uma peça, que tínhamos feito um tempo antes, no tal lugar. Lembro de ensaios noturnos à luz de lanternas, e de um matagal de respeito nos circundando. Lembro da sensação de liberdade ao romper com o estabelecido – obviamente a escola não sabia de nossas intenções e práticas. Por fim, o Dan, que tem uma capacidade de convencimento rara, foi demovido da idéia pela direção da escola e a peça acabou sendo apresentada no teatro da USP. Pouco tempo depois o Dan foi expulso da EAD e com seus longos cabelos foi ajudar uma amiga num teste para a segunda montagem de “Peer Gynt” no Brasil. Saiu dos testes como protagonista, e seus longos cabelos serviram muito bem ao sonhador personagem de Ibsen. Ele tinha 19 anos, e no futebol era conhecido por seus gols impossíveis.

E por que, afinal, eu me incluo nesta história?

Uai, alguém precisa contá-la, né não?

De lá pra cá tomamos muita porrada e os meus joelhos já não são os mesmos. A vontade de fazer coisas prossegue intacta, mesmo que seja preciso tosar os cabelos para prosseguir. Assim como o Diego, um homem que apesar de tudo, não se entrega.




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MUITO PRAZER, EU SOU UM CICLISTA PAULISTANO

Como disse o Zé, ontem foi recorde absoluto de participação de ouvintes. Esse email que chegou me chamou muito a atenção. Pedi autorização e aqui está um outro lado de uma outra história da cidade ...

Bem, o programa de ontem foi polêmico. Realmente o assunto "Transito" é tema preferido por nós paulistanos, e isto, por que sofremos de mais com o congestionamentos. Quero aqui comentar do que faço para fugir desse problema.

Meu nome é Nelson, sou profissional de marketing (segmento esportivo), moro em São Bernardo do Campo e trabalho na Casa Verde-SP, bem próximo ao Campo de Marte. Adoro esportes, sou maratonista, e pratico assiduamente (alías sugiro que verifiquem as estatística sobre o "running" no Brasil... vocês vão ficar impressionados com o crescimento), para ajudar em meus treinamentos e principalmente tirar o stress de minha rotina uso a bicicleta 4 vezes na semana indo de minha casa até o serviço, Ida e volta são no total 60km superados em 1hora exata cada destino, tudo bem tranqüilo, mas com muita segurança e atenção, e o melhor, este trajeto feito com carro levo 1:30h acreditem!

Parece irônico, mas a sensação é muito boa de ver todo aquele congestionamento e você passando de bicicleta tranquilamente sem nenhum problema. E ouvindo o FDE claro!

O uso da bicicleta é realmente uma situação que poderia muito ser incentivada, mas os fatores negativos que hoje impedem que isso aconteça são muito fortes. Posso citar os seguintes problemas encontrados hoje na cidade que impedem o aumento do uso da bicicleta:
1.. Falta de respeito dos motorista (principalmente ônibus e caminhões) que muitas vezes temos que literalmente nos jogar para a calçada para não sermos atropelados.
2.. Falta de estrutura de órgãos públicos e privados em comportar um espaço para estacionarmos a bicicleta. Vocês acreditam, estudo em uma Universidade que possui 37.000 alunos e não existe nenhum local para guardar a bicicleta? E pior, os estacionamentos pagos não permitem bicicletas, mesmo pagando!
3.. Segurança pública. Realmente é perigoso andar de bicicletas á noite, e fica ainda mais complicado com diversas ruas na cidade sem iluminação.
4.. Falta de informação e instrução. Todos acham que a bicicleta não tem regras, e portanto, a maioria dos ciclistas não usam equipamentos de segurança e sequer respeitam sinais de transito ou sinalizações.
5.. Falta de respeito e atenção dos pedestres. Mesmo andando na rua (não na calçada) o pedestre é muito desatento, e com freqüência os acidentes entre ambos acontecem.
6.. Poluição dos caminhões e ônibus é absurda. Porque a CET não multa esses caras? Já presenciei por várias vezes esses veículos soltando fumaça bem na cara deles, e nada acontece.
Tem mais, mas, vai ficar muito comprido o email.

