O centro de Paraty, além do efeito hipnótico que causa, com seu calçamento irregular, encanta por detalhes que requerem atenção a quem por ele caminha. No alto das casas é possível ver flores que brotam e se mantém vivas, em meio à secura do ambiente, há uma sensação, pouco comum no país, de uma harmonia natural que brota do conjunto de construções há anos erguido. Reparo nesses detalhes, sentado num rústico banco de madeira, diante de um café. Faço desse café meu posto avançado, de onde além de observar a cidade e os passantes, aguço a vista na busca de algum escritor perdido. Não demora muito e passa Marçal Aquino, escritor e roteirista. Abordo-o de um modo como nunca faria em São Paulo. Pergunto se ele não gostaria de tomar um café enquanto batemos um papo. Ele topa e a conversa flui solta, tranqüila, sem pretensões, com naturalidade. Meia hora depois ele parte e se mistura entre todos que andam, de lá pra cá, de cá pra lá, a todo momento. Hoje ele será o mediador de uma mesa que reúne o roteirista do filme “Babel”, o mexicano Guillermo Arriaga, e o romancista americano Dennis Lehane, autor de “Sobre meninos e lobos”. Eles discutirão a violência, motriz de suas obras. Segundo Marçal, Arriaga havia lhe confidenciado uma pergunta que nunca lhe fizeram. Marçal se prontificou a começar o encontro de hoje à tarde atendendo a esse desejo. É com essa passagem que ele começa o nosso papo, que em breve poderá ser ouvido.
O dia está ensolarado, quente. É preciso buscar uma sombra, um cantinho para caminhar. Sigo para a coletiva do americano Jim Dodge, autor de “Fup”, a estória de um avô beberrão, um neto obcecado em construir cercas, de um porco obcecado em destruí-las e de uma pata, que de tão gorda, não voa. Encontrou-o numa sala de um casarão antigo, belo e bem preservado, que hoje dá lugar a um hotel. Em meio a uma dezena de jornalistas, reparo em seu falar sibilado, em suas roupas desconjuntadas, em seu jeito que faz com que quem o veja hoje, aos 62 anos, imagine o jovem de ar maroto e travesso que ele deve ter sido. Um escritor diferente, que ajuda seus alunos nas encruzilhadas da arquitetura da escrita, numa faculdade americana. Um homem que além dos modos despojados, parece ter se despojado do próprio ego. Que agradece com as mãos em prece a todo elogio, e que não tem vergonha de dizer os livros que não leu. Convido-o para um café e ele prontamente aceita, mas essa parte guardo para um próximo post. À tarde, Dodge, junto com o inglês Will Self, protagonizaria uma dos melhores encontros de escritores de que já fui testemunha, e que arrisco dizer que um dos melhores momentos destes cinco anos de Flip. Self, mordaz como só um inglês pode ser, e com um domínio de timing, que daria inveja aos melhores atores, é dono de tiradas sarcásticas e de profunda ironia, Dodge, mais acanhado, ganha a platéia como um anti-herói, um antídoto a todos os clichês que parecem cercar o ofício de escrever atualmente. Críticas ferozes a Bush, Blair, Michael Moore, e muito humor e sagacidade que deixaram os presentes com vontade de ouvir por mais tempo esse glorioso encontro. E como cereja desse saboroso bolo, leituras de trechos de suas obras. Dodge apresentando um belo poema, além de uma passagem de “Fup”, e Self um belo e amargo trecho de “Como vivem os mortos”. Ovação e emoção na platéia. Feliz de quem viu.
duas músicas e um texto. usar junto. sem moderação. escolha uma e leia. faça como quiser.
O Zé em Parati. Ouvi ele hoje no diário das 19.15 com o Nonato, parecia feliz. Deve estar em outro mundo, cercado de livros e autores, idéias e provocações. Lembrei dele também quando soube que hoje faz 25 anos que o Brasil perdeu da Itália em 82. Lembro exatamente onde eu estava quando isso aconteceu. Sempre falamos da importância daquela derrota em nossas vidas. Quem ouvia, ria. Que vivemos por um tempo em dúvida entre jogar bonito e jogar pra ganhar. Na vida, digo. Que toda vez que vc se apaixonava, podia correr o risco de ser bonito demais. E perder. Um grito fora do tom, um passe arriscado. Que andássemos na linha, que ela seria a linha da vitória. Beber, encontrar os amigos, namorar, até uma idade, a idade do vestiário, no aquecimento pra vida, porque, depois, era entrar no Campo da vida, e ser “sério”. Jogar “sério”. Pra ganhar. Donis, Maicons, Júlios Batistas de gravatas.Ter uma profissão de futuro, entrar numa empresa, e casar. Ou o inverso. Pensa! Sem firula, nem drible, vamos cruzar pra área, sobe um lateral de cada vez. Olho agora para o time, onde ele está? Será que estou sonhando agora, deve ser a música, quebrei o fluxo do texto, driblei e me perdi. Vc ainda está aqui? Sonhando? Volto. Lembrei do Doutor, o calcanhar, o Zico, voltei. Sou do país do imaginário. Seja marginal, seja herói. Sou viagem. Sou do 4 4 2 com gente que crie. Porque somos os únicos no mundo que podem. Acho o Dunga chato. Essa seleção chata. E que não me obriguem a casar sem amor, porque quem um dia amou, lá em tantos 82, sabe a diferença.
Estou em Paraty. A cidade ainda não pulsa, mas se prepara para pulsar. Na sala de imprensa, correria e frenesi. Alguns autores caminham tranqüilamente, outros nem saem do hotel. A noite está caindo azul, bela e com a promessa de lua cheia. Hoje João Donato e Bárbara Heliodora abrem o evento. Dessa combinação aparentemente esdrúxula é que se faz a arte. O improviso do piano de Donato beira a insanidade, que nos tira do próprio ritmo. O rigor de Heliodora nos mostra que fazer arte é algo que se deve levar a sério, com suor e método. Assim se faz um bom país, a arte de um grande país, com seus loucos e metódicos, juntos, ou cada um na sua.
