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Fim de Expediente
Fim de Expediente
   
     
 

By Kevin Arnold

"Aprendi ali que muitas vezes temos que crescer separados, para continuar crescendo junto."

"Crescer acontece muito depressa. Um dia, você está de fraldas e no outro, já está indo embora. Mas as lembranças da infância permanecem com você durante muito tempo..."

"por toda a nossa vida, procuramos por alguém pra amar...
alguém que nos complete...
nós escolhemos companhias e mudamos de companhias...
dançamos músicas que falam de corações partidos e de esperança...
e por todo o tempo pensando se, em algum lugar, de alguma forma, existe alguém perfeito...
que esteja a nossa procura..."

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Ao Teco e ao post abaixo 2



U2, "All I want is you", versão acústica


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Ao Teco e ao post abaixo



Cenas do seriado "Anos Incríveis", livremente inspirado nas nossas lembranças, em especial nas do economista deste programa

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12 DE JUNHO DE 1.992

O colégio Rio Branco amanheceu um caos hoje. Mais de 3.000 rosas serão distribuídas para os alunos, que resolveram por R$ 1,00, presentear algum amigo, namorado, etc, etc. O Terceiro colegial organizou isto para arrecadar fundos para sua festa de formatura e por pura estratégia de marketing, saltou-se de 200 rosas em 91 para mais de 3.000 em 92.

Fiquei encarregado ontem de separar por classe todos os 3.000 cartões que foram escritos e que serão entregues juntos com as rosas. Depois de árduo trabalho resolvi bisbilhotar quantos cartões a menina que me interessava iria receber. Truque sujo? golpe baixo? Contando com o meu, ela receberia 36 rosas (SIM ELA ERA POP) e pela minha análise o meu cartão estava entre o 12 e 18 lugar de destaque.

Tudo bem porque ela havia me mandado um dizendo: "vou sentir sua falta quando você sair do colégio", que não seria tão ruim se ela não tivesse escrito mais 7 iguais para meus amigos do terceiro ano.

Resolvi então tomar uma atitude drástica: peguei meu cartão de volta e no dia seguinte quando ela veio me cobrar a rosa dela que não havia chegado, entreguei a ela um buquê, uma letra de música e a pedi em casamento. Minha tática era simples: já sabendo que ela iria recusar qualquer pedido, pedi uma coisa bem grande.

Depois da recusa do pedido, ela me perguntou que letra era aquela. Respondi dizendo que seria a música do nosso casamento! Ela riu, riu e riu. Me disse que na 8 série era impossível casar comigo. Evidentemente todo esse papelão foi presenciado pelos meus amigos que passaram uns 10 anos me sacaneando com essa história e falando da tal da música ...

Doze anos e um mês depois, com aquela música, ela entrou na igreja. Eu no altar junto com 4 daqueles 7 amigos como padrinhos. Um deles olhou para mim e disse: preciso te levar mais a sério.


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Um sábado diferente

Sábado fui assistir a “Um lugar na platéia” na região da Paulista. Combinei com o Dan, e ao nos encontrarmos ele me diz: “O Teco também vem”. Rimos bastante, e fomos tomar um café. De volta ao cinema, encontramos o Teco, sentadinho, nos esperando. Parecia meio deslocado num cinema sem sacos gigantes de pipoca e sem nenhum painel gigantesco anunciando os filmes. Ficou ainda mais surpreso ao descobrir que não estaríamos condenados a meia hora de anúncios de produtos e futuros lançamentos sendo despejados em nossas retinas. As luzes se apagam, o filme começa. O filme é uma delícia, um bom programa entre amigos. O filme termina, as luzes se acendem, olho pro Teco e ele parece aliviado, e, por que não? Contente. É bom ver um filme e caminhar, melhor ainda entre um grupo de amigos. E é o que fazemos. É bom caminhar e ver que nossas namoradas e esposas andam felizes pelas ruas, sem muita preocupação e que nós, como um pequeno grupo que extrapola a fantasia de viver num mundo mais civilizado, a transformamos num ato que é nosso por direito, algo que deveria ser comum em nosso cotidiano e não um evento. Jantamos juntos e retornamos pelo mesmo caminho. Há uma atmosfera de festa na cidade, provavelmente impulsionada pela Parada Gay que se avizinhava. Já em casa tenho uma sensação de plenitude. A plenitude que só as coisas mais prosaicas pode nos dar, e que atualmente parece nos ser negada. Adormeço imaginando que esse poderia ser não um sábado diferente, mas um sábado recorrente.