Por último, já tive a oportunidade de ler sobre aquele assunto do Dan a respeito das bicicletas em Paris. Gostaria de comentar com vocês sobre a cidade de Portland no EUA, estive lá em agosto do ano passado, e a cidade também é formidável nessa questão. Nos ônibus e também trens da cidade existem espaços para a acomodação das bicicletas, em toda a cidade existem faixas exclusivas para o trafego e nas esquinas um tipo de bolsão para acomoda-las. É impressionante!

Mas além de ter citado tudo isso, o que mais implica hoje no meu dia-a-dia é o preconceito, isso mesmo, não há um que ao saber que utilizo desse tipo de transporte e a distância que percorro não me venha com a frase "Você é louco!". Louco porquê? Por conseguir fazer minha parte em diminuir a emissão de CO2? De ter deixado um carro a menos nas ruas? Ou de exercer uma atividade física que ajuda na minha disposição profissional? Acho que as pessoas incapazes de tomar certas atitudes benéficas para a sociedade usam de comentários negativos como esse pelo simples fato de que não possuem coragem, disposição e muito menos conciência social.

Abraços,

Nelsinho Valente Filho

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O programa de hoje teve uma participação impressionante dos ouvintes. Não há dúvida de que hoje o trânsito "é" o assunto da cidade. O melhor é que a grande maioria dos ouvintes expressava idéias já amadurecidas pela reflexão, e, por que não? pelo sofrimento. Destaco a foto enviada por Daniel Pacheco, direto da Marginal Tietê, no calor do momento.




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Hoje

Veja como são as coisas. Você, hoje à noite, contemplando o trânsito parado, ouvindo o FDE. Sim? E o que fazemos para te ajudar? Um programa especial sobre trânsito! É isso mesmo. Sabendo que o trânsito desta cidade responde pela maior parte de nossa audiência, não nos resta outra alternativa a não ser um programa em sua homenagem (dele, O TRÂNSITO). Para nos ajudar o nosso convidado é o professor da Poli/USP, e especialista em transportes, Jaime Waisman. Perguntas e participações podem ser feitas através do e-mail fimdeexpediente@cbn.com.br. Até mais!


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Com platéia

As inscrições estão abertas através do link aqui ao lado. Nosso convidado da próxima sexta, no teatro Eva Herz da Livraria Cultura, é o diretor de teatro Antunes Filho. Para quem ainda acredita em conselhos, eu tenho um: inscreva-se logo!


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Mas que soninho...

Por mais que o Galvão gritasse, eu dormia, dormia, dormia...

Se a seleção fosse mesmo a pátria de chuteiras, o trecho das fronteiras que me cabe estaria entregue.






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Noite estranha, dia esquisito ...

Pela noite, já dava para imaginar como seria o meu dia ...Não sei se o dólar a R$1,60 ou a inflação em alta ou a perspectiva de passar a próxima semana em Brasília, mas o fato é que hoje o dia estava com cara de diferente ...

Pouco antes do almoço fiquei a 2 m e 47 cm do Gustavo Franco !!!! Tive a oportunidade de ser apresentado à ele, mas pensando melhor depois, foi bom evitar esse momento, pois está claro pra mim que eu não possuo ainda maturidade suficiente para esse encontro. Não saberia como me comportar.

Depois pela primeira vez na vida, pisei na DASLU. Calma. Apenas pisei. Fui almoçar com um pessoal e fiz duas descobertas fantásticas que acho importante contar para vocês:

1 - A Daslu é horrível. Achei muito feia a loja.

2 - Tem um café dentro dela que serve café a qualquer um, o dia todo, de GRAÇA. Basta você entrar na Daslu, se dirigir a cafeteria e pedir um expresso. Não preciso dizer que foi o que eu fiz, ou melhor, o que fizeram e eu fui atrás ... Quando estiverem a pé perto da Daslu, parem lá e vão tomar um cafezinho por conta da casa ....

