O comentário da Mara ao post “Por que não gosto de Glauber”, me dá vontade de prosseguir um pouco mais no assunto. Não mais a respeito do cineasta, mas quanto à formação do artista no país.
A Mara pergunta: “quem mais se ‘beneficiou’ dessa carência?”
Eu acho que seria mais fácil dizer quem não se “beneficiou”, se o termo é válido.
Há alguns anos perguntei a colegas e professores do curso de Letras: “se você quisesse ser escritor que curso faria?”. A resposta corrente foi “não o de Letras”, e a grande maioria considerava que o melhor caminho era seguir por conta própria.
Ainda hoje matutando sobre o assunto, me parece óbvio que a prática molda o trabalho, mas será mesmo suficiente?
Na edição brasileira da revista “Granta”, que reproduz a edição britânica de 2007, a proposta era fazer um corte etário e montar uma seleção dos “mais promissores escritores norte-americanos com menos de 35 anos”. As escolhas em si aqui não me interessam, mas um trecho da introdução de Ian Jack, diretor da revista, traz mais subsídios à discussão:
“Dos ‘Melhores escritores britânicos’ de 2003, sessenta por cento haviam estudado nas universidades de Oxford e Cambridge. Qualquer um que esperava uma base social mais ampla na produção literária dos EUA ficará desapontado. Pelo menos 14 dos 21 ‘Melhores jovens escritores norte-americanos’ estudaram em universidades da Ivy League ou outras de custo e reputação equivalentes, como Stanford e Oberlin”.
De onde se pode deduzir, que mesmo em países em que a educação está num patamar muito mais avançado, em que boa parte da população tem opções de formação, não só acadêmica, como estrutural (museus, bibliotecas), a boa educação tem efeito fundamental no aperfeiçoamento da produção artística.
Podemos questionar os critérios de seleção, e dar diversos exemplos que fujam a essa prática, mas se pensarmos em políticas públicas, cabe à sociedade oferecer alternativas e ao indivíduo de transformá-las.
Volto à pergunta da Mara, e fecho com dois exemplos que me são caros. Primeiro por serem os artistas brasileiros que mais admiro, segundo pelas soluções que encontraram para se formarem: Jobim e Cabral.
Numa atividade que se formulava, e sem alternativas de formação oficial, Tom Jobim buscou na experiência alheia a lapidação de sua arte. Os estudos com Koellreutter, Léo Peracchi e Radamés Gnattali, foram determinantes para transformarem o bom pianista em arranjador, e num compositor único.
João Cabral em sua juventude tem uma espécie de tutor no Recife. Assim como muitos de seus contemporâneos, como Lêdo Ivo, e Vicente do Rego Monteiro, teve na biblioteca de Willy Lewin, um funcionário público, crítico e poeta local, a possibilidade de se aproximar da produção literária européia e americana. Foi essa biblioteca na casa de um amigo que formatou as bases do poeta futuro.
Como se vê, mesmo em tempos mais árduos, buscar o aprimoramento nunca fez mal a ninguém.
A inflação em 2007 fechou colada no centro da meta. Em janeiro e fevereiro, anualizada, estava acima da meta de 4,5%. Ontem saiu o PIB e foi ótimo.
Hoje saiu a ata do COPOM dizendo que foi discutida a hipótese de aumentarem os juros na última reunião. Estão com o dedo no gatilho. Próximo dado ruim ou repique nos índices de inflação e lá vamos nós de novo.
Uma curiosidade: reparem como estamos sempre na mão inversa. Quando o mundo está subindo os juros, nós estamos abaixando, agora que todos estão abaixando ...
O telefone toca, uma moça quer me entrevistar. Tenho a clara impressão de que se trata de um equívoco, desconfio de que não sou quem ela pensa que eu sou. Tento ser solícito, mas, admito, meu pavio é curto. “Podemos começar?”, ela me pergunta. Eu digo que sim e seguimos. As perguntas se encadeiam. Perguntas, devo dizer, com o péssimo hábito de terminarem em dois pontos. Do tipo. “Uma música:” Ou. “Um livro:”. No final ela fica mais pessoal, até usa aquele ponto que parece um guarda-chuva. “Um momento feliz?”. “Ficar em casa de camisa regata.”, eu respondo. Ela não entende. Volta a perguntar. Eu repito a resposta. Ela não se agüenta. “A sua maior felicidade é ficar de regatas?”. Eu completo. “E, quando estou sozinho, de samba-canção.”.
Sabe aquelas esteiras elétricas? Aquelas de exercício? Então... Sabe as marginais? Tietê, Pinheiros... Ontem pela manhã a velocidade média dos carros nessas avenidas chegou a 7km/h.
Na esteira, 7km/h é como uma corridinha, um trote. Com um pouco de treino, meia-hora passa rapidinho.
A 7km/h, ao invés de investirmos em metrô e corredores de ônibus (caros e demorados), é melhor obrigar a população a se exercitar. Com um bom “personal multidão”, em pouco tempo teremos 10 milhões de pessoas se deslocando a 7km/h, e as marginais, enfim, poderão se tornar um imenso bulevar, um belo parque arborizado.
A verdade e que envelheci um bocado neste ultimo ano. Pensava nisso olhando os livros da estante bonita onde os livros repousavam feito órfãos esperando pela adoção. Também pensava que tinha que ter sido mais rude na cena com minha mãe, na despedida para a morte. Muitas vezes é assim, vc não se contenta nunca e fica remoendo possibilidades. Nisso começou a ventar forte, parecia que embalar numa chuva boa. Fiquei ali namorando o tempo e não choveu. Comprei um cd sem ouvir e peguei um táxi amarelo. Sentei na frente, ele estranhou, eu ignorei. Maluco como aqui eles estranham que se sente na frente, pensei. Sim, na cabeça cabem muitos pensamentos simultâneos, que na maioria do tempo, pensei numa imagem, pensei, pensei, achei!, concorrem feito espermatozóides pela vitória. Que no caso, é a fumaça. Pensamento bom vira fumaça, deixa de existir. Pensamento inútil esse. Devia escrever no blog, pensei também. Chegamos, 7 pilas.