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O DOMINGO

Fui acordado por um sujeito querendo me vender alguma coisa. Evidentemente era cedo, evidentemente era engano. Coloquei minha camisa suíça e assisti a um verdadeiro massacre do Nadal em cima do Federer. Mudei de esporte e acompanhei o papelão do Massa na F1. Depois vi a virada do Corinthians e tive a brilhante idéia de ir ao Morumbi. Valeu por ter “puxado” um FORA MURICY.

Resumindo só perdi hoje. Será que derrubo o técnico pelo menos?


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Federer é obviamente sãopaulino. E parabéns Nadal.

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O Tempo, o Timming e o Amanhã...

Soube hoje que Guga irá entregar amanhã em Paris, na quadra que fez história, o troféu para o vencedor de Roland Garros. Alguns detalhes: fará isso quando completa 10 anos de uma das mais sensacionais campanhas da história do tênis. Para vocês terem uma idéia em mais de 100 anos, ele foi o segundo tenista com pior ranking a ganhar o torneio.Fará isso no dia em que Federer poderá enfim ganhar o único torneio que lhe falta, torneio esse que quando ainda não existia o Nadal e quando Guga já não era mais o mesmo, lhe foi tirado pelo então Rei do Saibro, Gustavo Kuerten. Há 10 anos, Guga recebia o troféu do já aposentado e consagrado tenista Bjorn Borg. A homenagem é linda, justa e colocará a cereja na carreira de Guga. Esse que por sinal colocou uma cereja na história do torneio, quando desenhou um coração na quadra central e deitou sem constrangimento dentro dele, ficando imundo e quebrando todo o protocolo. Na minha opinião e sei que ela é polêmica, Guga realizou o maior feito do esporte individual brasileiro. Aquele domingo foi inesquecível, pelo menos para mim. A parte triste dessa saga é que amanhã quando ele for reverenciado por todos em Paris e elogiado por todos os feitos pelo campeão do torneio ficará uma coisa esquisita no ar, pois afinal, ele ainda está em atividade ou pelo menos diz isso. Fica para mim que Roland Garros está fazendo por Guga o que ele devia ter feito por si mesmo, ou seja, anunciando o fim de uma brilhante e emocionante carreira. Seria como se a bola se recusasse a rolar para Pelé ou a guitarra não mais tocasse para os Rolling Stones. De qualquer maneira, como ainda não foi anunciado o fim da carreira de Guga, a homenagem de amanhã ficou esquisita, ficou sem sentido, para o mundo do tênis, para mim e acredito que para Guga também. Guga entrou para a história do país, perdeu o timing e parece ter medo do que fazer amanhã, mas amanhã ele vai perceber que o tempo dele nunca mais acabará e que amanhã ou daqui a 50 anos todos nós brasileiros continuaremos a reverenciar o nosso Rei do Saibro. Que vença o Federer e que Paris bata palmas de pé para Guga Kuerten.

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Futebol tem dessas coisas. O Brasil, tem dessas coisas. Neste fim de semana, mais uma vez, vamos nos esbaldar no desperdício. Do basquete, com os craques fora e nenhum retorno por aqui. Tênis, Guga entregando o prêmio ao melhor de Garros. Lá, não aqui. No futeba, pânico porque nossos pretendentes a craque são convocados pra subs 17 e 20. Os clubes não tem com quem jogar. Aqui, não lá. Na sombra dos nossos ídolos, na sombra do descaso do Governo, o desperdício continua.



Foto tirada em Caminito, Buenos Aires, o bairro do Boca Juniors. Quando estive lá, em março. E o nome do garoto era Diego

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Pra quem ficou em São Paulo...