Voltando ao trabalho, minha ação caiu pelo 8 dia seguido ...

Agora à noite temos pela frente um previsível empate entre Brasil e Argentina. Vou além: vai ser 0 x 0. Perfeito para pessoas como eu que dormiram mal na noite passada ...


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Szot e Sinatra

O barítono brasileiro Paulo Szot (foto abaixo) venceu o Tony, o Oscar teatral americano, por sua performance em "South Pacific", de Rodgers & Hammerstein. O cd da nova montagem da Broadway já pode ser degustado e comprado nos sites americanos. Por aqui, neste blog, ficamos com Frank Sinatra cantando "Some enchanted evening", ponto alto do espetáculo.





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O administrador

Stephen Kanitz, em sua coluna em “Veja” desta semana, aborda o trânsito de São Paulo. Defende que o trabalho de administradores, como ele, é fator preponderante para modificar o caos nosso de cada dia. Por fim sugere seis medidas que poderiam ser implementadas.

Resumo e as comento a seguir:

Os itens 1 e 2 tratam do investimento dos impostos cobrados das montadoras e os impostos sobre automóveis em transporte público e obras viárias. Nada a comentar.

O item 3 trata da proibição de estacionamento de caçambas de entulho. De onde comento: Caçambas recolhem as sobras de obras. Obras abundam nesta cidade como uma epidemia de insetos. Caçambas não são causa, são efeito. O que falta é plano diretor na cidade. O que falta é o óbvio: trânsito e grandes edificações não são problemas separados. São o mesmo problema.

O item 4 defende que os táxis possam usar todos os pontos da cidade, ao invés de retornar a seus pontos de origem vazios. Comento: acho que Kanitz não conversa com taxistas. Estes não voltam vazios para seus pontos, circulam pela cidade, e só quando não há usuários em seus trajetos retornam a seus pontos de origem. Ademais, pontos fidelizam clientelas, estabelecem relações de confiança entre usuário e taxista, romper estes laços é um retrocesso. O que gostaria como usurário é que os pontos tivessem um sistema de rodízio que cobrisse a noite e os finais de semana. Nota: a proposta de Kanitz já acontece informalmente. Taxistas “sem ponto” utilizam de brechas deixadas para utilizarem de pontos já existentes.

O item 5 defende o fim do rodízio. O espaço que utiliza para comentar esta modificação profunda é tão exíguo que me isento de comentar.
Por fim, o item 6 defende a instalação de semáforos com contagem regressiva, para alertar os motoristas distraídos. Comentário: acho que os motoristas já são avisados pela sinfonia de buzinas dos motoristas próximos.

Kanitz é um excelente colunista, mas me chama a atenção o modo como ainda enxerga os problemas públicos sob uma perspectiva de sua atividade profissional. Há um discurso, que me parece totalmente ultrapassado, da especialidade no lugar da soma de competências. O que escapa a seus olhos de administrador é ponto de partida para um sociólogo ou urbanista. Kanitz se apresenta como administrador. Como apenas conheço as suas colunas, nestas, suas habilidades administrativas induzem ao erro.


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STAY

Passei uma semana estudando uma empresa. Outra semana estudando o setor. Outra semana conversando com analistas. Resolvi então comprar uma ação. Hoje ela caiu pelo sexto dia seguido.

Estou tão bravo que pra me consolar resolvi colocar aqui a sexta melhor música do mundo, no dia em que minha filhota faz seis meses de vida



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Domingo no Jardim Botânico

Prazer, sou um ecochato.

Ontem fui ao Jardim Botânico do Rio, que completa 200 anos. Deveríamos fazer uma passeata (não na Paulista) para comemorar o bicentenário. Afinal, o que dura 200 anos no Brasil? Ainda mais se tratando de área verde, blindada à exploração imobiliária. Além do impressionante projeto paisagístico, o Jardim tem uma história interessante. É obra de Dom João VI, que importou espécies de diversos pontos do planeta para habitar o parque. A Floresta da Tijuca, que encerra em seus limites o parque, sofreu processo semelhante. Derrubada e substituída pela cultura do café, foi totalmente replantada em meados do século XIX, durante o Império de Pedro II.