Do blog do Sardenberg, um bom texto sobre o caos ...
Bem resumida a situação, pode-se dizer que dois fatores determinam esse sobe-e-desce das bolsas de valores mundo afora: desconhecimento e medo.
O desconhecimento é o seguinte: qual o tamanho dos prejuízos dos grandes bancos globais e como vão cobrir essas perdas?
O medo: a recessão nos EUA, se houver, será de qual tamanho e como atingirá os demais países?
A falta de informação é grave. Não há nada pior que uma crise bancária num sistema movido a crédito. Esse crédito já encolheu por causa das perdas dos bancos (com menos capital, têm menos para emprestar a empresas e consumidores). E encolhe mais por causa da desconfiança: quem está com os micos?
O medo é consequência desse desconhecimento e de um outro: como reagirá o mundo novo?
Sim, porque há um mundo novo depois da revolução da Tecnologia da Informação e da Comunicação, da produção espalhada por vários países, da consolidação da China como potência econômica, do foco autônomo de crescimento e da incorporação dos países ex-socialistas ao capitalismo global.
Como seria uma recessão nesse mundo novo?
Na falta de informações e na falta de um conhecimento mais apurado sobre as tendências, os mercados se movem pelas notícias (e rumores) do dia-a-dia.
Fala-se que um banco está em dificuldade, despencam as bolsas. Não era bem assim, sobem os mercados. Um número ruim nos EUA, um número bom, e assim vai – até que situação fique mais clara.
P.S Nota deste blog : tenho a impressão de que estamos cada vez mais distantes desta descoberta. Acho que ficou para o segundo semestre ...
Combinamos de colocar aqui algumas listas: fizemos livros, cds , filmes ...Uma coisa que não sai da minha cabeça é o fato do FDE estar prestes a completar 100 programas. Putz !! 100 programas equivale a 1.000 gols do Romário pra mim. Resolvi registrar meu espanto, surpresa e felicidade colocando os meus 10 programas preferidos. Em ordem de acontecimento:
1 - Casagrande - fiquei maluco com o que foi dito e como foi dito 2 - Gabeira - foi a primeira vez que minhas pernas tremeram por causa do programa. 3 - Jabor - foi o primeiro convidado de quem eu era "totalmente" fã e sai mais fã ainda ... 4 - Cristovam Buarque - o programa. 5 - Caco Barcellos - cara sensacional + programa idem. 6 - Érika Palomino - poucas vezes me diverti tanto. 7 - Jô - pelo feito 8 - Raí - por tudo aquilo que significou na minha adolescência + por ter sido a segunda vez que minhas pernas tremeram 9 - Danilo Santos de Miranda - o cara certo, que daria certo, que faria a coisa certa e que me fez acreditar que é possível o país dar certo. Bastaria as pessoas certas estarem no lugar certo 10 - Zeca Camargo - acho que se tivesse que mostrar para um cara de Marte qual era a minha idéia de programa, levaria este. Convidado espetacular, clima espetacular, chefe inspiradíssimo e teatro lotado.
Bônus track pro programa com o Hatoum, com a Mara, com a Daniela Braun, com o Amyr Klink e com o Juca Kfouri.
Escrevo este post com uma sensação de culpa na consciência. Alguns dias atrás publiquei uma lista de 10 filmes de que gosto aqui no blog, e num dos comentários Leandro Menezes me perguntava da ausência de Glauber Rocha em minha lista.
Minha resposta foi curta, e (muito) grossa: “GR é um pé-no-saco!”
Descortesia não é coisa que se deva espalhar por aí, e assim peço desculpas aos leitores e em especial ao Leandro.
Dito isso, posso afirmar com mais tranqüilidade: GR é um atraso para nossa produção cultural.
Explico.
Há no Brasil uma carência estrutural de formação no campo artístico. Poucas escolas, poucas bibliotecas, pouco intercâmbio, e até pouco tempo, poucas edições de obras de relevância.
A saída natural foi a de buscar no discurso da espontaneidade as bases de nossos parâmetros artísticos. Não é à toa que a música popular, ao longo de muitas décadas, vem sendo nossa manifestação artística mais relevante. Trata-se da expressão de comunicação mais imediata com o público, e por diversas vezes, um pequeno domínio técnico aliado a uma intuição genuína, tem nos legado artistas de grande valor cultural, entre os casos mais notáveis, Noel Rosa e Cartola.
Esses exemplos e exceções espalharam entre nós o mito da arte como uma dádiva divina, dissociada de esforço. Como se esse artista tivesse um poder de transformação do nada em pérola.
Dessa noção, nasce nossa dificuldade de separar o joio do trigo na produção de nossos “gênios artísticos”. E, a meu ver, esse é o caso de Glauber.
Dono de uma inquietação genuína e de uma criatividade quase ilimitada, fez do ofício da arte algo que se mistura à própria vida. Exercício de transgressão e epifania. Dotado dessa potência artística aliada a uma personalidade irresistível, atraiu para seu pólo magnético os mais próximos, a crítica do período e acima de tudo, o inconsciente coletivo, sob o batismo de sua genialidade.
Distante de sua órbita o que resta são suas obras, e das que vi, em que se conta boa parte de sua produção, afora o excepcional “Terra em transe”, e o catártico “Deus e o diabo na terra do sol”, sua demais produções têm mais de devaneio do que de talento artístico.
Precisamos de novas gerações de artistas que encarem o ofício como um trabalho diário, como outro qualquer, em que a inspiração (ou o que não consigamos verbalizar) venha como uma deferência a esse esforço e não como uma marca de nossa pretensa genialidade.
Com atraso, aqui vai minha música para o dia internacional da mulher. Quando penso nas minhas "duas"mulheres é isso que aparece na minha mente: "quando estou contigo estou em paz".
Começa hoje um período de 10 dias para lá de decisivos no Mercado Financeiro. Ao final de 10 dias saberemos quanto cresceu o país em 2007 (4 feira), como anda a inflação aqui e nos EUA e se o país já tem um orçamento para o ano, onde 1/4 dele já foi ...