Os "extras" da entrevista de Cristiano Mascaro dividem-se em dois blocos. No primeiro, o Zé e eu fizemos algumas perguntas, que graças à generosidade do Cristiano foram se emendando numa conversa que ficou difícil de resumir e uma pena de cortar. Portanto, aí vai:
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E neste segundo bloco, o "making off" da foto abaixo, além de dicas de câmeras e de fotografia
A obra de João Cabral de Melo Neto será relançada por uma nova editora. Depois de anos nas mãos da Nova Fronteira, que não lhe dedicava à devida atenção, segue para a Alfaguara, que pretende relançá-la a partir de agosto. Boa notícia para os fãs do autor, ótima oportunidade para quem não conhece a obra se aproximar dela, e excelente notícia para quem a pesquisa, como é o meu caso. Minha aproximação da poesia de Cabral foi inesperada e avassaladora. Na poesia nacional lia com deleite e afinco Drummond, Murilo Mendes, Bandeira e Vinicius. Mantinha distância do autor de ”Morte e vida Severina”, muito pela temática desse auto transformado em peça pelo Tuca, com música de Chico Buarque. O regionalismo pouco dizia a mim, homem urbano, habitante de uma cidade que atraía freneticamente os habitantes de outras regiões para esta metrópole que engole e deglute tudo. Mantive essa distância relativa até que um amigo me emprestou “O cão sem plumas”. Datado de 1950, esse poema-livro tem uma passagem curiosa. Cabral vivia em Barcelona nesse período, e em meio a uma crise quanto a prosseguir ou parar de escrever, leu uma matéria que dizia que a expectativa de vida na paupérrima Índia dos anos 1950 era de 29 anos, e a do Recife, cidade natal do poeta, de 28 anos. Esse dado chocante sobre o nosso país, e que não se refere a tempos imemoriais, mas sim a uma distância temporal em que muitos de nós já estava vivo, serviu de impulso para a criação do poema, que descreve Recife de maneira única e magistral, ao mesmo tempo em que reforça a gana do homem em viver onde tudo é contrário à vida. Vendo as fotos dos moradores do Complexo do Alemão – onde a expectativa de vida é a menor da cidade do Rio de Janeiro –, ou sabendo que Recife é proporcionalmente um dos nossos centros urbanos mais violentos, apenas constato que seguimos colhendo e replantando os frutos da nossa própria miséria. Abaixo o trecho final do poema. Para quem quer conhecê-lo por inteiro é possível achá-lo numa busca pela internet, mas bom e confiável mesmo é comprar o livro.
Porque é muito mais espessa/ a vida que se desdobra em mais vida,/ como uma fruta é mais espessa/ que sua flor;/ como a árvore é mais espessa que sua semente;/ como a flor é mais espessa que sua árvore,/ etc. etc./ Espesso,/ porque é mais espessa/ a vida que se luta /cada dia,/ o dia que se adquire/ cada dia/ (como uma ave/que vai cada segundo/conquistando seu vôo).
PS. Parto amanhã para Paraty, mais literatura durante o resto da semana, pelos boletins das 19h15, pelo programa da sexta e aqui no blog.
Estou em Londres.Londres é a Paris com vida, pulsante. Londres é democrata, Paris republicana. Ontem uma típica garoa me recepcionou. Depois de deixar as coisas no hotel, resolvi dar uma volta pela cidade. Ao sair do metrô, uma atmosfera festiva, um cheiro no ar. Quando chegamos perto da Trafalgar Square, ouço “It’s rainning men”. Era dia de parada gay! Ruas interditadas. Londres pulsa. Londres é democrática. Uma volta pelo Tamisa, Parlamento, parques. O que mata é que Londres é cara, na verdade, caríssima. Alem de tudo ser caro, ainda precisamos multiplicar por quatro. Cem euros aqui, valem 60 pounds e nada, absolutamente nada, custa menos do que cinco libras. Além da Parada gay, há Wimbledon, entre outros eventos. Depois dos atentados terroristas ontem em Glasgow, a cidade está em polvorosa. Hoje faz um baita sol por aqui, dia de sair à pé. Saindo daqui pretendo ir a tal roda gigante que se auto-intitula “O olho do mundo”. Vinte libras, ou seja, 80 reais por uma roda gigante! É pior que pagar 300 paus num circo!
Hoje começa o semestre. Guardadas as devidas proporções, hoje é um "segundo" primeiro dia do ano. Dia de avaliarmos tudo que fizemos e o que não fizemos. Dia de retrospectivas e de perspectivas. Dia de fazer avaliações. Fiz as minhas, sentado em uma canga no Hyde Park, num ensolarado e inusitado domingo. Pedi para que as coisas aqui se acalmem e que aí se movimentem, se alterem. Em seis meses do novo Governo, tudo igual. Nada acontece, tudo se abafa, ninguém é culpado e todo mundo fica impune. Hoje é dia de avaliações, dia de rever o que fizemos e o que não fizemos. Espero que o Lula esteja deitado sobre uma canga em algum lugar.
No fim de semana passado, postei "avós", em homenagem à Chaplin e Buster Keaton, e no domingo, "netos", em homenagem ao Jerry Lewis. Mantendo a tradição, hoje é a vez de Peter Sellers. Também gênio, foi polêmico, maluco, homem de rádio, cinema, o preferido de Stanley Kubrick, todo complicado; ele, como ninguém da época, era irreverente e exato na interpretação. O primeiro dos vídeos, em "A Pantera Cor de Rosa" é um improviso. Detalhe: seu personagem era secundário no filme. O principal ator era outro, David Niven, que tem o dobro de tempo e de cenas do que Sellers. Mas, ele, competitivo, não parava de improvisar. Queria aparecer. Achava um absurdo ser coadjuvante. Várias brigas de bastidores depois, o filme estreou e dali até hoje só se falou de Sellers. Depois, ainda fez sequências ("A Volta da Pantera", " A Vingança da Pantera", etc), negociando uma a uma por valores polpudos, que gastava na vida com suas suecas (casou com duas), carros e festas. O segundo vídeo foi o seguinte: Já famoso e temperamental, os produtores chamaram-no para conversar. Sabendo que o roteiro que tinham não o convenceria, disseram - Peter, temos uma idéia...uma festa chique ...e você aparece - E depois? - Não tem depois. Você cria o que quiser - O que eu quiser? - É - Com quem? - Quem você quiser - Aceito. Só que isso vai custar...
Acertaram os valores e "The Party" foi um sucesso total. Divirta-se.
Se você ficou curioso, existe um filme divertido e estranho, " Vida e Morte de Peter Sellers". Ali ele é recriado por Geoffrey Rush.
