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Fim de Expediente
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Inscrições encerradas

Aos que enviaram seus nomes para a lista do programa de hoje até o presente momento (14h25), pedimos que retirem seus ingressos, impreterivelmente, até 18h30, na entrada do Teatro Eva Herz. Aos que não conseguiram enviar o e-mail, há a possibilidade de se dirigir diretamente ao teatro, e aproveitar as possíveis vagas de pessoas desistentes. Ou, aguardar o próximo programa no final de outubro.


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Esta semana faleceu Marcel Marceau. Desde a notícia, fico lembrando dele constantemente. Lembro dele no Municipal, aqui em Sp, numa cena com uma flôr. Um teatro em silêncio, um mundo de silêncio. Quando isso acontece, não há outro mundo que não seja aquele encarcerado nas paredes do teatro. Você pode imaginar que este é o sonho de qualquer ator. E é. Mas a lembrança mais forte é curiosa. Eu estava em Portugal, em Lisboa com uma peça. Depois de um dia cheio de entrevistas, fomos para um programa de TV, tipo um talk-show de entrevistas. Esperávamos e esperávamos. Fui dar uma volta. Maquiagem, bastidores e tudo mais. Deparei com a pauta daquela noite. Entrevistados: Marcel e eu. Fala sério. Minha cabeça deu voltas, corajoso, perguntei por ele. Ninguém sabia. Quem? Aquele senhor, respondeu uma moça. Lembro bem que ninguém se dava conta de quem ele era. Fui até seu camarim. A porta estava entreaberta. Bati, ele abriu. Era baixo, olho-me com curiosidade. Mandei um “bonssuar”, boa noite num francês nervoso, recebi um bonsuar de volta num francês seguro. Expliquei em inglês o que estava fazendo lá. Ele, gentil, abriu a porta, convidou-me pra conversar. Olhei dentro do camarim. No espelho sem foto, só o nosso reflexo, meu e dele e de mais niguém. Estávamos sós. Nenhum assistente, nenhum assessor, nenhuma estrela da companhia, porque companhia não havia. Quando perguntei se incomodava ele me respondeu que não, porque estava cansado de ficar só. Sorriu em seguida.. Ele ofereceu um café, depois riu falando que só tomava chá. Lembro disso porque enquanto ele servia o chá, falei da minha família, que quando era pequeno só tomávamos chá, etc. Então foi ele que falou da sua família, sobre seu pai, sobre a guerra. Que tinha lutado. Falei também da guerra, da sobrevivência, um passado comum. Então sobrevivemos. Estávamos quase amigos, quase como se tivéssemos nos conhecido há décadas. Agora era só um reencontro. Eu tinha um cabelão nesta época, por conta da peça. Ele pediu que ficasse de frente para o espelho. Então ele ficou ao meu lado. Eram dois cabeludos de cabelo encaracolado, um velho e um novo, ele disse, eu acho. Um silêncio, e com a mão ele fez uma concha abaixo do rosto, indicando revelação e semelhança. Repeti o gesto. Ele repetiu, me corrigindo. Fiz de novo, ele fez. Minha cabeça dava voltas. Que cena é essa, como vou contar isto pra alguém, pensava. Ele riu, sentou na cadeira e eu numa mais distante. Perguntei se ele já tinha tido vontade de fazer outra coisa, que não mímica. Por que, se faço bem e as pessoas gostam? É como digo as coisas. E você, como diz as coisas? Com o teatro, disse eu. E dar entrevistas? Sente falta do rosto branco? Meu rosto já é branco, respondeu. Olhou para o espelho, apontou e sorriu. Já me acostumei, emendou. Ficamos ali quietos. Mas no palco é diferente, ali tem que ser, entende? Tem que ser! Lembro desta exclamação e dos olhos dele que brilhavam. Ele perguntou do Brasil, de Sp, e alguém bateu na porta. Ele tinha que ir. Pedi uma foto. Ele disse que sim, animado e gentil. Fui buscar a máquina no meu camarim, quando voltei ele não estava mais lá. Tirei esta foto depois, na minha hora de entrar em cena e dele de sair. É apressada, porque deixei o programa esperando. Estamos lado a lado e ele olhando pra cima apontando meu cabelo sei lá porque.
Procurei a foto para botar aqui, mas não achei. Quis fazer um texto menor que esse, mas não deu.
Agora, que ele se foi e vi estas festas todas, os Jornais Nacionais de todos os cantos falando dele, tenho lembrado daquela imagem, dele só. Nós sozinhos no camarim. Nos momentos absolutamente solitários, esquecidos pela história oficial. E quando neles, estamos sós, absolutamente sozinhos e em silêncio.

Merci.


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O melhor momento do melhor mês de um grande ano. AGORA CHEGA !!



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Pra quem acha que vaidade feminina e pedalar não combinam...

http://copenhagengirlsonbikes.blogspot.com

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FUTEBOL

Marta

O Brasil acaba de se classificar para a final da Copa do Mundo de futebol feminino. Vencemos a seleção americana por quatro a zero. Desliguei a tevê e resolvi escrever algo.

Nada de criativo surge na mente. O excesso de criatividade alheia inibiu a minha verve. Começo pelo lugar-comum. A seleção americana parece um anúncio de sucrilhos ou de colgate. Dentes brancos, loirinhas saudáveis com bigode de leite. A seleção brasileira somos nós: mestiçagem para todos os gostos.

O time que tomou leite integral desde a infância cansou de ganhar de nós, desde que o futebol se profissionalizou entre a outra metade do planeta. Mas alguma coisa fora do previsto aconteceu. O time brasileiro repentinamente tornou-se forte, fisicamente forte, ganhou um halo de confiança que lhe torna quase imbatível. A tecnologia nacional feita de atraso, evasão escolar e desnutrição criou a super-mulher importada do sertão nordestino. Ela corre, dribla, baila e faz sonhar.