De longe a maior curiosidade é sobre a reunião do FED da semana que vem. Analistas mudaram de 0,5% para 0,75% o tamanho do corte nas taxas de juros. É uma paulada !!! O fato é que, independente da velocidade, os EUA caminham para ter uma taxa de juros de 2% ou menos. Se imaginarmos que a inflação gira entre 4% a 4,5%, percebe-se claramente o tamanho do problema que eles se encontram e se encontrarão ...
Outros dados importantes sairão durante esse período, porém não deixa de ser curioso, "realizar" que o Brasil cresceu o dobro dos EUA, com inflação mais baixa e que em 2008 isto irá se repetir, com ou sem orçamento, com ou sem Governo, com ou sem investimentos em infra-estrutura ...
Não tenho acompanhado as novelas, nem as revistas de fofoca, mas para mim o casal do ano já está eleito: Mônica Veloso e João Estrella.
A primeira acaba de estrear no SBT (aonde mais?) um programa sobre carros (!). Fecha o ciclo: denúncia do amante político – livro – Playboy.
O segundo é o que eu já disse por aqui. Reforça a dupla lei que existe no país, que nos separa por origem social, cor e escolaridade. Embalada pelo dinheiro público do cinema nacional, transforma em farsa nossa realidade. Espécie de fábula do “self-made hero man”, bancada por cocaína e leis de incentivo.
A saia-justa diplomática com a Espanha nasce de duas formas de segregação.
Uma externa, de fora pra dentro, entre o mundo que nos controla e o mundo, que quando é conveniente, lhe abastece de mão-de-obra.
Outra interna: 450 pessoas foram barradas em fevereiro em Barajas. Mas apenas o caso dos universitários causou repúdio no país. É como se houvesse dois tipos de cidadãos brasileiros. O que deve ser defendido e o que deve permanecer calado.
2008 é um prato cheio para os cadernos culturais. Mais especificamente no campo literário. Com a comemoração dos centenários de morte de Machado de Assis e do nascimento de Guimarães Rosa. Essa coincidência separada por pouco mais de três meses, e a estranha sensação de que o país, mesmo por poucos dias, teve ao mesmo tempo em seu território seus dois maiores romancistas.
Se Machado, principalmente a partir das duas últimas décadas do século XIX, foi o autor que melhor retratou a sociedade gerada pela transformação do país numa República, fundada em parâmetros tão antigos e antiquados quanto seus dias de colônia, Guimarães irá explorar ao limite um país que parecia não caber mais no sonho desenvolvimentista que explode nos anos 1950. Levando a linguagem a um momento de tensão máxima, como a afirmar essa divisão, ao mesmo tempo em que dava vazão a todos o repertório de mitos e símbolos que o Sertão, a meu ver, de forma mais aguda do que as raízes indígenas, operaram em nossa cultura.
Machado com a maturidade tornou-se uma unanimidade de seu tempo, a ponto de seu enterro ser um evento capaz de parar a capital federal (cena absurda se pensarmos no papel que a literatura desempenha em nossos dias). E sua participação na fundação da ABL, é só mais um exemplo de seu peso na sociedade da época.
Guimarães segue profissionalmente uma opção comum a seus contemporâneos: a carreira diplomática. Conciliar postos internacionais com a produção literária é um traço que marca boa parte de nossos principais autores do século passado. Um processo que vai minguando com as mudanças da carreira diplomática e do próprio perfil de nossos autores.
Hoje relegado a um espaço mínimo no debate público, o autor nacional busca a legitimação da carreira acadêmica, ou brechas no jornalismo. A ABL, transformada em distribuidora de jetons a celebridades, é motivo de chacota, e o peso que Guimarães um dia deu a casa evaporou-se. Eleito em 1963, o romancista adiou o quanto pode sua posse, associando o evento à própria morte. Quatro anos depois, sem mais poder adiá-la, Rosa vestiu o fardão. Mas sua intuição era certeira: três dias depois o novo imortal vem a falecer.
Uma morte, em muito simbólica, de uma espécie de autor, de um tipo de literatura, mas, principalmente, do papel do intelectual no país.
Seis milhões de carros. Petróleo a U$ 105 dólares.
Me lembro da famosa frase de Rockfeller:" O melhor negócio do mundo é uma empresa de petróleo bem gerida, o segundo é uma empresa de petróleo mal gerida".
Vocês lembram outro dia o Bush entregando o orçamento americano para 2009 ? Ficou marcada a cena dele entregando números horrorosos ao seu sucessor ...
Dia 6 de março, nós ainda estamos discutindo o orçamento de 2008 do Brasil.
Jaco Pastorius é o rei de todo baixista. O homem que deu ao baixo elétrico dimensões inimagináveis. Passei anos da minha adolescência ouvindo uma fita cassete, até sua total destruição (é muito louco pensar que as fitas não agüentavam o uso prolongado), de “Mingus”, o disco de Joni Mitchell em que Pastorius toca, e que homenageia outro monstro do instrumento, Charles Mingus, rei do baixo acústico e de orquestrações mirabolantes. Pois não é sem uma ponta de emoção que recebo a notícia (já um tanto defasada) do Grammy de melhor álbum do ano, para “River: the joni letters”, projeto do pianista Herbie Hancock, com canções da cantora e compositora canadense. Há mais de quatro décadas um disco de jazz não vencia na categoria, e o disco não é nada menos do que um primor. Com participações antológicas de gente como Leonard Cohen, de Mitchell, e da ressurgida Tina Turner. Música de gente grande, feita por um monstro do piano, com canções especiais e intérpretes inspirados. Mingnus e Pastorius agradecem.
A atriz Scarlett Johansson, 23, está leiloando um encontro com um fã através da internet. O prêmio dá direito ao vencedor de conhecê-la pessoalmente na estréia de seu próximo filme.
Os fãs começaram ontem a dar seus lances no site eBay pelo encontro com a protagonista de "Encontros e Desencontros" e, após 12 horas, o leilão passou dos US$ 0,99 para US$ 560.
O prêmio inclui um carro com chofer até o cinema onde ocorrerá a estréia, que acontecerá em julho em Los Angeles ou Nova York, serviço de cabeleireiro e maquiagem, além de, claro, conhecer a atriz.