Depois de enfrentarmos os controladores, mais viagens de avião, mais fuso de cinco horas, enfim aqui estamos... Chegamos a Paris, lugar que graças ao dólar nesse preço, oferece a chance de ouvir mais português do que na Av. Paulista. Paris foi feita para nós, homens, pobres, românticos e fãs de mostarda. O clima esta ótimo, nem frio nem calor, cidade bombando. Já fizemos 3/4 da cidade, incluindo os museus, as avenidas e praças, e a inigualável torre Eiffel (Zé, peça perdão!). Tudo perfeito, não tem como colocar defeito em nada. A viagem tem sido boa também para deixar bem claro para mim que os tempos mudaram novamente. Viajava para parques na Disney; evolui para baladas e cidades com agito; depois capitais românticas; depois passei a comer cada vez melhor e ir a shows e jogos; agora passo horas nas lojas de bebê. É o fim! O que virá depois disto? Minha maior aquisição até agora foram cinco mamadeiras! Aqui com cinco euros se compra um vinho que por pior que seja é francês! Com um euro você compra uma baguete, com mais três, frios da melhor qualidade, e, pronto, temos um jantar romântico! Levando a comida e a mulher para qualquer canto, não tem como dar errado. Se tudo der errado e você convidá-la pra jantar, será sempre num restaurante francês! Ou seja, tudo ao nosso favor. Resumindo: 100 mil mulheres a mais, mais restaurantes franceses a custo brasileiro, mais a opção caseira de frios e vinhos, só se dá mal quem quer! Por fim, qualquer coisa vem com mostarda, e não é qualquer mostarda... é aquela mostarda Dijon, que no Brasil custa dez paus.Estamos nos matando de tanto pôr mostarda nos lanches! Amanhã tour final pela cidade: Museu Picasso, passeio no Sena, vinho na torre e fim de expediente pra fechar!
"Há um aviso até na queda de um pardal. Se for não agora, amanhã será. Se não for amanhã, hoje será. E se não for hoje nem amanhã, um dia será. O importante é estar pronto."
Agradeço a todos que contribuíram com essa lista, que simplesmente é interminável. Foram tantas sugestões que fazer uma seleção delas foi uma tarefa pra lá de árdua. Para piorar, tentei criar alguns tipos de categorias, mas a cada exemplo me convencia da impossibilidade de fazê-lo. Assim, com uma certa dose de teimosia, resolvi agrupar os filmes em três grupos. O primeiro confirma o desespero que os “tradutores” sentem diante de um nome próprio, como se fosse obrigatório complementá-lo. O segundo, bem, o segundo, não tem explicação, é o que dá na veneta de cada um. Serve como um convite para que todos nós, num dia de tédio absoluto, inventemos títulos para filmes. E o terceiro, na minha opinião, é a doença mais crônica: tentar explicar o enredo numa frase, só pelo título. Mas como já disse, tudo se mistura, é possível reagrupá-los de várias maneiras. A única regra que parece inquebrantável, como muita gente já notou, é a imensa adoração por palavras como destino, amor, paixão, mesmo que essas não tenham nada a ver com o título original, e em alguns casos, nem com o filme. Abaixo a lista, à noite eu a comento no Jornal da CBN – 2ª. edição.
Nomes próprios
"Erin Brockovich – “Uma Mulher de Talento" "Forrest Gump” – “O Contador de Histórias" "Bonnie e Clyde” – “Uma Rajada de Balas" “When Harry met Sally” – “Harry e Sally - Feitos um para outro”
Pura invenção
"Airplane" - "Apertem os Cintos.....O Piloto Sumiu" "The Godfather" - "O Poderoso Chefão" “The Sting” – “Golpe de Mestre” "The Sound of Music" - "A Noviça Rebelde" "Shane" - "Os Brutos Também Amam" Breathless – “A força do amor” Meet the Parents - Entrando Numa Fria “It' a Wonderful Life” – “A felicidade não se compra” “An Officer and a Gentleman” – “A força do destino” “Little Children” – “Pecados íntimos” “Blow up” – “Depois daquele beijo” “Sea of Love” – “Vítimas de uma paixão” “Someone to watch over me” – “Perigo na noite” “Inside man” – “O plano perfeito”
Procuram explicar o enredo
"Annie Hall" - "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa" "The Graduate" - "A Primeira Noite de Um Homem" "All About Eve" - "A Malvada"
Metade dos cinemas do país está inserida no conceito multiplex. Só como informação, esse conceito começou no país no final dos anos 90, isso quer dizer que em uma década esse formato e as empresas que o operam , abocanharam metade do nosso mercado. E que tipo de análise pode ser feita a partir deste dado? A primeira, de certa forma óbvia, é que nos grandes centros urbanos, o binômio carro/shopping praticamente substituiu o modelo pedestre/loja de rua. Em São Paulo isso é ainda mais nítido. Tirando o circuito “de arte” na região do Paulista, o restante da cidade opera em grande parte nesse sistema, com a exceção óbvia da periferia, onde o lazer como se sabe é exíguo. Assim, com o público concentrado em poucos lugares, e freqüentando as mesmas redes que detém inúmeras salas, chegamos ao segundo ponto. A programação de filmes desse conceito baseia-se majoritariamente em blockbusters. Portanto, em nada surpreende o dado de que nas últimas semanas, 70% das salas do país passavam apenas dois filmes (“Homem aranha 3” e “Piratas do Caribe 3”). Dessa forma todos os outros lançamentos, das mais diferentes origens, e grande parte da produção nacional (que é bom lembrar, é patrocinada com isenção fiscal, ou seja, com dinheiro público) se espreme em poucas salas, sendo que muitos filmes nem chegam a entrar em cartaz. E o que se deduz de tudo isso? Para mim esse é o sintoma de uma mesma doença, manifestado de diferentes maneiras. Reflete nossa dificuldade atual como sociedade de distinguir e diversificar nossas opiniões. Andamos solitários em automóveis como todos que conhecemos e aceitamos cordialmente a situação. Nos contentamos com um mesmo tipo de repertório cultural (seria mais certo dizer de entretenimento), e muitos se revoltariam se assim não fosse. Deixamos de andar nas ruas, nas ruas do nosso bairro, da nossa cidade por medo e outras justificativas. Ou seja, tornamo-nos cidadãos de segunda classe, nos tratamos dessa maneira, aceitando parâmetros preestabelecidos, não questionando as fórmulas que são utilizadas para nos alienar de tudo o que ocorre ao nosso entorno. Alguns sonham nostálgicos com o passado, outros aceitam essa forma de convívio como a única possível para a nossa sociedade, e a grande maioria, não pensa nada, compra sua pipoca, vê seu astro favorito e vai embora no seu carro. Cada um na sua, de preferência vendo o mesmo filme, tendo as mesmas opiniões.