Foram os franceses que cunharam a expressão, entorpecidos pelo futebol brasileiro. Isso na era A.Z. (antes de Zidane), ainda no tempo “peléozóico”. É a frase mais linda que se pode dizer sobre o trabalho de alguém: “me faz sonhar”. Assim como Fred Astaire, assim como Nina Simone, assim como Marta. Juro que vi uma americana sendo driblada e sorrir, dentes brancos, assim como seu bigode.


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CANSEI DO MUNDO DOS NETS - COMPREM AÇÕES !!!

Esse título é de uma tragédia hilariante contada pela Mara Luquet em seu blog. O título é o mesmo, o problema semelhante, o que vai diferenciar será minha conclusão.

Não irei me alongar nos detalhes. Estou desde o dia 1 de setembro tentando: cancelar a Net em um lugar, assinar em outro endereço e por fim ser reembolsado em 109 reais que eles me obrigaram a pagar antecipadamente, me garantindo que seria rápido o reembolso.

Liguei mais de 100 vezes. Tenho 12 protocolos. Quatro mulheres desligaram o telefone na minha cara. Esperei 3 vezes o prazo de 48 horas para saber da minha situação. Enviei um email para o SAC, Ouvidoria e Presidência, claro que ninguém me respondeu. E hoje no dia 26 ainda não consegui nada do que tentei no dia primeiro.

Estou quase abrindo mão desses 109 reais.

Conclusão: Cansei dos Nets e odeio aquele gordinho russo da propaganda. Minha única chance de me proteger deles é comprar ações da NET, pois assim, me sinto chefe dessas "mal educadas" e pela dificuldade em atender os cancelamentos / fazer os reembolsos, essa empresa deve dar muito lucro.


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Três blogs pra visitar e ficar

Recentemente conheci três blogs excelentes. Com propostas diferentes e enfoques muito particulares, me informaram, divertiram e acima de tudo, me fizeram pensar, concordando ou não com o que lia, mas tomado pela boa fagulha do desafio.

Um é o (http://pornbookclub.blogspot.com), que de pornográfico não tem nada (não de maneira estrita), não ao menos, dentro dessa acepção desgastada que se colou ao termo, ainda fundada num moralismo tacanha. O que se lê nele segue num espaço de amoralidade (único lugar em que se pode pensar com um pouco de sossego). Seu autor é o Douglas Kim, com quem toquei por anos a fio, e que acima de tudo é dotado de sagacidade, erudição e mordacidade necessárias para comentar nossa vida contemporânea. O Kim é bravo, bravo como eu queria ser. Tão bravo que é capaz de reclamar de eu ter colocado seu nome aqui. Paciência, gosto dele!

Outros dois blogs são de pessoas que conheci através desse nosso blog aqui. O que só ressalta a minha impressão de que muitas vezes os comentários são mais interessantes do que nossos posts (e esse não é um exercício de falsa modéstia, detesto a atitude). Um é www.oliveiraramos.com, da Ana Carolina Ramos, que já esteve por aqui num post como convidada. Seu blog passeia entre cinema, arquitetura e memória. Muita memória. Memórias de uma mulher que tem o que lembrar, e que tem o dom de fazê-lo. Também corro o risco de receber uma reprimenda. Nunca conversei com ela, não pedi autorização para divulgar o seu blog, mas o faço, de forma até descortês, porque gosto do que li e acho que outros também gostarão.

O terceiro é o blog do José Bento (http://blogdobento.zip.net), que de vez em quando dá o ar de sua graça comentando por aqui. É um blog voltado a reflexão sobre as artes plásticas. Um blog para ser saboreado, lido aos poucos, com calma, parcimônia, de preferência, se possível, com um livro de artes no colo, ou dando um pulo no site de algum museu. Como nos casos acima, também não pedi autorização para divulgá-lo. Mas faço porque sou metido. Gosto de meter o bedelho no que é alheio. Me divirto ouvindo e lendo o que os outros escrevem. Não passo de um bisbilhoteiro.


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Perguntas da noite

Por que os sãopaulinos são tão chatos quando estão ganhando?

Por que os sãopaulinos são tão chatos quando estão perdendo?

Por que os sãopaulinos são tão chatos quando estão empatando?

Por que os são paulinos são tão chatos?


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Recordes do dia

Ibovespa - 58.700 pontos (novo recorde)

São Paulo - 74% de aproveitamento (novo recorde)

Manuela - 33 cm e 1 KG (novo recorde)


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Crônica

Direto do Rio


Estou no Rio.

Um vento furioso varre as águas como se quisesse nos contar seus tormentos.

O gato busca abrigo entre os grandes livros de arquitetura.

Na praia uma areia fina fere os olhos, impede aos homens de pisa-la, de conhecer sua selvageria. Diante de tudo isso, só uma pergunta resiste em minha mente: será que é o excesso de concreto e asfalto que nos faz, paulistanos, esquecermos nosso tamanho diante da vida? Será que é isso que nos traz a ilusão de que blindados dentro da máquina de ferro, plástico e vidro, nos sentimos protegidos, um pouco eternos?

A ausência de natureza nos faz esquecer a própria natureza?

Ps. Antes que peguem no pé, estou num café e o micro se recusa a receber meus acentos, corrigi o que eu acho certo, acha certo o que me parece errado.Talvez um grito, como um vento indócil, resolva tudo.


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Nessa sexta

Quando fizemos o programa na Liv Cultura, rolou um papo curioso no camarim. Zé dizendo que ficava muito nervoso 5 minutos antes do programa começar; Dan disse que ficava nervoso nos primeiros 5 minutos do programa e eu dizendo que sempre fazia tranqüilo, pois ficava nervoso 5 dias antes e meu nervosismo ia diminuindo...

Resumindo: já dormi mal essa noite !!!!!

Acho que minha ansiedade / nervosismo pioram muito de acordo com a importância do convidado pra mim. Pouco importa quem ele é. Importa o que ele representa pra mim. Dito tudo isso, conseguem imaginar a escala da minha ansiedade / nervosismo com a 99.9% provável ida do Raí ao programa?????

Acho que tenho 100 perguntas, 100 observações e 500 agradecimentos que devo esgotar no pré-programa. Sábado fui ao jogo do São Paulo e conheci a nova loja que fica dentro do estádio. Dentro da mesma existe de tudo e uma charge (que eu tirei foto) do gol do Raí de falta contra o Barcelona na final do Mundial de 1.992.