A própria Scarlett tornou público este leilão, através da página de vídeos YouTube, na qual afirmou que o dinheiro obtido será destinado à ONG Oxfam América. A disputa, que exige aumentar no mínimo US$ 10 em relação ao último preço alcançado, estará aberta até 12 de março.
Começa hoje a quarta temporada de LOST. Foi divulgado hoje o balanço de 2007 da Petrobras.
Tratam-se dos dois maiores mistérios do mundo pra mim.
Como pode uma coisa tão simples ter um resultado tão bom e uma coisa tão boa ter um resultado tão simples???
Em Lost, um avião cai em uma ilha onde tudo acontece. De urso polar a inimigos, de teorias sobre o fim do mundo à purgatório, qualquer coisa faz sentido em LOST.
Na Petrobras, nada faz sentido. De políticos nomeados ao fundo de pensão, de investimentos na Bolívia à patrocínios culturais. Nada faz sentido.
Lost sofreu com a greve dos roteiristas, mas manteve fiel o gigantesco público que acredita piamente se tratar da maior série de tv da atualidade.
Petrobrás viu o que ela vende dobrar de preço. Viu suas vendas aumentarem, suas reservas aumentarem.
Lost concorre com outras milhares de séries nos EUA, concorre com a Internet, com a pirataria e ainda sim nunca lucrou tanto.
A Petrobras não concorre com ninguém, não sofre com nada, não vende outra coisa que não seja petróleo e ainda assim conseguiu lucrar 17% MENOS em 2007 do que em 2006.
Descobrir os mistérios de LOST parecem fáceis quando se tenta entender o que acontece da “ILHA da Petro”
Fui ao clássico de ontem. Domingo bonito, campo cheio, rivalidade e um futebol disputado, mas de pouca qualidade. Fiquei com pena do Mano Menezes. O Corinthians tem hoje 13 ou 14 jogadores que podem entrar em campo, o resto do elenco são como os reservas do time da firma. Só estão lá pelo churrasco. A conta do Mano deve ser mais ou menos essa: “Posso perder no máximo 3 jogadores por rodada, senão entro no rotativo, no cheque especial, ou começo a soltar os pré-datados”. Ontem a conta estourou. Sem Alessandro, Dentinho, Acosta, Fabinho e Felipe, mais o Bruno Otávio que se machucou, o Mano teve que abrir a carteira e assinar os cheques, só que o Palmeiras não esperou a data certa para descontá-los. Primeiro o pré-datado Hérverton com “h”, que era pra cair só em maio entrou, e o extrato começou a ficar vermelhinho. Depois o pré-datado Lima, que além de tudo não tem fundos, acabou por estourar a conta. O Mano coçou a cabeça e ligou pro gerente do banco. “O Andrés aumenta meu limite que a coisa tá feia!”. Mas ontem os bancos estavam todos fechados.
Uma hora de aula. Aula sobre tudo, principalmente como deveríamos agir pessoalmente e profissionalmente. Uma hora que te faz pensar como podia ser melhor.
Uma hora para o chefe virar o MAGO.
Quando as luzes ainda estão acessas, dá pra ver o teatro cheio. Cheio de amigos do colégio, amigos do blog, da comunidade do Orkut. Pessoas que encaram até a chuva para se divertir com os amigos.
E a história da Bolívia ...? Não pode ser verdade. Acaba sendo o assunto do jantar.
Como os tempos eram diferentes e como foi legal.
Após tudo isso, sou recebido com festa pela pequena em casa, lendo os emails que recebemos ficou claro que foi uma noite diferente e que bom que tenha sido assim para tanta gente. Devia ser sempre assim ...
Minha primeira compra em Nova Iorque foi um imenso hipopótamo marrom de pelúcia. Passei um dia inteiro carregando o bichinho pra cima e pra baixo. Mostrei pra ele a neve branquinha nas árvores, e seus irmãozinhos que vivem engaiolados no zoológico do Central Park.
Resolvi comprar o Ieltsin (sim, é esse o nome dele) por vários motivos. Primeiro para não perder o senso do ridículo quando a febre consumista me fizesse delirar. Segundo porque fui com a cara dele. No meio de uns quinhentos clones perfeitos, ele tinha suas diferenças, um ar blasé. Posso jurar que vi nos seus olhos o discreto charme dos derrotados.
Com Ieltsin ao meu lado, passei a imaginar como será o mundo quando o Zé Godoy 1 for ao mercado e se deparar com o Zé Godoy 105 e o Zé Godoy 767. Fiquei pensando como a “mulher que dorme no travesseiro ao lado” vai saber diferenciar eu de meus duplos. E se ela fugir com o babaca do Zé Godoy 203?
O mundo é complexo, e ao que tudo indica, vai ficar ainda mais. Para quem, como eu, que não passa de um fóssil do século XX, um hipopótamo de pelúcia ainda se parece uma imensa bóia amiga em meio à tormenta.
Mais uma vez vou a caminho do embarque de Congonhas. Para isso, de um tempo pra cá, necessariamente vc tem que passar pela ligação subterrânea, o túnel. Deram a este túnel o nome do Paulo. Ou seja, para sair de São Paulo, vc tem que encontrar o Paulo, conversar um pouco, ou então deixar que ele te veja e dar um alô pelo retrovisor. Quase sempre passo de cabeça um pouco baixa, como se ele me abençoasse. Mato um pouco a saudade, lembro de alguma coisa. Fica entre nós, eu e o túnel. Imagino que tem horas que ele esta dormindo e eu o acordo, outras que o contrário. Nunca consigo ignorar. Na verdade, acho que ele não ia gostar de ficar ali naquele lugar o tempo todo, preferia estar num túnel que nos levasse a um mundo fictício qualquer, cheio de palcos, com música, alegria, um pouco de perversão e poesia. Ou na sua casa, lendo, fazendo café e vendo fotos. Mas, está lá, fazer o que. Homenagem é homenagem, me diria, não se discute. Paulo era contra eu fazer televisão. E cada vez que eu passo pelo túnel, claro, lembro desta. Ironia, toda vez que vou, ter que passar por ele. Vingança das boas. Como falamos tanto disso, passo por lá com um certo ar de paciência, Paulo, agora não, não vamos mais falar sobre isso, agora não. `As vezes, sozinho comigo mesmo, por via das dúvidas, passo rapidinho. Ou então, justifico minha escolha. Cheio de argumentos. Peço uma luz na indecisão, e ele ri do meu cansaço. Ou estou contente com o trabalho, finjo que não estou nem aí, e passo confiante, de música alta. Sempre engarrafa. Ainda não fui a Congonhas para viajar a outro destino que não fosse o Rio. Com certeza, se passasse por lá em temporada de teatro, viajando por aí, o Paulo ia sorrir pra mim, liberava o trânsito. Estaria lá, fumando, com um sorriso de orgulho no canto da boca. Eu falaria, ok, agora tudo bem pra você, não? E ele ia rir um pouco mais.