A nova arma das autoridades australianas para combater o excesso de velocidade entre os jovens é sugerir que os motoristas que ultrapassam os limites fazem isso porque têm o pênis pequeno. Uma campanha publicitária da agência de Trânsito do Estado de Nova Gales do Sul, que estreou nesta semana, mostra mulheres e colegas mostrando a motoristas que se excedem na velocidade seu dedo mínimo dobrado, num gesto que tem a conotação de "pênis pequeno" na cultura jovem local. Segundo os responsáveis pela campanha, a idéia nasceu após a constatação de que os anúncios tradicionais mostrando as conseqüências do excesso de velocidade, como cenas de acidentes e feridos, estavam se tornando menos efetivos entre os jovens. Expostos a jogos de computador, à mídia moderna e a filmes de terror; eles não mais se impressionariam com as imagens das campanhas tradicionais. "Ninguém te acha grande" A campanha, que custou 1,9 milhões de dólares australianos (cerca de R$ 3,15 milhões), tem como público-alvo jovens do sexo masculino com idades entre 17 e 25 anos. Além das propagandas na TV e no cinema, a campanha também terá cartazes em pontos de ônibus e um anúncio na internet oferecendo preservativos "extra extra pequenos" aos que se excedem na velocidade. Segundo a agência de trânsito de Nova Gales do Sul, o excesso de velocidade é responsável por 220 mortes em acidentes por ano no Estado, cerca de 40% do total.
Péssimo título de post, não? Dúbio e fácil de gerar interpretações deturpadas. Explico melhor: dois filmes feitos fora do sistema americano, com atores pouco conhecidos do grande público, e dirigidos por duas mulheres européias, uma francesa, outra dinamarquesa. Melhorou? Agora pequeno mesmo é o circuito de cinemas disponíveis para esse tipo de filme, que semana a semana vai empurrando-os para menos salas, menos horários, até que desapareçam. Mas vamos aos filmes. Um já está algum tempo em cartaz, e já falamos dele no programa e aqui no blog, mas como ele caminha firmemente para sair do circuito, vale o reforço. É “Um lugar na platéia” da francesa Danièle Thompson. O filme é um cruzamento de estórias de uma série de personagens que habitam ou trabalham num mesmo quarteirão em Paris. A protagonista, que funciona como elo entre os personagens, é uma ingênua garota do interior, tão ingênua, que parece imune aos riscos da grande metrópole. Lembra um pouco uma Amélie Poulain, sem aquele ar fantástico, num registro mais realista, mas de certa forma, ainda mágico. Uma mágica que ainda pode ser retirada de nossa rotina de homens e mulheres urbanos. O outro filme estreou há pouco tempo, está em cartaz em mais salas, todas na região da Paulista. É “Depois do casamento”, da dinamarquesa Susanne Bier. O filme é um bom retrato da “culpa da perfeição” que parece tomar muitos dos habitantes dos países que julgamos perfeitos. Um dinamarquês cuida de uma série de crianças carentes na índia, e recebe uma proposta de uma empresa dinamarquesa que está interessada em investir nesse projeto. Movido pelo idealismo de oferecer melhores condições às crianças ele retorna ao país, depois de muitos anos. É lá que o filme se desenvolve, e então torna-se mais pessoal, com descobertas surpreendentes sobre o seu passado, e com a presença de um ator que vale o preço do ingresso. Rolf Lassgard, que faz de seu personagem, o dono da empresa que pretende ajudar os indianos, um retrato primoroso sobre como pode ser conflitante nosso desejo de generosidade, de como em algumas situações na vida, a ética e a moral acabam flexibilizadas de tal ponto, que precisam ser reinventadas, sem que isso recaia em alguma espécie de maniqueísmo. Dois ótimos filmes, pequenos e belos como uma surpresa.
Sou insone. Sou vizinho de uma obra. Isso tem gerado alguns distúrbios na minha mente. Como todos sabem, o trabalho numa obra começa cedo, normalmente no mesmo horário que o sono de um insone costuma chegar. Quando a triunfante chegada do sono é interrompida, você pode apostar que terá um longo dia pela frente. Com esse fato sendo repetido diariamente, passei a me interessar pela obra como se esta me pertencesse, como se fosse um futuro morador. Criei um sistema de análises, que me permite entender em que pé a obra está, sonhando antecipar o seu fim. Descobri que, do ponto de vista do vizinho de uma obra, existem cinco ciclos em que esta se subdivide, independente de se tratar de uma cabana ou de Itaipu. O primeiro ciclo é o mais traumático. Onde havia algo construído em poucos dias só restam ruínas. Você se sente num cenário de guerra, e os sons da demolição parecem que atingem sua própria carne. É um momento de profunda reflexão, e, para um insone, de grande tristeza (a pior coisa para um insone, além é claro, da própria insônia, é descobrir o que fizeram com o mundo enquanto ele enfim dormia). O segundo ciclo é o chamado “templo da tortura”. Um dia todo o movimento exterior cessa, você por alguns minutos acredita que a obra era uma fantasia de sua cabeça, ou que se ela realmente existia, foi embargada, ou, quiçá, a construtora faliu. Como num templo você só ouve o silêncio, mas quando você está a um passo de encontrar a paz, tudo desmorona, quer dizer, tudo em você desmorona, lá fora continua tudo igual. Uma barra de ferro do tamanho do prédio em que você mora passa a perfurar o solo, como se estivesse prestes a encontrar um veio de petróleo. É um som seco e repetido como se você acordasse numa loja de gongos, cujo proprietário é um carrasco importado do Império Romano. Para piorar, o som é alterado por grandes pausas que te fazem acreditar, como nas fantasias mais irrealizáveis, que tudo aquilo havia acabado. Mas tudo volta, por dias, semanas sem fim. O terceiro ciclo é o da resignação. Você aprende a manter as janelas da casa fechadas o dia inteiro, se acostuma com a nuvem de pó que toma a rua, com os caminhões que circulam como se você morasse num depósito de construção. Surge então o quarto ciclo, o da revolta. O prédio já tem cara de prédio, aos domingos um exército de distribuidoras de panfletos se reúne em frente à sua casa para iniciar a divulgação do lançamento, você recebe o jornal e está lá, estampado, o futuro prédio, finalizado por esses programas de computador. Então você sai de casa, pára de frente à obra e percebe que tudo não passa de uma grande falácia, há muito ainda o que fazer, e aquilo não vai acabar tão cedo. Você quer denunciar isso para alguém, pensa em estender uma faixa diante do estande de vendas denunciando tais absurdos. Mas uma grande sensação de impotência lhe toma e acaba lhe resignando. Essa sensação dá início ao quinto ciclo, o ciclo da insanidade. Você não responde mais por suas ações, qualquer coisa pode desencadear um surto psicótico. Você fica incomodado com o cheiro de mexerica que os operários comem, você acha repugnante a cor do capacete do mestre de obras, a cor da sacada, recém pintada, lhe dá náuseas, mas nada é o suficiente para você enfrentar os intrusos, pois depois de tanto tempo eles já se tornaram seus vizinhos. Detestáveis vizinhos, mas ainda vizinhos. E então num certo dia todos vão embora, e uma nova trupe passa a chegar para ocupar o seu lugar, e você como um bom insone, pede apenas que esses novos moradores tenham hábitos noturnos e que lhe entretenham enquanto você espera o sol raiar.