A charge de Paulo Caruso é legal, mas um texto em uma placa de metal dizia quase tudo ... Foi o gol mais importante da história do clube e o abraço dado no Telê na comemoração do mesmo, deve ter sido o abraço mais importante da vida do Telê. Um gol e um abraço que mudaram definitivamente a história e a trajetória do melhor time do Brasil, de um dos melhores técnicos da história e do maior camisa 10 da história tricolor. Um gol que mudou para sempre a história da minha vida como torcedor. Sexta- feira poderei enfim agradecer pessoalmente.


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A Pergunta que Faltava - Renata Falzoni

Extras da entrevista da última sexta...




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Dia mundial sem carro

Cinco pontos para reflexão:

Nesse dia devemos pensar na ineficácia de soluções individuais para a questão da locomoção nas cidades. Mesmo a bicicleta precisa deixar seu estado marginal e se incorporar à rede de opções de transporte que cada cidade oferece.

É necessário redimensionar o papel do carro em nossa sociedade. O espaço físico que ele ocupa na cidade. O espaço que ele ocupa em nosso imaginário cultural.

Percebermos que a dependência do automóvel, e o isolamento que este acarreta, também são faces de nossa exclusão social, de nossa aversão à cidadania e de nossa violência urbana.

Que com isso dito, não tentemos extirpar o automóvel de nossa sociedade (solução mágica e impossível), mas que nos empenhemos em dar uma nova dimensão a ele em nossas vidas, em nossos dias, imaginarmos seu papel nas cidades que pretendemos construir.

O quinto ponto inicia-se aqui e fica por conta de você.


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Veja este vídeo. Numa Universidade na Flórida, o ex-canditato a presidente e senador Jonh Terry está fazendo uma palestra e estudantes fazem perguntas. Um deles pergunta porque os democratas aceitaram tão fácil a eleição de Bush naquele confuso final da contagem de votos. E veja o que aconteceu.




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Intermodal - Dois

Porta aberta, vale tudo. Sardinha’s way. Perdemos o representante dos Transportes Urbanos. Não o vi mais. Ligada a câmera, comecei a fazer algumas perguntas, é assim todo dia, quanto tempo você gasta com transporte, o que você gostaria que mudasse. A média deu 4 horas. Nenhuma sugestão de mudança, talvez mais vagões. “Mas não vai adiantar nada, não vai mudar nada”. Silêncio e concordância geral. Diálogo:
- Hoje saí de casa, peguei o trem. Duas horas até o trampo. Agora mais duas até a faculdade. Depois uma e meia pra casa.
- Faculdade de que?
- Administração de empresas
- E quando as coisas melhorarem, o que vc vai fazer?
- Comprar um carro.

Da fresta da janela dava pra ver um pouco da Marginal. Um mar vermelho de carros parados.

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Já vai tarde

Do blog do Juca

Dualib renuncia à presidência do Corinthians

Alberto Dualib enviou na manhã desta sexta-feira ao Conselho Deliberativo do Corinthians carta onde renuncia à presidência do clube. Às 14h, no Parque São Jorge, Carlos Senger, presidente do Conselho, irá formalizar a renúncia de Dualib e convocar eleições. A assessoria de imprensa do Corinthians anunciou uma entrevista coletiva com o dirigente às 15h. Com isso, a reunião discutiria o impeachment do Dualib será cancelada.


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Hoje às 19:00 a bike-repórter Renata Falzoni é a nossa convidada

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Intermodal - Um

Trem eu nunca tinha pego em São Paulo. Entrei numa estação Berrini lotada, comprei o bilhete de R$ 2,30 e passei a catraca. As pessoas estranhavam, claro, até mesmo porque me acompanhavam cinco: Dois fotógrafos, um repórter, um dos produtores do evento, outro dos transportes urbanos e um câmera. A comitiva, apesar dos pesares e da camiseta laranja, tentava mover-se. Fazíamos parte do Intermodal. Todos saem da Berrini e vão até o Centro, na Sé. Eu, trem, trem, metrô. Bicicleta, carro, moto, ou a pé eram as outras opções. Eram 18: 40. Dez minutos desde a partida quando o trem chegou.


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O Teco me deu uma dura. Falou que chega de postar músicas e fotos. Que estou proibido. É isso aí. Ele está certo, certíssimo. O Teco é sãopaulino. Tem visão. Os sãopaulinos que encontro me dizem que a alegria dos corintianos é o Boca Juniors. Tem visão e razão. Nada de comemorar, nada de colocar músicas do Boca.



E viva o judô brasileiro!

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Rapidinhas

Palermo, espécie de Afonso melhorado, é melhor do que todos os centroavantes brasileiros em atividade. Que medo!

A seleção brasileira feminina de futebol é melhor do que 95% dos times brasileiros de futebol masculino. Será que com o dinheiro da venda do Wiliam o Corinthians não consegue comprar a Marta?

Quem vai ter coragem de andar na futura linha amarela do metrô? Nem os túneis se encontram...

Quando fui para a Itália, me sugeriram ficar no “hotelzinho do Cacciola”. Descrição: um hotel “boutique” em Roma, à base de 250 euros/dia. Coitados de nós!


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by Aline Fernandes

Muito Prazer. Vocês já devem estar se perguntando quem sou eu. Meu nome é Aline Fernandes, tenho 25 anos e fui convidada pelo Teco para escrever uns posts por aqui de vez em quando. O convite surgiu por causa da minha coluna “Diário de Viagem” na revista 180, na qual relato minhas experiências da época que morava nos EUA e também sobre as viagens que eu continuo fazendo mundo afora.
Aos leitores do blog Fim de Expediente, prometo responder a todos os e-mails e comentários. Então, “bloguem” comigo também.