No cinema arriscaria o francês “Um lugar na platéia”, que parece ser charmoso e despretensioso (pretendia vê-lo ontem, mas fui impedido pelos punk´s e a PM). Pra quem não quer gastar nada, conhecer um lugar bacana, e tentar entender o que se passa na cabeça dos nossos artistas contemporâneos, acho que vale a pena uma passada no Instituto Tomie Ohtake, para ver a exposição “80/90 Modernos, pós-modernos etc”. São obras dos principais expoentes das artes plásticas nacionais atuais, com ótima curadoria do excelente Agnaldo Faria. Para quem ficou em São Paulo e não quer sair de casa, ou para quem é de outra cidade, eu indico uma rápida ida à livraria mais próxima e a compra de “O mar”, do irlandês John Banville. O livro é um primor de escrita, um homem rememorando seu passado, ao retornar ao seu lugar de origem. Venceu o mais importante prêmio literário em língua inglesa. Grande livro pra ocupar a cabeça o final de semana inteira. Agora para quem não está afim de grandes reflexões, quer mesmo é ficar no sofá vendo o que a TV oferece, no sábado, às 22h, o Telecine Cult passa “Bonequinha de luxo”, com a Audrey Hepburn, baseado no livro do Truman Capote. E no domingo, também às 22h, o mesmo canal passa “Barbarella”, com Jane Fonda no ápice em todos os aspectos. Agora se nada disso te interessar, faça o que bem quiser, que no final das contas, é o melhor programa de todos.


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Investimentos – Parte 2 – Renda Fixa

Vamos excluir a poupança como opção de investimentos. Poupança serve apenas para proteger o dinheiro da inflação, quando muito. Sendo assim, a aplicação mais conservadora e conseqüentemente a que deve render menos é a renda fixa.

Durante décadas os fundos de renda fixa, mesmo sendo tecnicamente SEM RISCO, ofereciam um excelente rendimento. Como estão atrelados a taxa Selic, esses fundos estão obtendo retornos cada vez menores e a nossa expectativa é que caia ainda mais.

Você pode aplicar em renda fixa escolhendo entre os fundos DI e Renda Fixa. Em ambos os casos, você está emprestando dinheiro para o Governo. No Fundo DI, as taxas são PÓS – FIXADAS, o que significa que rendem melhor quando os juros estão subindo. Os fundos de Renda Fixa têm taxas PRÉ – FIAXADAS, melhores quando os juros estão em queda.

Como o Governo é o mesmo, o risco é igual em qualquer fundo de renda fixa, sendo que o grande diferencial é quanto cada banco lhe cobra de taxa de administração. Fique muito atento a isto, pois de fato esse é o diferencial nesse tipo de aplicação.

Se você quiser “escapar” da taxa de administração, pode fazer esses investimentos via TESOURO DIRETO. O Custo é menor, porém caberá a você a escolha dos títulos que deseja investir e isto nem sempre é fácil para um leigo. Prefiro que você perca tempo procurando bem um fundo com taxas baixas de administração.

Muito atraente no passado, esses fundos estão perdendo a atratividade e os clientes rapidamente. Em um país com taxas de juros normais, correr riscos, faz todo o sentido. A nossa sorte é que você não precisa sair de uma aplicação sem risco e mudar para uma aplicação muito arriscada, há algum tempo foi criada uma categoria que não para de crescer e será em pouco tempo a grande vedete do Mercado Financeiro. Falaremos semana que vem sobre os quase famosos Fundos Multimercados.

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Liquidificador

Não sei se você soube, mas a auto-promoter Paris Hilton foi para a prisão. Veja só o que fizeram com ela no MTV Awards. Você dirá "aqui se planta, aqui se colhe". Merece?
Detalhe: Reparar em Jack Nicholson. E o nome da moça é Sarah Silverman. Cuidado com ela.



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E nesta sexta um programa que o convidado é você

Apenas nós três vamos estar no estúdio, interagindo com o ouvinte. Faça suas sugestões e/ou perguntas aqui, ou pelo fimdeexpediente@cbn.com.br

Sexta, 19:00!

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Investimentos – Parte 1

Em poucas horas o Copom (Comitê de Política Monetária) vai anunciar a nova taxa de juros do país (SELIC). Independente do tamanho do corte nessa taxa, uma coisa podemos afirmar: acabou definitivamente o tempo de ganhos fáceis em aplicações financeiras com baixo risco.

Com juros anuais ao redor de 12%, se um fundo lhe cobra 2% de taxa de administração ao ano, sobram 10%; desconta-se 20% de I.R, sobram 8%. No melhor dos mundos é isto que você conseguirá se decidir aplicar em um fundo DI. Vale salientar que a poupança rende ao redor de 7% e que os juros irão cair mais, indo de encontro às rentabilidades da poupança em breve.

Para quem já teve rendimento de 25% / 30% ao ano, receber 7% ou 8% é uma bela queda. Então o que fazer? Onde investir? Quais os riscos e retornos, vantagens e desvantagens das aplicações?