Ontem postei Chaplin e Keaton, lembrando avós felizes, brincando juntos com seus truques de início de carreira. Agora, coloco aquele que via na casa de meus avós, à tarde nas Sessões da Tarde. Depois, eu e todos os amigos tentávamos imitá-lo. Jerry Lewis, aqui num dos seus filmes, refaz um dos números de mais sucesso do seu início de carreira nos palcos.
P.S.- Tive o prazer de vê-lo no palco uma vez. Em New York, 1998. Sozinho, deixei a mochila na bilheteria e entrei no teatro gigante. tinha vindo direto do aeroporto para Times Square, sem paradas. "Damn Yankees" era o texto. A peça começa com um senhor sonhando em voltar no tempo para se tornar o jogador de beisebol que não foi. Com dez minutos de peça, nada. Daí, você ouve a voz do Jerry, a platéia se sacode toda. Ele surge do chão, num alçapão que se abre, de bengala e cartola. Vai realizar o sonho do homem, em troca de sua alma. Foi a maior ovação que já vi. Naquele dia, ele cantou e dançou, e como era a última apresentação, ainda parou a peça, agradeceu a todos e disse estar se despedindo dos palcos. Assim foi, porque ele nunca mais fez teatro desde ali. Ainda brincou, dizendo que só daria sua alma para ter tudo de novo, nada diferente. Que nem dando sua alma, conseguiria acertar uma bola. E que tudo passa muito rápido. Eu tinha cruzado o mundo, adiantado a viagem, deixado meus dois amigos que vinham viajando comigo para vê-lo. E num instante, eu estava ali, em New York e na sala de meus avós, ao mesmo tempo. Outra ovação assim, só com o Paulo Autran, em Portugal, quase dois anos atrás. Mais, daí eu estava ao seu lado, no palco.
Quando acordei já sabia que hoje seria um dia especial. Não sabia ao certo se era por ser meu último dia de trabalho antes das férias ou por ser o primeiro dia de um novo projeto ou porque hoje no Fim de Expediente receberíamos o Pelé da(s) minha(s) área(s). Após o programa um jantar delicioso com os amigos, novos projetos, novos planos e a certeza de que o presente está em ordem. Na saída, Dan comenta comigo sobre o maravilhoso e-mail enviado para mim durante a semana. Digo a ele que nada recebi. Quando chego em casa ele havia me reenviado um e-mail que por mistérios tecnológicos eu não havia recebido.
O e-mail maravilhosamente bem escrito por Ana Carolina Ramos, rio branquina, irmã da minha colega de classe e de comissão de formatura, Flávia, me informava que eu havia dado o fim perfeito para umas das melhores histórias que ela havia participado. Tinha sido ela, um ano antes, que havia instituído no colégio Rio Branco o evento da entrega das rosas que descrevi em um post semana passada.
Respondi o e-mail dizendo que EU é que devia agradecer a ela por ter dado INÍCIO a minha história e por certamente ter “eternizado” para diversas gerações, o dia dos namorados no colégio Rio Branco.
Ás 23:50, com algumas lágrimas e com muitas lembranças na cabeça, fiquei feliz por ter achado a responsável por uma das melhores histórias da minha vida. Agora sim, depois de um dia incrível e cheio de coisas legais, posso afirmar depois desse e-mail, hoje foi uma sexta-feira especial.
Na semana passada, durante o nosso diário das 19h15, conversei com o Nonato sobre o filme “The painted veil” (O véu pintado), lançado ontem com a inusitada tradução de “O despertar de uma paixão”. Nada contra paixões despertadas, muito pelo contrário, mas ao pensar nessa prática rotineira em nosso país, de traduzir filmes com títulos que nada têm a ver com o seu original, me deu uma vontade incontrolável de fazer uma lista que se encaixe nessa categoria. Se você quiser contribuir me mande seu nome de filme absurdo para cá, ou pelo e-mail, fimdeexpediente@cbn.com.br. A minha idéia é conversar sobre esses filmes, na próxima quinta, com o Nonato.
Pra mudar um pouco de ares, uma parceria rara de dois dos maiores comediantes da história. Charlie Chaplin e Buster Keaton mais velhos, curtindo fazer uma cena juntos. Repetindo alguns dos truques de começo de carreira, e deixando claro que o grande prazer da vida é o encontro.
Tudo isto para podermos um dia tomar uma cerveja aqui:
"Enviado pelo Teco, finalizando sua dedicada série "Investimentos". Postado por mim porque hoje ele está sem computador. Sob protesto, porque não ganho dinheiro pensando em um dia chegar livre ao paraíso. Penso que o caminho deve ser o objetivo em si, e não a chegada. E você, ganha dinheiro pra que?"
Encerrando a "semana da economia", um papo sobre a semana e as finanças. Se você não conhece a Mara, entre no blog dela, http://www.maraluquet.globolog.com.br/ Até lá.