America is Fad-ulous!
Há dois meses atrás estava em NY, visitando os amigos e a cidade que eu amo que além de ser um charme é uma aula sobre tudo o que iremos assistir, ouvir e usar daqui uns meses. É sobre isso que vou falar, “America is fad-lous” é uma brincadeira que eu fiz com a palavra fabulous e a palavra fad que significa todas essas manias passageiras que vem e se vão rapidamente. A verdade é que nunca vi tantas fads juntas e quanto a isso os americanos são sem dúvida os campeões.

Tive a felicidade de chegar lá bem na semana do lançamento do Iphone e poder acompanhar o comportamento histérico dos americanos para comprarem um celular, quer dizer, comprar o aparelho high-tech mais esperado dos últimos tempos – atualmente chamar o Iphone de celular parece até ofensa. Nunca vi nada igual, filas quilométricas na porta da Apple na Quinta Avenida, gente virando a noite e pasmem, os mais endinheirados pagando mendigos para guardar lugar na fila, que loucura! Coincidências a parte, meu amigo Nova Iorquino foi um dos primeiros a comprar o aparelho e acreditem, também o primeiro a devolver. Segundo ele o Iphone faz de tudo, menos oferecer o serviço básico que qualquer aparelho deve oferecer: sinal em qualquer canto da cidade. Piada pronta! Segundo ele o Iphone faz de tudo, menos ligações!

A outra mania que esta rolando por lá e que para o meu espanto também chegou ao Brasil, são as sandálias Crocs. Agora a moda é bonito ser feio. Também pude presenciar os mesmos tamancos de plástico na Europa. É feiúra em escala internacional mesmo. E se não bastasse a sandália por si só, é claro que já inventaram a fad de uma fad, olhem só esses acessórios para deixar as sandálias Crocs ainda mais...: www1.jibbitz.com/ Agora a moda são as Crocs personalizadas.

E por último, presenciei a volta das sacolas inglesas da estilista Anya Hindmarch, I’m Not a Plastic Bag que são vendidas nos supermercados Whole Foods nos Estados Unidos. Em alguns dias foram vendidas todas as unidades da sacola que tem o objetivo de substituir as sacolas de plásticos dos supermercados. Moda por uma boa causa e a sacola é realmente um charme. Pena que já vi algumas unidades a venda aqui em São Paulo por R$198,00 quando a sacola é vendida por apenas US$15,00 um pouco menos de R$30,00. www.anyahindmarch.com/division/environmental_bags.aspx

E pra quem quiser reviver essas loucas manias, esse site vai fazer você dar umas boas risadas, afinal quem nunca teve um Reebock Pump? www.crazyfads.com

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CINEMA

O grande chefe

O novo filme de Lars von Trier, que vai escorrendo pelas salas de exibição em São Paulo (está em cartaz no Cine Bombril e no Reserva Cultural, ambos na Paulista), é uma dádiva para quem ainda deseja algum tipo de expressão artística pautada na dramaturgia. Comédia em tom farsesco, o filme se baseia num ótimo argumento, num roteiro bem escrito e numa trupe de excelentes atores. Pouquíssimas locações, diálogos espertos e situações esdrúxulas ajudam a contar a história de um ator que é contratado pelo dono de uma empresa para ser o seu superior, para representar uma entidade que permeia o imaginário de todos os funcionários.

Lars, depois das porradas “Dançando no escuro”, “Dogville” e “Manderlay”, parece ter feito um filme para se divertir, e mantendo os princípios da estética do movimento Dogma, impõe um contraste notável em relação à produção cinematográfica recente.

Uma produção que do mainstream (como atesta o bom “O ultimato Bourne”) ao cinema que ainda se quer de autor (como em “Babel” de Iñárritu, ou nos filmes de Wong Kar Wai), está dominada pelo domínio técnico, pela exploração da imagem, dos mecanismos de filmagem. O cinema que tem como matriz a linguagem dramatúrgica vai desaparecendo junto da nova função do roteirista, que passa a ser substituído pelo próprio diretor, ou se torna um contratado, alguém a prestar um “serviço de textos” à produção, e não mais alguém que tenha histórias para contar.

A idéia de autoria vai se fragmentando nesse novo cinema, em que o desejo de uma marca pessoal se aproxima cada vez mais das artes plásticas e menos do texto. A vontade maior de cada diretor é imprimir um “estilo”, termo usado para definir sua capacidade de extrair da parafernália de uma produção um efeito visual mais ousado, mais pessoal. Sai de cena o roteirista, entra o montador. Esse cinema, que domina as telas e nos conforma como espectadores dentro desses novos parâmetros, nos faz esquecer filmes como o de von Trier, mas para quem ainda tem um pouco de curiosidade, garanto que a experiência não irá decepcionar.



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FED CORTA OS JUROS

Em uma decisão bastante surpreendente o FED acaba de cortar as taxas de juros em 0,50%, de 5,25% para 4,75% ao ano. Na mesma reunião ele cortou também as taxas de redescontos. Reação imediata: juros e dólar derretem, bolsas explodem.

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O OVO OU A GALINHA

O governo Lula promoveu um aumento dos gastos federais equivalente, como proporção da economia do país, a duas vezes a arrecadação da CPMF ,cuja prorrogação é defendida com o argumento, de que sua receita se tornou imprescindível. Tal feito já havia sido cometido por FHC em sua gestão de 8 anos como Presidente.
Como mostram, dados oficiais, os petistas herdaram uma máquina estatal que consumia o correspondente a 15,7% da renda nacional . A CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) ajuda a sustentar o aparato governamental com uma arrecadação de 1,4%.

Se tivesse sido simplesmente mantida a participação do Estado na economia de quatro anos atrás, quando Lula obteve do Congresso Nacional a renovação do tributo que condenava na oposição, as despesas federais acumulariam um aumento ainda bem superior ao da inflação do período. Mas seria possível abrir mão, com folga, da receita da contribuição criada em caráter emergencial em 1993.

Resumindo o que digo e repito sexta sim, sexta também: os Impostos não são a causa, são a conseqüência do problema. Enquanto os Governos continuarem aumentando seus gastos, os impostos, "provisórios ou não" irão seguir aumentando, pois a conta precisa "fechar".