Dan, sei que em 1989 não tem internet, nem celular por isto resolvi te mandar esta carta. Você não tem idéia do que está acontecendo por aqui enquanto você tenta reunir seus amigos em 89 ...
1 - O São Paulo contratou todo mundo. Montou aquele time de videogame e não ganha de ninguém
2 - O dólar, lembra dele ?? Está acabando ... ninguém mais quer ouvir falar nas "verdinhas"
3 - Domingo tem clássico em SP. Verdão e Timão podem jogar de roxo e de abadá. Será o clássico das MICARETAS !!!! Parece que vão liberar a cerveja dentro de campo pra animar os foliões ...
4 - Obama Houssein vai ganhar definitivamente na próxima terça nos E.U.A. Cuidado, não é uma união do Osama com o Saddam ...
5 - O Lula ontem disse: "Graças a Deus que os bancos tem lucros !!!". Semana passada ele anunciou que não temos mais problemas com a dívida externa ...
Quem diria hein, tudo isso em 20 anos. Não mais que 20 anos o Dr dizendo no Viaduto do Chá que se as Diretas passassem ele não iria jogar na Itália para votar ...
Promessa é dívida. E apesar de não honrar as minhas, me deu vontade de seguir fazendo listas. Tem gente, como o Nick Hornby, que fez disso uma profissão, mas pra mim as listas funcionam mais como analgésicos. Recorro a elas quando a dor de freqüentar as filas infindáveis dessa cidade me assolam. Recolho-me ao jogo mental, enquanto aguardo a abertura do guichê.
Já devo ter comentado por aqui (ou terá sido em alguma fila?) que num período nada agradável da minha vida, entrar numa sala de cinema, e depois caminhar alguns quilômetros ruminando filmes, me manteve de pé. E assim, qualquer tentativa de lista de filmes que eu produza, nasce com as reminiscências do estado em que me encontrava quando os assisti. Nada mais subjetivo. Mas, afinal, quem ainda acredita em isenção crítica?
1- “O céu que nos protege” (Bertolucci) – Marrocos, fotografia de Storaro, Debra Winger e Malkovich, na versão desse romance que, como diria Rimbaud, tem “uma dor deliciosa”. De quebra o escritor Paul Bowles numa ponta.
2- “Hannah e suas irmãs” (Woody Allen) – Tem duas cenas que resumem meu estado de espírito. Woody Allen indo fazer um exame achando que vão descobrir alguma doença incurável. Michael Caine forjando um “encontro casual” com Barbara Hershey.
3- “A marca da maldade” (Orson Welles) – O melhor começo de filme da história do cinema. Um plano contínuo que deve ser a inveja de qualquer diretor.
4- “A doce vida” (Fellini) – Eu ainda não sei o que quero ser quando crescer: Mastroianni neste filme ou Clint Eastwood como Dirty Harry.
5- “A fantástica fábrica de chocolate” (Mel Stuart) – O original, com Gene Wilder. É o filme da minha infância. A melhor história que me contaram enquanto eu escondia uma caixa de Bis embaixo do travesseiro.
6- “Era uma vez na América” (Sergio Leone) – Ainda não sei se é melhor defini-lo como um épico ou um filme em tom operístico. Acho que nenhum dos dois. É o filme em que música e imagem são irmãs siamesas. Melhor do que isso só o silêncio.
7- “As pontes de Madison” (Clint Eastwood) – Ok, eu sou um chorão. Ok, aquela cena dos dois carros na chuva, com a Meryl Streep segurando a maçaneta da porta foi feita pros fracos. Mas nessa lista os fracos têm vez.
8- “Antes do pôr do sol” (Richard Linklater) – Gosto demais desse filme, que tem uma espontaneidade que qualquer um que já escreveu uma carta sabe o quanto é complexa. E, afinal, quem não gostaria de passar uma tarde em Paris com uma antiga paixão?
9- “O sétimo selo” (Bergman) – Ok, todos vamos morrer, certo? Mas que tal uma partida de xadrez com direito a aposta, antes de tudo se findar?
10- “A bela da tarde” (Buñuel) – Deneuve em tardes deliciosas. Há uma boa história sobre Buñuel. Antes da estréia de seu primeiro filme em Paris, ele, recém-chegado da Espanha, encheu seus bolsos de pedras, para a eventualidade de ser destratado pelo público.
É o começo e o fim de uma história. Ou seria correto dizer: da história. Um museu como receptáculo de tudo o que foi produzido pelo homem. Conter num mesmo espaço físico o que de melhor o homem produziu. Esta é uma fórmula irreproduzível em nosso tempo, e que de certa forma o Metropolitan Museum of Art de Nova Iorque deve ser o último exemplar.
Onde mais se encontra, lado a lado, a arte medieval e uma considerável coleção impressionista. Onde mais se lamenta a fragilidade de um acervo renascentista? Onde mais as centenas de tumbas e múmias ou pequenas peças extraídas do Egito? Onde mais, afinal, essa coisa alucinante e bizarra que é criação de um espaço artificial vazado pela luminosidade, que recebe majestosamente o Templo de Dendur? Essa relíquia do tamanho de um mamute, que pela história oficial foi doada aos Estados Unidos, como um regalo pelas ações humanitárias no país africano. Dendur simboliza esse antigo museu. Com a ambivalência de seu discurso não verbalizado. A opulência do poder econômico que acredita, como num dogma, na possibilidade de recolher a civilização a seus pés, enquanto as árvores, tomadas por flocos de neve do Central Park, ironizam as pedras do templo, que em vão, mimetizam as areias de um deserto que não está mais lá.