03:25, 22.06.07Vi as fotos do Boca campeão, todos felizes. Todos? Todos vibrando. Todos? Todos, menos Riquelme. O craque, responsável maior pelo título, não aparece feliz em nenhuma foto. Ele tem cara de choro, parece manhoso, mas mesmo quando comemora, não vibra. Olha e parece feliz pelos outros, não por si. Lembrei de mim e de amigos meus. O que é mais difícil pra você, comemorar a vitória ou lamentar a derrota? A risada livre, sem medo, o abraço de vibração, o jantar para comemorar. A bebida serve para termos coragem de ser felizes? Não sei. Muitas vezes a gente não diz o que queria dizer, o tempo passa, e fica o dito pelo não dito. As famílias são assim. Até alguém ficar doente, e todo mundo querer correr atrás. Será assim com as alegrias? Quando não as vivemos, elas existem? As tristezas moram na gente, empregnam o corpo, mesmo que não choremos. Aliás, principalmente quando não choramos. Mas as alegrias tem prazo de validade. Você pode chorar atrasado, mas rir, não dá
Entre não investir e investir em poupança invista em poupança; entre não pensar no futuro e fazer um plano de previdência privada, faça seu PGBL ou VGBL.
Pior do que uma má aplicação financeira é não ter uma. Isso vale para o seu futuro. Com as pessoas vivendo cada vez mais e o Estado lhe dando cada vez menos, tomar conta do seu futuro deixou de ser uma opção para se tornar uma necessidade.
O ideal seria que cada um de nós criasse uma disposição e uma disciplina para separarmos parte do que ganhamos ou do que sobra para o futuro. Infelizmente por diversas razões isto não acontece, abrindo aos bancos uma oportunidade de ouro que é criar um plano de previdência para você e obviamente te cobrar caro por isto.
Resumidamente é isto que ocorre com quem tem um VGBL “qualquer”. Você paga para alguém te “obrigar” a poupar e pensar no seu próprio futuro. É a melhor solução? É a única alternativa? Claro que não! Mas se for a única chance de você separar um dinheiro para o seu futuro, vá em frente.
Se você quiser escolher o melhor jeito, sem dúvida é eliminando esse “intermediário”. Cuide você mesmo dos seus recursos e dos seus investimentos. Procure a fórmula IDEAL para você e não a que o banco julgue ser a ideal para você. Tente se informar sobre os tipos de investimentos disponíveis (não são tantos assim) e crie em si mesmo esse compromisso de se preparar para o amanhã. Pode acreditar que valerá a pena. Ninguém cuida melhor do nosso dinheiro do que nós mesmos.
Abri mão de Yo-Yo Ma pra jogar futebol com amigos. Vi o jogo numa pizzaria categoria mukifo, numa tv apoiada entre os azeites. Voltei pra casa, quis compartilhar algo, compartilhar ter ido para Buenos Aires e adorado, ter entendido a paixão pelo Boca; compartilhar minha inveja, sendo corinthiano, de um time que é feito da sua torcida e da sua história de garra e superação, e que se orgulha disso. Melhor, faz disso sua força. Compartilhar o que achei do jogo (fácil, Mano Menezes definiu bem...”chegamos aqui dois anos antes do que devíamos...”), minha admiração teimosa ao Riquelme; a admiração pelos gaúchos sempre, hoje pela sua dignidade na torcida e nas entrevistas (comparar com o Luxemburgo), xingar um pouco o Amoroso e o Tuta e por fim, daí sim, dormir. Parabéns aos melhores. Escolhi, depois de horas a procurar, um áudio que embale a festa.
Srs, welcome to the risk! Chegamos na categoria de investimentos com maior risco e conseqüentemente possibilidades de altos retornos.
Investir em fundos de ações ou em ações diretamente não é para qualquer um, nem para qualquer momento. É preciso acima de tudo, ter alguns pré-requisitos: é preciso ter tempo para esperar, estômago, é preciso que o dinheiro investido não seja o dinheiro da vida ou do sonho, é preciso algum tipo de conhecimento e depois de tudo isto é preciso que você fique atento, porém ao mesmo tempo, é um tipo de investimento a que todos deveriam prestar atenção e procurar entender um pouco mais.
Lembre-se que quando investe em ações esta se tornando sócio daquela(s) empresa(s), e por isso é necessário acreditar no negócio em que esta investindo, no futuro das empresas, ter paciência pois não é certo ninguém ficar sócio de algo hoje e deixar de ser sócio amanhã e ainda acreditar nas perspectivas do país.
Sim, investir em ações ou fundos de ações é de alguma maneira acreditar no Brasil, razão pela qual normalmente quando o país vai bem, esse tipo de aplicação vai bem também. Com as taxas de juros em queda a tendência é que cada vez mais pessoas se interessem por investir em ações, o que é ótimo para as pessoas e para o país. Voltando ao segundo parágrafo, procure no entanto entender um pouco no que está “entrando”, tente fazer a sua parte para poder ter o perfil de alguém que investe em ações, pois no médio/ longo prazo, sem dúvida será sempre uma grande alternativa de investimento. Como sempre diz um amigo meu: “O risco é não conhecer os riscos”. Quando você conhece os riscos que está correndo, você vai decidir se está ou não disposto à eles.
Talvez um dos caçulas do Mercado Financeiro, esse tipo de fundo está atraindo cada vez mais investidores, pois é o próximo passo na escala de risco nos investimentos, depois da renda fixa.
Esse tipo de fundo tem uma gestão bastante complexa e no médio/longo prazo deve ter o resultado que quase todo mundo deseja: bom retorno e baixo risco. Esse risco deve ser acompanhado de perto, pois dentro dessa categoria de fundos existe uma gama imensa de estratégias, pois alguns fundos permitem, inclusive, alavancagem de carteira, o que gera um risco adicional ao investidor.
De maneira generalista, a estratégia desses fundos combina uma parcela de títulos públicos (mínimo 51% da carteira) com alguma parte de renda variável. Os gestores desses fundos acreditam que os multimercados são os únicos que podem ganhar sempre, pois não precisam ficar “presos” em nenhuma posição. Investem no que está melhor e no que aparentemente terá maior retorno.