Se a CPMF for rejeitada das três, uma: ou o Governo aumenta outros impostos ou o Governo reduz o superávit primário e a dívida volta a aumentar o que conseqüentemente aumentará os juros ou o Governo se adequa a nova realidade e reduz seus gastos. Alguém tem algum palpite de qual das três hipóteses Lula irá escolher?



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LITERATURA

Roth e Coetzee

E os escritores envelhecem. E os bons ainda mais. É capaz mesmo que morram (será?).

Dois pares de livros parecem externar em obra, o que o corpo, a lentidão e a fragilidade diária expõem. J.M. Coetzee e Philip Roth, dois dos maiores autores da atualidade, são os seus autores. A primeira dupla corresponde aos lançamentos de edições brasileiras de “Homem lento” de Coetzee, e de “Homem comum” de Roth. Dois livros curtos, fundados na memória e na exposição da debilidade do corpo, causada por eventos externos – um acidente – no caso de Coetzee, ou por sua própria decadência, ressaltados pela extinção de pessoas próximas, no livro de Roth.

De certa forma, uma década a mais de vida traz a Roth um assombro que não atinge Coetzee, e que vaza para o texto, inundando a narrativa de uma sensação que não é mais uma idéia, e sim, um fato. O autor se mistura ao personagem, divide, compartilha uma angústia que faz do tênue receptáculo literário inócuo diante desse estado de consternação.

A prosa de Coetzee ainda domina as circunstâncias. Os passos largos do escritor em meio às pedras coloniais de Paraty atestam um homem maduro, mas longe de qualquer sinal de decadência física. Talvez seja esse vigor que faz de “Diary of a bad year” que acaba de ser lançado nos Estados Unidos, junto com “Exile Ghost”, novo romance de Roth, um livro cerebral – marca da prosa do autor – mesmo alternando um tom ensaístico quando pinça instantes do tempo contemporâneo, com trechos de uma prosa mais solta, ao descrever o encanto de um personagem sexagenário por uma jovem vizinha.

Essa mulher mais nova, ímpeto sexual que sustenta as ligações do corpo com o mundo, já aparece em “Desonra” de Coetzee, e em “O animal agonizante” de Roth. Se na prosa do sul-africano ainda se engendra numa teia moral, e por conseqüência dá atenção aos parâmetros sociais que o envolve, em Roth revela em seus últimos livros uma nova equação. O desejo que ainda pulsa no animal agonizante torna-se consternação no homem comum, e agora? O que haverá de se tornar nesse fantasma que está de saída?


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CABUL É AQUI.

11 de setembro de 2.001, o dia dos atentados. A coisa que mais me impressionou naquele dia foi quando a noite vi imagens de pessoas comemorando o ataque com fogos e rajadas de tiros. Achei aquilo inacreditável, pois, independente de qualquer coisa, parecia evidente se tratar de uma tragédia aquele evento.

Alguns anos depois, ainda não concordo com aquele fato, mas consigo entender o que levou aquelas pessoas a comemorarem. Em alguns aspectos, imagino que a história, "não era exatamente como eu pensava".

Ontem, assistindo ao genial Profissão Repórter (um dos meus programas preferidos foi com o Caco Barcelos), mostrou a comemoração na cidade do Renan Calheiros após sua absolvição. Cidade que é liderada pelo seu filho e que teve carreata e foguetórios para comemorar a "justiça".

Fiquei pasmo. Parte de mim com raiva dessa ignorância, parte de mim pensando e repensando se em algum aspecto a história, "não é exatamente como eu pensava".

Para quem acompanhou o fenômeno CHAVES na Venezuela, onde ele dividiu o país ao meio. Foi muito preocupante ver a revolta dos "paulistas" se contrapondo ao carnaval em uma pequena cidade de Alagoas.



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ACABOU O CAMPEONATO

Que noite. Que raça. QUe determinação. Um espetáculo.

Como é bom poder gritar, é CAMPEÃO !!!!

O judô brasileiro está de parabéns !!!

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Nesta sexta, nós convidamos você

para montar a pauta do programa com a gente. Mande sua sugestão de assunto, perguntas e dúvidas para esse post, ou participe pelo e-mail fimdeexpediente@cbn.com.br, ou, durante o programa, pelo chat na página da CBN. Estamos te esperando!

Postado por Zé - Comente | comentário(s)



Acabo de chegar em casa. Venho de uma reunião aqui perto, e chegando na garagem ouvi pela CBN a notícia da não cassação. Parei o carro, e de rádio ligado, fez-se uma roda em minha volta. Cinco funcionários, dois porteiros e três faz-tudo. uma vizinha. Todos ouviram, e o Norberto perguntou: "Então ele escapou?". "Foi", respondi. "Já sabia. Fizeram secreto, pra poder se safar". Todos, em silêncio, se afastaram.

Postado por Dan - Comente | comentário(s)



INACREDITÁVEL !!!!!

Dos 81 Senadores do país, 46 não consideram errado, ilegal, imoral ou no mínimo inapropriado um Senador ter suas contas PESSOAIS pagas por uma Empresa que faz obras para o Governo. Também nada acham do fato dele não conseguir provar que possuía renda compatível com as despesas.

As demais acusações são :de que teria beneficiado a empresa Schincariol junto ao INSS e grilado terras em Alagoas junto com seu irmão, o deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL); de que teria usado laranjas para a compra de rádios e de um jornal em Alagoas; e de que teria participado de um esquema de desvio e lavagem de dinheiro em ministérios chefiados pelo PMDB.

Quantos vão considerar tudo isso normal ???


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PIB BRAZUCA

Srs, saiu hoje o tão aguardado PIB do 2 trimestre. Seguimos longe da Índia e China, porém, ficamos cada vez mais longe do Haiti e Nicarágua. Resumo da ópera: foi bem melhor do que vinha sendo, um pouco pior do que esperava e bem pior do que poderia ou do que precisaria ser ...

O PIB cresceu 0,8% ante o trimestre anterior; 5,4% comparando com o mesmo semestre em 2.006 e como sempre repito o jeito que parece mais fácil de qualquer um entender: o PIB cresceu 4,8% nos últimos 12 meses.