Nos últimos doze meses, o IBovespa subiu 51%. Muito não ?? A curiosidade que está me irritando faz doze meses é: Se nós tirarmos 5 ações dessa lista, a alta foi de apenas 9% em um ano, ou seja, 5 ações contribuiram com 42% da alta e TODO O RESTO com 9%.
Vai ser sempre assim ?? fico nas 5 ou fujo das 5 ?? E o resto do país que está bomabndo ???!!
Bradesco - alta de 41% Petrobras - alta 110% CSN - alta 176% Usiminas - alta 95% Vale do Rio Doce - alta 74%
1* No Líbano, os homens podem legalmente ter relações sexuais com animais, mas têm que ser fêmeas. Relações sexuais com machos são puníveis com a morte.
2* No Bahrain, um médico pode legalmente examinar a genitália feminina, mas ele é proibido de olhar diretamente para ela durante o
exame. Ele pode apenas olhar através de um espelho.(Por a mão pode,olhar não!).
3* Os muçulmanos não podem olhar os genitais de um cadáver. Isto também se aplica aos funcionários da funerária... Os órgãos sexuais do defunto devem estar sempre cobertos por um tijolo ou por um pedaço de madeira>
4*A penalidade para a masturbação na Indonésia é a decapitação...
5* Há homens em Guam cujo emprego em tempo integral é viajar pelo país e deflorar virgens, que os pagam pelo privilégio de ter sexo pela primeira vez. Pelas leis de Guam, é proibido virgens se casarem.
6* Em Hong Kong, uma mulher traída pode legalmente matar seu marido adúltero, mas deve fazê-lo apenas com suas mãos. Em contrapartida, a mulher adúltera pode ser morta de qualquer outra maneira pelo marido.
7* A lei autoriza vendedoras a ficarem de topless em Liverpool, Inglaterra, mas somente em lojas de peixes tropicais.
Globalização uma ova! O que existe no mundo hoje é uma casca, uma espécie de máscara facial que nos faz imaginar que estamos no mesmo barco. Caminhando por Nova Iorque essa é a primeira sensação que me assola. Os lançamentos de cd´s, o novo perfume da marca tal, os blockbusters estão todos ali, como estariam na Av. Paulista. Mas basta o vento gelado que corre do Hudson romper com essa primeira impressão, para se perceber que tudo permanece como sempre esteve.
Não há mágica. Um país que investiu em educação desde sua fundação, não exporta (mesmo que queira) seus princípios. Está lá, é só ver. Há coisas no mundo que não podem ser divididas, precisam ser conquistadas. Dez metros adentro de qualquer livraria e logo nos deparamos com “o catálogo”, que nada mais é do que um fóssil do que uma cultura já produziu. O mesmo ocorre nos museus ou simplesmente no respeito à arquitetura.
As camadas mais profundas da civilização não são exportáveis. O shopping Iguatemi não nos faz mais cosmopolitas, ao contrário, só acentua nosso atávico provincianismo.
Complementando o excelente post do Teco. Segundo os dados oficiais, o Brasil tem algo em torno de 4000 bibliotecas. Estima-se que isso é um ¼ do que o país precisa. Tenho minhas dúvidas. O fato é que a imensa maioria dessas bibliotecas tem acervos patéticos ou em péssimo estado de conservação. O fato é que em plena era da informática a maioria não é equipada com computadores, e as que os possui não aproveita as ferramentas que a internet nos proporciona.
Em Nova Iorque, a Public Library criou um sistema de impressão de livros, em capa dura, a partir de obras disponíveis na internet. Desse modo é possível ao usuário levar um livro para a própria casa, a custo zero. Quando o secretário da Cultura do estado de São Paulo, João Sayad, veio ao FDE, eu lhe propus que o Estado fizesse algo similar. Bastaria aproveitar o bom site do Governo Federal (www.dominiopublico.gov.br), que já disponibiliza diversos livros para serem baixados pela internet, e criar um sistema de impressão em nossas bibliotecas. O secretário deu uma risadinha. Esse é o problema, eu falava a sério e ele ouvia uma piada.
Estou com um projeto para 2009 e por conta dele acabei relendo um livro que comentei no programa em 2007. O livro chama-se: Saí da Microsoft para mudar o mundo.
É um mix de auto-ajuda com biografia de um sujeito que se chama John Wood. Ele, obviamente, saiu da Microsoft e resolveu fazer bibliotecas no Nepal. Como 10 entre cada 10 pessoas, ele acha que temos que cuidar primeiro da educação, para depois cuidar do resto.
Pois bem, ele fundou uma ONG (www.roomtoread.org), para cuidar deste assunto.
Prestem atenção na loucura:
1 – Claro, que só no Brasil, ONG possui apoio e dinheiro do Governo. Ele fez tudo sozinho, com ajuda de amigos, doadores e malucos que acreditam no mesmo que ele.
2 – Ele não é ultra-milionário, ou seja, não foi só pegar 50% de sua fortuna pessoal e pronto.
3 – Ele é americano e foi fazer tudo isto no Nepal que é logo ali.
O que ele fez sozinho em 7 anos (reparem que 7 anos é menos do que um Governo eleito + reeleição) ????
a) Construiu 2.300 bibliotecas b) 200 escolas c) Doou 1 milhão de livros (hoje o total já é de 5 milhões) d) Alfabetiza 30.000 crianças por ano.
O Zé pode completar o post nos informando quantas bibliotecas temos no Brasil, mas o que me impressionou, foi imaginar que um americano fez sozinho, mais do que todos os Ministros da Educação juntos fizeram no nosso país.