Muitos investidores elegeram essa categoria como uma maneira de entrar no mercado de risco sem ir diretamente ao mercado de ações e mais recentemente ele tem sido procurado por aqueles que estão vendo que as rentabilidades dos fundos de Renda Fixa e DI estão cada vez menores.
Quase todos os fundos Multimercados cobram taxa de administração de 2% ao ano + uma performance pelo que exceder do seu objetivo. Sendo o custo quase igual, cabe a você investidor escolher os melhores GESTORES para aplicar seus recursos. Novamente, além das rentabilidades é importante ficar atento à volatilidade dos fundos (risco), pois alguns gestores podem correr riscos muito grandes.
Esse ano, os fundos multimercados foram os que mais captaram recursos em toda a indústria de fundos e, com a queda nos juros e na rentabilidade dos fundos mais conservadores, a tendência é que eles cresçam cada vez mais, substituindo em parte os seus investimentos conservadores.
A última recomendação para quem quiser investir neste tipo de fundo é que é preciso ter um horizonte de médio / longo prazo para colher os melhores resultados. Se seu horizonte é de curto prazo, infelizmente, você terá que continuar na Renda Fixa. Conforme vamos nos tornando mais agressivos, vamos precisando de um horizonte maior, agora se você já possui esse horizonte, chegou a hora de procurar um pouco mais de risco.
Zé, em cima do teu post abaixo, duas sugestões de uniforme. Pra você e para os leitores que gostam de misturar figuras da "cultura" e futebol. É o site inglês http://www.philosophyfootball.com Bom gosto e boas idéias. De resto, é com você.
Quarta e quinta, nos diários, o Teco vai falar de investimentos. E na sexta, nossa convidada é a Mara Luquet. Ontem falei sobre a lista que saiu das cidades mais caras do mundo. Deu Moscou. Depois Londres, Seul, Tokyo. São Paulo é a mais cara da América Latina. Querendo viajar, indico um novo guia da Lonely Planet, só de dicas baratas, ou os sites que o velho e bom Ricardo freire indicou por aqui (estão no arquivo ou no blog dele http://viajenaviagem.zip.net).
Não fui convidado para o torneio de futebol de botão dos funcionários da CBN. É... Por algum motivo não colocaram meu nome na lista, ou, talvez, tenham-no retirado desta. Justo eu que desde tenra idade me dedico a este esporte, tão simples quanto maravilhoso. Justo eu que levei anos para ter em mãos o meu time perfeito. Guardo a sete chaves meu escrete de ouro. Uma safra de jogadores inesquecíveis. O melhor do melhor. Meu Saint-Etienne, escalado, de ponta a ponta, com os monstros sagrados da bola, digo, da literatura francesa. Qual time pode contar com esses astros? No gol Sartre, com sua dificuldade de enxergar e facilidade de pensar. Joga protegido por uma quadra de pilares do romance francês. Não sem uma pequena ponta de inveja. Estão lá em linha: Flaubert, Stendhal, Balzac e Zola. Homens de prosa, como todo bom defensor deve ser. Donos de narrativas envolventes que encantam e distraem os atacantes adversários. Meu meio campo começa leve e inventivo, com dois volantes de grande imaginação. Tão criativos que reinventaram o próprio ofício, Mallarmé e Apollinaire. Mais à frente, o cerebral Valéry organiza a armação, analisa os adversários de dentro das quatro linhas, lê o jogo para o astro da equipe brilhar, e ele brilha, ah!, como brilha! Com a 10, Camus. Pois se a França é um grande país, só mesmo um argelino pra trazer um toque de imprevisibilidade às pelejas. E esse meio campo de fleuma e estilo, se completa com um ataque que assusta até os deuses: o endiabrado Rimbaud e o clarividente Baudelaire. No banco ao meu lado, metido em cobertas, tão bem acomodado que me encho de vergonha só de pensar em colocá-lo em campo, Proust. Enquanto assistimos juntos o que nossos gênios fazem no gramado, ele me diverte relembrando nosso glorioso passado.
Começo a semana e já vejo o dolar derretendo e as bolsa subindo. Olho pela janela e vejo esse céu azul.
Pensamento - No Mercado Financeiro atingimos o ideal: Somos a Suiça com sol, calor, futebol e mulatas !!!!!
Observação - Faz 5 anos que o dólar cai. Faz 5 anos que a bolsa sobe e o mais impressionante JUNHO está se tornando o DÉCIMO mês seguido em alta do Ibovespa !!!!
Raciocínio - Por que o Governo não aproveita esse sol rachante e o vento a favor para "turbinar" o motor do nosso barquinho? Por que ao invés de colocar o band-aid na hemorragia, não operamos logo o paciente?
Investimentos - O mundo quer investir aqui; o mundo está com dinheiro para investir aqui; o mundo quer investir em coisas que o país precisa, que o país não tem dinheiro para e o melhor em coisas que o país NÃO precisaria ser o DONO. Por que demora tanto?
Acabo de fazer um reserva em um hotel em Aix en Provence. Alguém já ouviu falar???? Quantos habitantes vocês acham que moram lá? Pois bem ao fazer a reserva a moça me perguntou perto de QUAL ESTAÇÃO DE TREM EU QUERIA FICAR, DA NOVA OU DA VELHA? Assustado perguntei: tem duas estações de trem aí ? Ela me disse claro! uma liga para as cidades da França e as outras para Paris e outras cidades do mundo.
Qualquer cidade nesses lugares tem trem. Todo mundo viaja e conhece tudo de trem. Aqui não tem trem. Por que? Como alguém pode continuar dizendo que temos "vocação para o turismo" se não conseguimos chegar em lugar nenhum. Existem grupos internacionais dispostos a investir nisto aqui, por que não agilizar isto antes que a vontade deles passem?
Imaginem ir em 3 horas daqui para o Rio ou em 4 horas para Florianópolis ou 10 horas para Salvador. Não seria um sonho? Por que em todo lugar já é realidade e aqui ainda é uma fantasia, um sonho juvenil imaginar-se andando de trem?
Falar em Turismo sem falar da implantação dos trens é a mesma coisa que falar em Reforma Tributária sem antes falar dos gastos do Governo, ou seja, uma piada, mais uma piada, só relaxando viu ....
Ana, Maria ou Mariana; Isabela, Graziela ou Manuela; Camila, Flávia ou Cristina; Fabiana, Sofia ou Tatiana. Carolina, Patrícia ou Renata.