Em 2.006 havia crescido 3,7%; 3 últimos trimestres de 2.006 + 1 trimestre de 2.007, foi 3,8% e agora os últimos 12 meses, sendo metade do ano passado + metade desse ano deu 4,8%, ou seja, uma significativa melhora e uma clara tendência positiva.

Dúvidas ?? Futuro ??? Só saberemos mais coisas depois da reunião do BC americano semana que vem, por enquanto, o que posso garantir é que os cortes nas taxas de juros por aqui estão com os dias contados. A inflação está vindo alta demais !!!!!


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POESIA

The puzzle woman

Vista de perto
sem o impacto
imediato
dos acontecimentos
que me entediam

observei-a como a
um ponto cego
não visto
mas pressentido

Detive-me sutilmente
aguardando sua chegada
num espaço
onde o olho
é pleno

a reconstruir em detalhes,
suas partes,
as particularidades
de seu inteiro

Enquanto absorvido,
cuidando dessa
mulher geométrica,
solta em pedaços
na íris no cristalino

afastei-me para
breve retornar,
retomando
no campo de visão,
ela

Assim tomou-me
o que já era nítido:
a soma de detalhes
intrínsecos em
formas dispersas,
fazem de
sua presença um
hábito,
um corpo coeso
intenso

Assim, diante
do inteiro
constituído de seus cacos,
antevejo no jogo
lúcido em sua soma
preparado,
que corpo nenhum
expressa tal clareza,
nem mesmo o imaginado,
como o que ela
habita, quando plena
completa seus espaços









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TO PIZZA OR NOT TO PIZZA


Amanhã o Senado decide a permanência ou não de Renan Calheiros. Amanhã eles decidem se é certo ou não um Senador ter contas pagas por uma empresa que faz obras para o Governo. Amanhã eles decidem se alguém que ganha 20 mil (no máximo) pode ter tido a evolução patrimonial apresentada nos últimos anos. Amanhã eles decidem se o uso de "laranjas" para fazer negócios "suspeitos" é ou não é errado. Amanhã eles decidem mais uma vez o nosso futuro e decidem mais uma vez o que querem que a gente pense dos políticos brasileiros.

No Blog da Lúcia Hipólito você consegue o email de qualquer Senador. Coloco aqui o email dos que representam a cidade de São Paulo. Se alguém quiser tentar mudar o que eles vão decidir amanhã, precisamos "cobrar" HOJE.


São Paulo
Aloizio Mercadante (PT) – mercadante@senador.gov.br
Eduardo Suplicy (PT) – eduardo.suplicy@senador.gov.br
Romeu Tuma (DEM) – romeu.tuma@senador.gov.br


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Postado por Dan - Comente | comentário(s)



Três novelas nos seus capítulos finais.

Como revelado outro dia, sou um noveleiro de plantão. Portanto, agora são três as informações importantes à meu respeito: são paulino, noveleiro e economista.

Semana que vem (ao redor de sexta feira), três grandes novelas podem chegar ao fim e com elas enfim terei as respostas ainda pendentes e que andam provocando grande insônia. Por ordem de importância:

1 - Quem matou a Taís ?

2 - Onde vai acabar o tal do subprime ?

3 - Alguém tira o título do São Paulo ?

Essa semana ficará mais claro para quem quiser saber e ou para quem quiser entrar no meu bolão (R$ 10,00 a aposta) que o assassino é o Antenor.

Semana que vem teremos a reunião mais importante dos últimos anos nos E.U.A. Nessa reunião o FED deve / precisa cortar os juros afim de evitar um caos maior do que já estamos vendo. As questões centrais são: até onde eles podem derrubar os juros ? até onde essa provável redução de juros será suficiente para "acalmar" o Mercado Financeiro ?

Por fim, com o Cruzeiro jogando essa semana o jogo atrasado + tendo duas pedreiras na seqüência + o São Paulo tendo um clássico contra o Santos no próximo sábado, calculo que semana que vem podemos saber se seremos pentacampeões COM ou SEM emoção.




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Crônica

Tia Peggy e suas histórias

Revendo algumas notas de uma viagem à Itália, eu me recordo dela. De dentro do canal, ou sobre uma ponte, ela surge nos momentos mais imprevistos, mas quando a busco com desejo, me perco nos labirintos venezianos. Perco-me, como diria Mário de Sá-Carneiro, “por que era (sou) labirinto”.

Ela está lá e eu a desejo. E o sol de um início de tarde, que arde minha pele, que me confunde (serei só pele?), enfim a revela, pronta e entregue ao meu cansaço. Ela está lá e eu a penetro. Estou na Coleção Guggenheim.

Ela é uma casa, uma bela casa à beira do canal. Mas o que se revela em suas salas é mais do que nostalgia. Todos que lá residem estão mortos. Tia Peggy se foi, assim como seus amigos. Mas seu resíduo difere das visitas que fazemos a casa dos que se foram. Os que se foram estão lá. Estão lá de um jeito como nunca estiveram, nem mesmo quando vivos.

Quando poderia eu me aproximar de Pollock? Abrir sua bocarra de tigre indomável, mergulhar minha cabeça em suas entranhas conturbadas? Pois aqui posso. Apóio, com cuidado, minha têmpora nas paredes brancas da casa, e olho durante uma tarde inteira as diversas camadas de sua inquietação.

Ou, entregue ao devaneio, embriago-me na intensa contemplação de Mondrian. Aquele, que dizem os versos de um poeta, revela de perto, tal uma bela mulher, o que nem sequer se pressente em suas reproduções.

Essa é casa de tia Peggy, o local em que hoje vivem seus amigos, seus amantes. Onde estão enterrados os seus cães, ao lado de sua dona. Tomo uma taça de Chardonnay e sento com as pernas soltas no ar, sobre o canal. Penso em Beckett. Terá havido um dia em que ele sentou-se aqui, embriagado, os olhos postos no canal?

PS. Para quem quer conhecer melhor a história de Peggy Guggenheim há uma boa biografia disponível em português, de Anton Gill.


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Nós no Youtube?