O poder público quando quer faz. É uma questão – eu iria dizer de vontade, mas não –, é uma questão de valores, e a partir destes, de prioridades. Mas, como sabemos, valores e prioridades andam extraviados de nossa sociedade.

Por conta do desejo de um homem, há mais de duzentos anos atrás, ontem passei minha tarde de domingo abraçado por uma sumaúma, árvore que em tempos próximos acalantava o maestro Tom Jobim.

Prazer, sou um ecochato.


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12 de junho de 1992

Hoje recebemos um email da Ana Carolina Ramos. Isso me remeteu a uma das melhores histórias da minha vida que postei aqui no blog exatamente um ano atrás e que por uma estúpida coincidência, ela, sem eu saber, leu e acabou me mandando a parte inicial da minha história .... O texto foi esse aqui abaixo ...

O colégio Rio Branco amanheceu um caos hoje. Mais de 3.000 rosas serão distribuídas para os alunos, que resolveram por R$ 1,00, presentear algum amigo, namorado, etc, etc. O Terceiro colegial organizou isto para arrecadar fundos para sua festa de formatura e por pura estratégia de marketing, saltou-se de 200 rosas em 91 para mais de 3.000 em 92.

Fiquei encarregado ontem de separar por classe todos os 3.000 cartões que foram escritos e que serão entregues juntos com as rosas. Depois de árduo trabalho resolvi bisbilhotar quantos cartões a menina que me interessava iria receber. Truque sujo? golpe baixo? Contando com o meu, ela receberia 36 rosas (SIM ELA ERA POP) e pela minha análise o meu cartão estava entre o 12 e 18 lugar de destaque.

Tudo bem porque ela havia me mandado um dizendo: "vou sentir sua falta quando você sair do colégio", que não seria tão ruim se ela não tivesse escrito mais 7 iguais para meus amigos do terceiro ano.

Resolvi então tomar uma atitude drástica: peguei meu cartão de volta e no dia seguinte quando ela veio me cobrar a rosa dela que não havia chegado, entreguei a ela um buquê, uma letra de música e a pedi em casamento. Minha tática era simples: já sabendo que ela iria recusar qualquer pedido, pedi uma coisa bem grande.

Depois da recusa do pedido, ela me perguntou que letra era aquela. Respondi dizendo que seria a música do nosso casamento! Ela riu, riu e riu. Me disse que na 8 série era impossível casar comigo. Evidentemente todo esse papelão foi presenciado pelos meus amigos que passaram uns 10 anos me sacaneando com essa história e falando da tal da música ...

Doze anos e um mês depois, com aquela música, ela entrou na igreja. Eu no altar junto com 4 daqueles 7 amigos como padrinhos. Um deles olhou para mim e disse: preciso te levar mais a sério.



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OPINIÃO FINAL

Para tentarmos encerrar mais um assunto e partirmos para outro mais interessante vou dar a minha opinião sobre os posts abaixo ...

- Claro que o interesse geral é nos posts do Dan. Afinal o Dan num primeiro momento é o nome do programa e todos querem saber o que ele pensa sobre tudo. Se ele desse a opinião dele aqui no blog sobre tudo, será que eu e o Zé teríamos essa mesma visibilidade?

- A idéia do programa foi dele, quem acreditou e bancou foi ele. Quem bolou quase todos os quadros do programa que deram certo foi ele. Eu, por exemplo, nunca criei nenhum quadro. Por que não sou cobrado por isso?? Gostam do Boxe tailandês ? do Tirem as crianças ? do 7:07 ? das dicas ? Trabalho do Dan para o programa.

- Tenham certeza que o Zé não cobrou o Dan. O Zé brincou com o Dan. Em dois anos nunca tivemos nenhuma cobrança de achar que alguém faz mais, ou melhor, que o outro. Todos sempre fazem o melhor e o máximo que podem, por uma simples razão: a gente adora o FDE.