Precisamos achar esse cara e oferecer caipirinhas, uma cativa no Morumbi, um camarote na Sapucaí, sei lá, algo que torne esse herói em um Ministro “paralelo” da educação. Só assim teremos 2.000 bibliotecas por aqui.
Bem, como já e tradição, o post do Oscar. Sempre escrevo, no domingo que vamos nos encontrar para o bolão e para rir, o que acho dos filmes e dos indicados. Pra quem gosta, é bacana, e serve também pra exercitar a critica. Estou envolvido nos Queridos Amigos da TV, e cercado de critica por todos os lados, Boas e ruins, justas e injustas, imparciais e pessoais. Enfim, faz parte do jogo, como dizem. Dos filmes, gosto de todos, e acredito que “Onde os fracos..”possa representar melhor a mudança de caminho do cinema americano recente. Antes, tempos atrás, não haveria oponentes `a “Reparação..”. Juno é fofo, mas talvez ainda um pouco pra frentex para merecer o premio. Por outro lado, tem a melhor bilheteria, e assim pode repetir a surpresa “Crash”. Acho que não. Os irmãos Coen tem historia, uma historia independente que agora todos querem ter, e devem levar direção, apesar de que Paul Thomas é brilhante em Sangue Negro. Como já fez em “Magnólia”, consegue ser criativo sem deixar de contar a história. Daí, Daniel Day Lewis, meu companheiro de hambúrguer no Córner Bistrô de NY. Favorito, favoritíssimo, infelizmente não me impressionou como esperava. Achei demonstrativo demais. Mas devo ter me enganado, talvez estivesse num mal dia. Anyway, votaria em Jonnhy Deep. Veja só, eu ando me enganando mesmo, porque nem do unânime Bardem eu adorei. Justo ele, que sempre adoro, e que em “Antes do Anoitecer” me fez chorar. Votaria no Wilkinson de “Conduta..”. Filme que também indicou George Clooney. É a indicação “consciência pesada”, já que ele falava antes do Bush o que todos tinham medo e agora fingem que sempre falaram. Coisa de patota medrosa. Ele tem uma atuação absolutamente cotidiana pra mim. Atriz, não vi todas, a principio escolheria a de Piaf, ótima. Mas deve disputar bem com Julie Christie e Ellen Page, a american dream da noite. Coadjuvante deve dar Cate Blanchett ou Ruby Dee, por “Gangster”, que adorei. Dela gostei, nada de especial, mas o filme sim, é dos bons. Cate é melhor, mas a moçada parece cansada dela. Roteiros, Ratatouille e Juno são os mais criativos, e nos adaptados, todos se igualam. “Reparação..” sofre com a comparação com o livro mas talvez ainda assim, seja o mais redondo. Filme estrangeiro não tenho idéia, assim como curta de animação. Devem definir o bolão, talvez alguém que nunca ganhou, ganhe. Pena, vou ter que acabar o post e estudar. O cinema americano tem melhores indicados este ano do que nos anos anteriores, e desenha um novo caminho para sobreviver `a forca e qualidade das series de televisão. Será pela independência dos estúdios, ou por uma parceria mais igual. Hoje festeja a si mesmo. No ano que vem, com Obama ou Hillary, acho que a mudança de imagem se consolida ainda mais e, aos poucos, vamos voltar a gostar dos USA. Alias, documentário curta metragem? La Corona, na cabeça.
Que fase. Na semana em que virei caricatura do South Park, que o chefe estreou a minissérie, que o Imperador foi absolvido, que o Ronaldo saiu do hospital, que minha filha rompeu os 5 kg ....
Na semana do Oscar, na semana em que a Bovespa zerou as perdas do ano, em que o dólar caiu pra R$ 1,70. Na semana em que o Fidel saiu, na semana em que Kosovo tornou-se independente...
Na semana em que aconteceu tudo isso, eu resolvi anunciar minha "conversão ao Lulismo". Isso mesmo, chega de dar murro em ponta de faca.
O Governo, de uma maneira geral, é muito fraco e ineficiente. Podemos acusa-lo de corrupto e de "nepotismo para com os amigos". Podemos dizer que o Lula fala algumas bobagens à toa. Tudo isso é válido !!! Mas a partir de hoje, quando falarem mal do Governo (eu inclusive), irei fazer um adendo estilo "Ministério da Saúde", na parte econômica o desempenho é impressionante.
Hoje no programa vou listar tudo que ocorreu nesse Governo, nessa área, com méritos para o Governo anterior ou para a economia internacional, mas ocorreu nesse Governo, no mínimo, porque eles fizeram o que deviam fazer.
Não temos mais inflação, não temos mais as maiores taxas de juros do mundo, não temos mais déficit na balança, não devemos mais nada ao FMI, não acaba o país quando outro sofre uma crise e desde ontem, NÃO TEMOS MAIS PROBLEMAS COM A DÍVIDA EXTERNA !!!!!!
Com a exceção de “Sangue negro”, cumpri com afinco o propósito de ver os principais filmes da fornada desse novo Oscar. Acho a safra desse ano superior a do ano passado. É também um momento forte do cinema que diz independente e de diretores que vão se firmando, como Jason Reitman, de “Juno”. Mas vamos deixar de papo, abaixo comento brevemente o que vi.
“Onde os fracos não têm vez”. Grande filme. Impressionantes Bardem, Tommy Lee Jones e Josh Brolin. Roteiro e direção brilhantes. Leva com certeza um dos principais prêmios (direção, filme ou roteiro adaptado).
“Juno”. Bom filme adolescente. Ótima atriz (Ellen Page). Diretor muito promissor (havia dirigido “Obrigado por fumar”).
“Conduta de risco”. Ótimo roteiro. Bom thriller psicológico. Clooney faz bem, Tom Wilkinson dá show (é meu favorito como ator coadjuvante).
“Sweeney Todd” – O filme de Tim Burton, baseado no musical de Sondheim, entrega exatamente o que promete. O mundo de Burton, a música de Sondheim (centenas de milhas na frente de qualquer outro compositor contemporâneo americano). O carisma e as vozes (pequenas, mas graciosas) de Depp e Bonham Carter.