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Ang, Ing, Bernardo e eu

Acredite ou não, fui acordado por periquitos. Faziam um barulho danado, uns cinco. Do alto da varanda, quando fui vê-los, espalharam-se pelos prédios da frente, provavelmente rindo de mim. Estou com o Bertolucci, diretor de cinema, na cabeça. Ontem, sem querer querendo, caí na RAI, transmitindo a festa de encerramento do Festival de Veneza. Ele foi o grande homenageado. Entrou no palco de andador. Pediu para que colocassem o prêmio apoiado no andador. Mais cheio no rosto, meio constrangido, foi aplaudido horas. Pensei em quantas mil vezes esse cara lá esteve. Nele com Brando, no Último Tango em Paris. Em Sonhadores, que adoro, sua biografia. São muitos filmes a serem lembrados, maiores ou menores que a vida? E ele ali, de andador, como se passando uma mensagem pra nós, de finitude. De cansaço. porque sim, dizem, tudo acaba. Os filmes ficam. Ang Lee, o vencedor, dedicou seu prêmio à Bergman, contando que tinha sido recebido por ele em sua ilha, e o sueco tinha o abraçado e dado um beijo. Que agora, compartilhava com todos. Recebi o abraço e muito depois fui dormir. Acho que um dos periquitos falava sueco.

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atenção senhores...falo de uma cidade que se chamava São Paulo. agora não há mais ninguém aqui. está tudo deserto, silencioso. do alto da varanda ouço passarinhos. tudo muito estranho. muito sol, pouco vento. vou buscar ajuda. não, melhor, vou ficar por aqui. na hora certa, venham me buscar.

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A melhor do dia...

Da Redação
Em São Paulo
Lula Ferreira não é mais o técnico da seleção brasileira de basquete. Após reunião com o presidente da Confederação Brasileira de Basquete, Gerasime Bozikis, o Grego, nesta quinta-feira, o técnico anunciou o fim dos quatro anos de trabalho à frente da equipe.

"Tanto eu como a CBB chegamos à conclusão de que o melhor seria encerrar esse ciclo de trabalho porque o objetivo era a vaga olímpica em Las Vegas", disse o treinador.


(comentário do blogueiro: já vai tarde.)

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Ok, confesso. Eu adoro esses caras...




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7 de setembro, sexta às 7, João Moreira Salles

O João estava em SP e pudemos entrevistá-lo no estúdio, num papo que foi além do programa. Se puder, ouça ao vivo, senão baixe na internet, vale a pena. Bom feriado a todos.

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CINEMA

Santiago

“Santiago” de João Moreira Salles (nosso convidado desta sexta) é um belo filme. Ou seria mais correto dizer: é um belo filme de um documentarista maduro a respeito de um equívoco cometido no início de sua carreira.

Salles retoma treze anos depois, a idéia de fazer um filme sobre o ex-mordomo da casa da família. Parte de imagens captadas no início dos anos 1990, mas além do registro do mordomo, o que surge escancarado, é seu desejo de mostrar a própria inépcia ao tratar do tema.

Ao exibir o processo de manipulação que impunha a seu personagem, revela, como poucas vezes em nossa produção recente, os mecanismos, os artifícios que fazem de qualquer obra autoral um depositário de subjetividade, e do rótulo “não-ficção” uma falácia.

Se a definição ajuda a vender livros e catalogar filmes, a idéia de correspondência entre ficção e fantasia e não-ficção e realidade, me causa calafrios. Parte de um princípio totalitário do que é o real, sepultado no mínimo desde Freud. E me parece apenas uma nova faceta do mecanismo de dar à estampa, ao rótulo, à marca, importância maior do que à coisa em si.

Confesso de que não deixa de ser estimulante “ler a verdade sobre o Iraque”, mas será que podemos realmente crer nisso? De não perceber que “a verdade” em nossa sociedade não revela nada, muito pelo contrário, sobrepõe interesses de uns sobre outros?

E, por outro lado, não será a ficção nesse nosso atual estado de coisas, mais equipada a revelar o que o discurso oficial, insiste em solapar? Penso que João Moreira Salles traga novos dados a essas indagações.

Seu documentário se equilibra, com o talento de um malabarista, exatamente entre esses dois rótulos mal postos. Ficção e realidade se misturam. O artifício se expõe. A “verdade” (a sua) evapora, a nossa se esvai.


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O nosso camisa 10


Estava relendo agora, uma história sobre o meu primeiro contato com o programa (está no meu perfil aqui ao lado) e isso me remeteu a outra história que já queria ter contado.

Existe um grupo de pessoas que ralam nessa vida. Existem diversos outros grupos. Existe também um grupo de pessoas (que eu até então só conhecia uma pessoa, porém, recentemente fui obrigado a incluir mais uma pessoa nesse seleto grupo) diferenciadas.

Tem umas 10 pessoas que possuem uma capacidade técnica absurda + um feeling impressionante + muita sensibilidade. Esse grupo é dotado de muita sorte ou como o Zé prefere chamar, o cara tem muita ”ESTRELA”. Por fim, quando a técnica está em baixa, o feeling obscuro, a sensibilidade confusa e a sorte desaparecida, aparece o “sobrenatural” e resolve as coisas. O fato é: sempre dá certo !!!

Já tive, apenas em relação ao programa, uns 30 exemplos. Coisas que nunca passariam pela minha cabeça, coisas que nunca acreditei que pudessem dar certo e coisas que até agora eu não sei como podem dar certo.

Pelos emails, blog e orkut dessa semana, coloco mais uma coisa na lista de “feitos” e acertos do programa. Acho que assim é o fim de expediente: um cara como todo mundo é, um cara genial como a minoria é e um cara desse grupo de 10 pessoas. O cara que chama e decide o jogo e que nos diz como devemos jogar. A diferença dos craques de futebol para o Dan é que, por enquanto, o camisa 10 de Fim de Expediente ainda joga no Brasil.



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HOJE TEM COPOM

Hoje será mais um dia chato daqueles. Todos ficarão até mais tarde no escritório esperando a decisão do COPOM (Comitê de política monetária). A decisão está clara para 12 de cada 10 analistas: corte de 0,25%.