Por último quero só contar uma historinha rápida pra vocês. Foi o Dan quem me contou feliz da vida que eu ia ser convidado para ir ao Jô Soares. Na hora pedi pra ele ir comigo e disse a produção do programa que ele ia comigo.

Quando cheguei ao programa, sem ele, os produtores ficaram um pouco desapontados pois tinham feito várias brincadeiras pra ele ter que repetir ao vivo, igual na propaganda ... tinha até um vídeo pronto mostrando as montagens ...

Quando encontrei com ele à noite para assistir ao programa, ele me disse: “Foi melhor eu não ter ido, assim a entrevista ficou centrada somente em você”.

Bom final de semana e viva o Carlinhos Bala !!!!




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No programa de hoje

Josimar Melo, crítico gastronômico, é nosso convidado. Com ele no estúdio de São Paulo, Teco Medina. Na França, penso eu, o chefe que mais se dá folgas a si mesmo. Por fim, aqui do Rio, assoprando as feridas em brasa, eu, ou se preferir, José Godoy.

Até lá

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Dan em Paris. Eu em São Paulo.

Passagem para Paris: U$ 1.000
Waffle com nutella na boquinha: 5 euros
acesso a todos os museus e a todas as culturas: 100 euros

Ler o Pequeno Príncipe no colo da namorada, recebendo cafunés, nos jardins da Torre Eiffel: NÃO TEM PREÇO !!!!!




Começar o dia dos namorados assim aqui em São Paulo, TAMBÉM NÃO !!!!!

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O açougueiro, a biblioteca e o discreto sorriso do secretário

Não, não se trata de um novo filme de Peter Greenaway. Vamos por partes.

Luiz Amorim é açougueiro em Brasília. Além de picanha e maminha, resolveu colocar livros em seu estabelecimento. Não para vender ou alugar. Para serem lidos. Seu açougue-biblioteca se tornou sucesso na região, e, motivado, Amorim resolveu expandir o modelo por 35 pontos de ônibus de uma movimentada avenida da capital federal. O sistema é o mais simples possível, os livros ficam expostos 24 horas por dia, todos os dias, pois como se sabe, pontos de ônibus não fecham nunca. Os livros podem ser retirados por qualquer cidadão, que pode ficar o tempo que for preciso com a obra, e fazer a sua devolução em qualquer um dos pontos. Muito bagunçado? A taxa de não devolução é de apenas 5%. O custo da iniciativa? R$4000,00 por mês. A Petrobras gostou da idéia e banca o projeto.

Corta.

Volto ao famigerado Prêmio São Paulo de Literatura. R$400.000,00 para dois autores. Cem meses do projeto do Sr. Amorim de Brasília.

Coincidência: leio o último livro de Miguel Sousa Tavares, “Rio das Flores”, de onde tiro o trecho a seguir:

“[...] Ferro iria ser escolhido por Salazar para dirigir o então criado Secretariado da Propaganda Nacional [...] Havia, porém, uma limitação de que Ferro trataria de dar publicamente conta, ao anunciar a criação dos prêmios literários anuais do Secretariado: quem não concordasse com os princípios morais de Salazar só tinha ‘um caminho a seguir: não concorrer aos nossos prêmios.’”

Estamos em Portugal, no início dos anos 1930, Salazar é António Salazar, ditador português durante quase quarenta anos. E aos prêmios referidos até mesmo Fernando Pessoa se aventurou, escrevendo textos dentro dos parâmetros elegidos.

Prêmios concedidos pelo Estado têm apenas um fim: saudar os bajuladores, atrair os opositores. Como atesta o cinema nacional, esta mistura não tem como dar certo.



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Através da memória alheia

Bom mesmo é contar com a memória alheia. O excesso de Pinot Noir e Chardonnay faz de minhas lembranças um Edward Scissorhands a andar de meias sobre o gelo. Bom é ter ouvintes atenciosos. Melhor é motivá-los a fazer o serviço que me caberia fazer. Eduardo Augusto Castro gentilmente me enviou o poema de Alexandre O´Neil que cito de orelhada no texto com que me apresento neste blog. Cabotino, reproduzo-o aqui.