As hipóteses são muitas. Como é difícil dar nome para um bebê. Pelo menos agora, 50% dos problemas foi resolvido, basta pensarmos em um nome que termine com a letra “A”.
Se o Teco é o fofo daqui, a Inglaterra tem a Conie
O Simon Cowell é o nome do American Idol. Seu criador e jurado polêmico. A Aracy De Almeida deles. Pois bem, o figura está na Inglaterra, para uma versão inglesa do mesmo programa. Mal humorado, entra uma garotinha de 5 anos para cantar. Veja o que aconteceu: http://www.youtube.com/watch?v=njXr1c-12eI
Em tempo: ele já ofereceu 1 milhão de euros para a mãe da garotinha para gravarem um CD
Dois fatos. Um real, cru, extraído de nossas ruas. Outro no campo da imaginação, da arte, que pode nos tirar um pouco do excesso de realidade que nos rodeia. Duas faces de um sintoma que se tenta disfarçar, maquiar, mas que é nítido em nossa sociedade: somos intolerantes com o diferente. De algum modo nossa sociedade mesclou conceitos estéticos (bonito, feio) com conceitos morais, ideológicos (bom, ruim). É dessa forma que conceituamos e agimos com o que não nos reflete, com o que não se assemelha ao que somos. Quer fisicamente, quer nos gestos, nos hábitos, e nas opções mais pessoais, como a sexualidade ou a política. Um turista foi morto no domingo à noite, ao que tudo indica, por “aparentemente” ser gay. Sim, pelas descrições, foi uma morte baseada em suposições (a vítima saía de um restaurante com freqüência gay, após o fim da Parada de Domingo). Eu me pergunto se a euforia que leva mais de três milhões de pessoas a festejar a diversidade sexual, não passa de euforia carnavalesca, bem ao nosso estilo, canalizando para uma festa o que no dia-a-dia parece ser intransponível, inalcançável. Eu me pergunto se essa morte não é o frio e covarde retorno de nossa realidade, que mal pôde esperar o fim da festa para se impor. Noutra chave, estreou na terça “A pedra do reino”, novo trabalho de Luiz Fernando Carvalho para a tevê. Ecos chegam aos meus ouvidos anunciando o baixíssimo Ibope da empreitada. Ecos que chegam envoltos em adjetivos (chato, pretensioso, monótono). Tomado de uma certa rabugice, me agrada ouvi-los. Agrada-me saber que a dita audiência não se interessa pelo trabalho, e que quem o assistiu ficou incomodado. Agrada-me esse incômodo, associo-o a um desejo (inconfesso) pelo diferente, pelo que foge aos próprios padrões.Estamos há décadas imersos num repertório de imagens e narrativas que partem de apenas duas fontes: o cinema americano e a telenovela. Esses são os nossos parâmetros, essa é a nossa “normalidade”. O que foge a esses padrões estéticos e ideológicos nos causa estranheza, nos impele ao distanciamento, à repugnância. Nossa sociedade parece caminhar, cada vez mais, presa, cada vez mais, arraigada, ao mesmo, ao convencional, e reage com intolerância ao que se choque com esses parâmetros. Reage ao que lhe é diverso, diferente, inesperado. Apenas não nos esqueçamos que a intolerância se manifesta em diversos matizes: num comentário sutil, num olhar reprovador, numa sutil troca de canal, e em casos extremos, quando se torna bárbara, na covarde interrupção de uma vida.
Como vinha dizendo, a provar posts e fotos lá embaixo, deu Boca. Mas não fiquei feliz, o Grêmio bobeou demais. Levou azar e os argentinos nem precisaram se matar pra conseguir o resultado. Pareciam, eles mesmos, no meio da alegria total, surpresos. Ou, o contrário, certos de que ganhariam. Opostos que dão no mesmo. Se vc for ver, só mesmo o Riquelme jogou, e foi suficiente. Time por time, o Grêmio tava muito bem colocado em campo, e jogou sem medo (com o que, aliás, pagou com o terceiro gol. Felipão não aprovaria...) E o Mano Menezes insistiu com o Tuta, que é um Aloísio piorado. E sempre tem um mané expulso, como foi o Goiano. Santistas e sãopaulinos me ligaram, falando que poderiam estar lá, etc, etc. Será? Ou será que todo mundo ia tremer, como até hoje todo mundo tremeu? Enfim, acho que essa já era.
Foi divulgado hoje o PIB do Brasil no 1 trimestre de 2.007 que traz em si uma boa e uma má notícia comparativa. Continuamos longe da China e de outros emergentes, porém dessa vez, ficamos longe também do Haiti e da Nicarágua. UFA !!
Crescemos 0,8% em relação ao final de 2.006; 4.3% em relação ao mesmo período de 2.006 e como eu acho mais fácil de analisar, crescemos 3,8% nos últimos 12 meses.
O resultado veio em linha com o que esperávamos e deixou claro que o setor de serviços continua muito forte, as indústrias patinando um pouco dependendo do setor e o agronegócio oscilando entre o péssimo e o neutro.
Isto dito, a tendência é de melhora, não só pelo resto do mundo como também pela queda dos juros que ainda surtirão um efeito maior. Para ficar tudo bonito mesmo faltam as reformas, mas para que isso acontecesse o Governo precisaria se mexer e isso dá muito trabalho.
P.S Sem muito alarde os juros longos nos EUA, saltaram de 4,65% para 5,30% em uma semana. É uma senhora piora. Amanhã e sexta saem dois índices de inflação. Se vierem bons, tudo tranqüilo; se vierem altos e os juros lá fora piorarem ainda mais, apertem os cintos !!
Sexta, às 19h, paulistanos e internautas têm um programa diferente: "Fim de expediente", apresentado pelo ator Dan Stulbach e com a participação do escritor José Godoy e do economista Luiz Gustavo Medina.
Durante uma hora e com muito humor, o trio passa a limpo os principais assuntos da semana, com entrevistas, reportagens e a participação dos ouvintes pelo e-mail:
Para quem não agüenta esperar até sexta, de segunda a quinta os participantes do Fim de Expediente "aquecem os motores" no Jornal da CBN 2ª Edição, às 19h15min. Dan, Teco e Zé se revezam fazendo comentários sobre os principais assuntos do dia, numa conversa sempre muito descontraída com o âncora Roberto Nonato.