A grande questão dessa noite será o placar dessa decisão. Por conta de um “repique” inflacionário nos últimos meses, alguns diretores devem votar pela manutenção da taxa de juros. Em tese, quanto mais diretores, acharem que os juros devem parar de cair, menos quedas devemos ter nesse ano e em 2.008.

Será a primeira das duas grandes reuniões de setembro. Dia 18, o BC americano, se reúne por lá para decidir a mesma coisa.


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LITERATURA

O mar

E estamos em setembro. Em breve, em algum lugar no hemisfério sul, o qual não sei o nome, os deuses trarão a nova estação. Estamos em setembro. É tempo de refazer listas e avistar o desfecho do ano.

Em dezembro passado, atropelado pela onda de retrospectivas que se faz a cada ano, senti-me um tanto frustrado ao refletir sobre o que de bom ocorrera na produção cultural que se encerrara. Neste ano pretendo não repetir o erro. Se no cinema, “Depois do casamento”, segue sendo o “meu pequeno grande filme do ano”, e na música, “Volta”, de Björk, meu deleite preferido, na literatura são dois os livros que dividiram meu apreço e atenção até o momento.

“Eu hei-de amar uma pedra”, de António Lobo Antunes, aqui já resenhado, é um. Aliás, nas listas hipotéticas de possíveis entrevistados para o programa, ele é o meu favorito. Trata-se hoje do melhor frasista em língua portuguesa que conheço (não bastasse ser o maior nome do romance feito no idioma). É dele a definição de que gostaria de escrever como Fred Astaire dançava, e o comentário mordaz de que o melhor crítico de teatro é a bunda. Quando essa fica incomodada...

O segundo romance é “O mar”, do irlandês John Banville. Lançado este ano no país, o livro de 2005, vencedor do Booker Prize (o principal prêmio literário para obras em língua inglesa), é uma brilhante urdidura entre três planos temporais distintos. A infância do narrador num vilarejo de veraneio, os momentos próximos à morte de sua mulher, e o retorno dele ao vilarejo após a morte desta. Banville tem uma prosa caudalosa, cheia de metáforas e grandes imagens, além de referências constantes às artes plásticas, em especial à obra de Bonnard. Ao mesmo tempo, sua potência narrativa é tão extremada que o tempo, tão alongado em sua perspectiva, se unifica e se singulariza como memória. Essa reflexão sobre as escolhas que fazemos, sobre o que captamos e guardamos da experiência vivenciada, fazem das reflexões do autor uma espécie de legado. Escrever, nesse caso, torna-se justificativa, densa prova material frente à nossa breve presença por aqui.


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FUTEBOL

Da arte de ser corintiano

Ser corintiano é estar dividido em dois. O tempo todo. Ser dois. Você e um outro. O tempo todo.

Ser corintiano é dizer não e sim na mesma frase. Mais ou menos como fazem os quase amantes.

Ser corintiano é racionalizar a emoção, emocionar a razão.

É fazer minuto de silêncio em seu próprio aniversário. É não compactuar.

É, como se vê, uma série de negativas.

E por que ser corintiano é negar?

Porque quem tenha nascido corintiano aprendeu desde cedo a viver contra a maré.

A vencer o óbvio, a dobrar o previsível. A estar vivo num cenário de morte. A se manter em pé diante da escassez. Caminhar lentamente ante os escombros.

Transformar a esperança em verbo. A fantasia em canto.

Ser corintiano é abrir mão do próprio corpo para voar longe como uma única voz.

É rezar de pés juntos a um deus parcial.

E abraçar o alambrado como quem chora um funeral.

É quase como ser brasileiro. Sem a fantasia do verde e amarelo, com as cores da realidade: preto no branco.

Mais.

Ser corintiano é mais do que ser brasileiro, é ter estado por aqui desde quando.



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A MUDANÇA

Mudar para mim não é um ato ou um fato. Tornou-se um estado ... estou mudando. É a coisa mais próxima do caos. É uma reunião gerencial em uma empresa, só que com caixas. Algumas conclusões:

1 - Quando você deixa o apto, se pergunta: por que tenho tanta coisa que não preciso?

2 - Quando você chega no apto novo, se pergunta: por que não tenho tanta coisa que preciso?

3 - As tomadas nunca estão onde deveriam. Quando estão, não são as que servem. Quando estão e se encaixam, a voltagem é diferente da necessária.

4 - Por que cancelar qualquer serviço leva 20 x mais tempo e custa 20 x mais caro do que assinar ?

5 - Por que um simples furo na parede é capaz de produzir pó para sujar uma sala inteira ?

6 - Por que o antigo morador nunca tem absolutamente nada em comum com o novo ? Nada se aproveita. Nenhuma disposição de móveis ou eletrodomésticos se repete ?

7 - Para que seguranças, cameras de vídeo, jaulas e cercas eletrônicas. No meu novo prédio quem faz a guarda é um cachorro !!!


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  PROGRAMA
 

Sexta, às 19h, paulistanos e internautas têm um programa diferente: "Fim de expediente", apresentado pelo ator Dan Stulbach e com a participação do escritor José Godoy e do economista Luiz Gustavo Medina.

Durante uma hora e com muito humor, o trio passa a limpo os principais assuntos da semana, com entrevistas, reportagens e a participação dos ouvintes pelo e-mail:

fimdeexpediente@cbn.com.br

Ou pelo chat do "Fim de expediente":


Chat CBN


Para acompanhar o programa via internet, clique aqui:

CBN São Paulo

Para quem não agüenta esperar até sexta, de segunda a quinta os participantes do Fim de Expediente "aquecem os motores" no Jornal da CBN 2ª Edição, às 19h15min. Dan, Teco e Zé se revezam fazendo comentários sobre os principais assuntos do dia, numa conversa sempre muito descontraída com o âncora Roberto Nonato.

 
     
   
     
   
     
  PERFIS
   
  Dan Stulbach
   
  José Godoy
   
  Luiz Gustavo Medina
  Fotos de Eduardo Barillari
     
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