"Redescubro, contigo, o pedalar eufórico
pelo caminho que a seu tempo se desdobra,
recolhendo os beirais - eu que era um teórico
do ar livre - e revendo o passarame à obra.

Avivento, contigo, o coração, já lânguido
das quatro soníferas redondas almofadas
sobre as quais me entangui e bocejei, num trânsito
de corpos em corrida, mas de almas paradas.

Ó ágil e frágil bicicleta andarilha.
ó tubular engonço, ó vaca e andorinha,
ó menina travessa da escola fugida,
ó possuída brincadeira, ó querida filha,

dá-me asas - trrrim! trrrim! - pra que eu possa traçar
no quotidiano asfalto um oito exemplar !"

Alexandre O'Neill; "Elogio Barroco da Bicicleta" in A Saca de Orelhas, 1979



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TIREM AS CRIANÇAS DA SALA


PP escolhe Maluf para disputar Prefeitura de SP

da Folha Online

Em meio a uma briga interna no PP, o deputado federal e ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf, foi escolhido nesta terça-feira, durante convenção do partido, o candidato à prefeitura da cidade.

Maluf recebeu 16 dos 20 votos, enquanto o deputado federal Celso Russomanno recebeu três votos. Houve ainda uma abstenção, do próprio Russomanno.


Durante a reunião do PP, Russomanno ameaçou entrar com uma ação judicial questionando a decisão da legenda. "Um partido que não tem palavra, não é partido." Ele afirmou que deve decidir nos próximos dias sobre a ação.

Maluf não participou da discussão e falou como candidato. "Eu gostaria de ser lembrado como o prefeito que resolveu os problemas da cidade.



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PIB VERDE E AMARELO

Acaba de sair os números do nosso PIB. Soltem os rojões !!!

- 5.8% em relação ao mesmo período de 2007
- 0,7% em relação ao ultimo trimestre de 2007
- e do jeito que eu acho mais fácil de entender ... 5.8% nos últimos 12 meses, ou seja, estamos crescendo ainda mais.

As razões ?? Aumentos dos gastos das famílias e dos gastos do Governo entre outros bons motivos. O problema ?? A inflação está vindo junto ...

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Papel bonito e reciclado no Jardim Ângela

A Selvina Maria, assídua participante deste blog, participa de um projeto social no Jardim Ângela, na zona Sul da Capital. Produzindo papel artesanal, o “Reciclângela” opera como um mecanismo de inclusão social e exercício de cidadania. Pedi a Selvina que me contasse mais sobre o projeto. Ela o fez, e eu reproduzo aqui o seu texto, bem no seu estilo poético. Encabulada me deixa à vontade para subir as caixas baixas do seu texto. De modo algum! Ofereço-lhe como companhia um verso de João Carlos Rocha Campos em seu “Aventuras delicadas”: “por vontade própria,/que direito têm/as letras de serem maiúsculas?”

Abaixo o texto.

de volta à dignidade

a alma

violência doméstica, desemprego, dependência financeira,
depressão, desinteresse pela vida.

o desânimo e o desespero desenfreado
eram porta aberta para os soluços incontroláveis.

desistir era o que a ordem interna mandava.

até que, num dia “d”, o destino, vestido de amigo,
deu-lhes a mão e devotou-lhes coragem.

desde então, vivem unidas:
reciclando papel, reciclando a vida.

a oportunidade

vindas de situações adversas que a vida de periferia e violência lhes impôs, 10 mulheres encontraram no projeto reciclângela, sediado no jardim ângela, zona sul da cidade de são paulo, motivos para estarem vivas:

a alegria do aprendizado da reciclagem de papel artesanal,
e a vibração da sabedoria que se faz no seu encontro diário.

um gosto diferente deu sabor a essas mulheres que
hoje têm nos olhos o brilho que o desgaste sem perspectivas lhes tinha apagado.