“O gângster” – Merecia mais indicações. Boa história, ótima ambientação (o Harlem dos anos 1970). Grande trilha.
“Desejo e reparação” – Ótimo começo, depois degringola. O livro tem camadas que o filme não alcança. Mas com Keira Knightley, 130 minutos passam voando.
Porteiro do meu prédio: Chefe, vou aplicar o que sobrou do meu 13 na bolsa.
EU: Cuidado, estamos na eminência de uma crise séria nos E.U.A e ainda não sabemos todas as consequências ...
P.P: Essa crise é balela de economista !!!
EU: Por que ?
P.P: Ano passado, quando estavam todos soltando foguetes, o dólar custava R$ 2,00 , o petróleo U$ 70, os juros nos E.U.A estavam em 5,25%, iam subir na Europa e no Japão ... de 6 meses pra cá todos os números estão melhores.
EU: Mas é que ...
P.P ALém disso as empresas estão bombando. Nunca se vendeu tanto carro, apartamento e computador nesse país. Crescemos horrores em 2.007 e iremos arrebentar em 2.008.
EU: Olha só ...
P.P: Fora que não ficavam falando toda hora desse tal de "Investimento Grade". Vai sair esse ano !!!! Hoje deu que a BMF e a Bovespa irão virar uma só !!! Vai ser a segunda maior bolsa do mundo ...
Eu: Presta Atenção ....
P.P: Ninguém segura esse país e ninguém mais me segura !!!!! chega de ficar ouvindo vocês !!!!
EU: Alguma carta pro apto 41 ??
P.P: Só esses lançamentos de imóveis que não param de chegar !!!!!
Queria agradecer a todos que mandaram mensagens sobre Queridos Amigos. Quem viu, vê que era impossível estar neste trabalho e não estar totalmente envolvido e cercado de emoção. Mas nada teria lógica se o público não ficasse tocado e também não viajasse conosco. É isso. E é só o começo. De volta pra vida.
Não vou cair na bobagem de fazer a lista dos livros. Parto para CDS e filmes onde de alguma maneira eu posso me defender. Tenho cerca de 300 cds em casa. Se tirarmos tudo do U2, Pink Floyd e Legião, sobram no máximo 150. Isto mostra o quanto eu não sei absolutamente nada de música. Meu universo é tão pequeno que deve ter sido criado para mim a famosa frase: "Um especialista é aquele que sabe cada vez mais, sobre cada vez menos" . Sou um especialista !!!!
Tem 5 cds que são obrigatórios para homens e mulheres, novos e velhos. Músicas acima de qualquer gosto, para qualquer hora, sob qualquer temperatura:
Lovers Live - Sade ( a maior cantora do mundo) Cor de Rosa, Carvão - Marisa Monte - (a maior cantora brazuca ever) Delicate Sound of Thunder - Pink Floyd Acústico N.Y - Nirvana - impressionante BIG TRIP - Aerosmith - Cd azul com a melhor "trilogia"de clipes do mundo: Crying, Crazy, Amazing.
Existem outros 5 cds que classifico como "OS PERFEITOS". São os famosos cinco cds da ilha deserta.
Stealying Beauty - Trilha do filme Beleza Roubada - meu cd número 1 que está em algum lugar, desaparecido, na era de Aquarius. As quatro estações - Legião - o maior cd e o maior show que já vi no Brasil, feito por brazucas. Violator - Depeche Mode - foi o primeiro disco perfeito que ouvi na vida. "waiting for the night" embalou uns 200 pés na bunda Apettitte for destruction - Guns & Roses - talvez a melhor fase de uma banda. Achtung Baby - U2 - O melhor cd, da melhor banda do mundo. Em 100 anos, será o SGT Peppers da minha geração. É desse cd, a melhor música que já foi feita no planeta Terra: One.
Um cd pra vc ganhar aos 2 anos e só parar de ouvir aos 97 com seus bisnetos: Os Saltimbancos - talvez o unico disco que eu saiba todas as musicas de cabeça
TÓQUIO (Reuters) - Siderúrgicas do Japão e da Coréia do Sul aceitaram alta de 65 por cento nos preços do minério de ferro vendido pela Vale, nos primeiros contratos firmados para este ano. Apesar disso, mineradoras australianas informaram que ainda querem reajuste maior.
Nippon Steel e JFE, do Japão, e a Posco, da Coréia do Sul concordaram em pagar à Vale 78,90 dólares por tonelada de minério de ferro de Itabira no ano que começa em 1o de abril, reajuste de 65 por cento e sexta alta consecutiva nos preços da commodity.
As ações da Nippon Steel e da chinesa Baosteel dispararam com alívio dos investidores de que o aumento não foi maior. Os preços do minério de ferro, matéria-prima do aço, aumentaram cinco vezes desde 2001.
O mercado já esperava que os preços aumentariam pelo menos 50 por cento, depois que os preços no mercado à vista chegaram a recordes em 2007 e a demanda de siderúrgicas chinesas não mostrar sinais de queda.
"O mercado ficou aliviado agora que um dos fatores negativos pesando sobre as ações foi revelado", disse Takashi Aoki, vice-presidente da divisão de investimento em ações da Mizhuo Asset Management.
Mas as ações das mineradoras australianas, como BHP Billiton e Rio Tinto, recuaram com algumas fontes da indústria afirmando que elas vão tentar preços maiores que refletiriam melhor o menor custo de envio de minério de ferro a partir da Austrália.
Sexta, às 19h, paulistanos e internautas têm um programa diferente: "Fim de expediente", apresentado pelo ator Dan Stulbach e com a participação do escritor José Godoy e do economista Luiz Gustavo Medina.
Durante uma hora e com muito humor, o trio passa a limpo os principais assuntos da semana, com entrevistas, reportagens e a participação dos ouvintes pelo e-mail:
Para quem não agüenta esperar até sexta, de segunda a quinta os participantes do Fim de Expediente "aquecem os motores" no Jornal da CBN 2ª Edição, às 19h15min. Dan, Teco e Zé se revezam fazendo comentários sobre os principais assuntos do dia, numa conversa sempre muito descontraída com o âncora Roberto Nonato.