hoje sentem-se gente: sonham, desejam, projetam.
hoje trazem na face a juventude dos sonhos que pretendem alcançar.
hoje sentem-se fortes, capazes, poderosas.
hoje não hesitam: são donas de sua própria história.


o projeto e as parcerias

o projeto reciclângela faz parte do programa ângela de cara limpa de educação e defesa ambiental da sociedade santos mártires. é um projeto de geração de renda em parceria com a secretaria estadual de energia, recursos hídricos e saneamento, o instituto camargo corrêa e a secretaria municipal do trabalho. objetiva formar pessoas para o mercado de trabalho e para a vida, tendo como enfoque o respeito pelo meio ambiente e por todo o ser que o habita.

outros parceiros serão muito bem-vindos.





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A semana econômica

Essa semana promete ...

Hoje é o day after daquele que foi o histórico dia em que o petróleo subiu U$ 10.

Amanhã iremos conhecer o PIB brazuca do primeiro trimestre de 2008.

Quarta tem O IPCA de maio, ou seja, saberemos o tamanho da inflação no país e também saberemos se ela ainda aumenta ou se já pelo menos parou de subir

Quinta feira tem a Ata do Copom. Nessa ata os diretores do Banco Central vão explicar porque subiram os juros e devem dar alguns sinais de até onde pretendem ir. Na quinta também deve ser um dia de baixa produtividade na cidade de São Paulo, pela vitória ou pela derrota do Corinthians no Recife.

Sexta feira tem inflação nos EUA e Fim de Expediente em São Paulo




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Falha nossa

Há diversas formas de errar num texto como os que publicamos aqui neste blog. Três categorias, porém, englobam a maior parte dos equívocos. Destratar a língua pátria, reproduzir informações equivocadas e realizar interpretações errôneas sobre um determinado fato. Nesta semana fui alertado de dois erros que cometi, e faço destes, motivo deste post.

Em “Desinformação oficial é lorota” (29/05), em que discorro sobre o prêmio São Paulo de Literatura o chato (isso é um elogio) do Douglas Kim (http://okimeumcanalha.blogspot.com) nota ser “irônico o jornalismo estar incluído no rol das atividades para quem ‘escreve ficção com objetivos financeiros’”.

É fato, poderia me defender dizendo que no jornalismo atual proliferam-se casos em que a invenção supera os fatos – o caso Jayson Blair no “The New York Times” é emblemático. Mas não o farei. O que ocorre é um problema de construção na frase, que o Kim imediatamente capta. Desejava afirmar que para quem tem talento para a escrita o jornalismo é uma opção profissional, mas o que digo é que para quem quer escrever ficção essa é uma opção de ofício. O ato falho não justifica o erro na estrutura textual pretendida.

Em “A invenção coletiva” (o4/06), Mariza Tavares, diretora de jornalismo da CBN, me corrige quanto a minha afirmação de que os jornalistas de “O dia” foram “barbaramente torturados”. Está certa. O que ocorreu foi uma série de intimidações terríveis. Posso argumentar que coação e tortura, dentro de determinado contexto, se equivalem, mas considerando o nível de barbárie que toma a sociedade e casos recentes, como o assassinato do jornalista Tim Lopes, é preciso saber pesar as palavras para que estas ainda possam ter o impacto de que necessitamos para descrever determinados fatos.









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MARTA QUE SER PREFEITA. DE NOVO.

É um direito dele querer, é um direito nosso escolher. Não acho que ela foi boa e não acho que ela foi a pior da nossa história.

Gostaria apenas de fazer uma sugestão para a Ex Prefeita. Acho que ela antes de ser candidata deveria subir a Rebouças por um lado e descer pelo outro, passando sempre pelos túneis que fez. Depois desse percurso em qualquer horário que ela escolher, gostaria de ouvir sua opinião à respeito das incríveis obras que em muito contribuem para o caos da cidade.

Feito isso. Fica com a gente a decisão de ter ou não ter novamente a Marta como Prefeita.


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