Eu, Zé e Dan resolvemos que toda quarta aqui no blog e às 19:15 com o Roberto Nonato, falaremos disto. A razão é simples: nunca foi tão importante entender de investimentos como agora. Quem quiser fazer seu dinheiro crescer, vai precisar se mexer, estudar e se arriscar. Dúvidas, sugestões e comentários podem ser enviados aqui ou para o email do programa.

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Quarenta anos de solidão

Exatos quarenta anos atrás, em 5 de junho de 1967, chegava às livrarias argentinas “Cem anos de solidão”, de Gabriel García Márquez. Mais do que os efeitos que esse lançamento traria ao autor, para a literatura da América Latina, e, por que não?, para a própria auto-estima da região, sempre tão rebaixada, há uma estória de obsessão e desprendimento que vale a pena ser contada. Pois vejamos os fatos. No começo de 1966, Marquez estava exilado no México, e não obstante as dificuldades naturais de sua situação, resolveu abrir mão de qualquer outro trabalho para escrever um livro. Convenceu sua mulher de que nos dezoito meses seguintes passaria dedicando-se à empreitada, o que anunciava para o casal e seus filhos, um período no mínimo monástico. Queimaram todas as economias, pediram dinheiro emprestado, sua mulher comprava fiado no mercado e o aluguel foi se acumulando. O proprietário do imóvel surge atrás de alguma satisfação e sua mulher, Mercedes, lhe responde que em três meses tudo seria quitado. Naquele momento, o escritor nem sequer possuía um contrato de edição, apenas uma possibilidade de editá-lo através de uma editora argentina. Em seu dia-a-dia de trabalho, economizava carbono fazendo anotações em canetas de cores diferentes e então as remetia a uma datilógrafa. Esta, durante um temporal, deixar cair numa poça d’água os capítulos finais do livro. Tão obstinada quanto o autor, leva as páginas para a casa e as passa com um ferro elétrico até voltarem a ser legíveis. Com os originais prontos, Gabriel trata de enviá-los ao tal editor argentino. Nova surpresa. Na agência do correio ele e a esposa descobrem que só possuem dinheiro para mandar meio livro. Abrem o envelope e o dividem ao meio, porém confusos, enviam ao editor a metade final. A editora topa a edição e um cheque de adiantamento chega três dias antes do dia combinado com o dono do imóvel. Capítulos do livro passam a ser publicados em revistas do mundo todo, as expectativas são grandes. Enquanto isso, na Argentina, seu editor aumenta a edição de lançamento de 5000 para 8000 exemplares. Consegue a capa da revista literária de mais prestígio de Buenos Aires, mas na semana de lançamento a Guerra dos seis dias derruba a capa e posterga a edição. Na semana seguinte enfim a obra chega às livrarias. A edição se esgota em 15 dias. Daí pra frente é a estória que todos conhecem. O anônimo que passou um ano e meio escrevendo de seis a sete horas por dia, torna-se Gabriel García Márquez, Prêmio Nobel de Literatura em 1982. “Cem anos de solidão” vendeu até hoje trinta milhões de exemplares. Quarenta anos atrás essa saga chegava ao público, mas há muito estava pronta em suas entranhas.

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A paixão é azul

Um amigo me liga e diz que acabara de rever “A liberdade é azul” do Kieslowski, com a Juliette Binoche. Conversamos um pouco, ele completamente transtornado pelo filme, e eu racionalmente concordando: ”sim é um grande filme. Sim é uma grande fotografia”. Desligo o telefone meio incomodado, afinal sei que o filme é espetacular, sei ainda mais, sei até mesmo a sala de cinema em que o assisti, e com quem o assisti – o antigo Cinearte 1 do Conjunto Nacional, com uma antiga namorada. Mas por que não consigo compartilhar o mesmo entusiasmo? Tento recordar minha relação com o cinema, e nessa espécie de arqueologia mental vou encontrando as respostas. Aproximei-me do cinema, de uma forma mais visceral, a partir de uma determinada fase da minha vida. Usava a tela como uma válvula de escape, como um lugar à parte na vida que levava. O cinema era o lugar do possível dentro de situações pessoais que pareciam intransponíveis. Fiz desse mecanismo um hábito, repetido quase diariamente, como uma prece. E depois de tanto ver, descobri um dispositivo ainda mais encantador. Caminhar após uma sessão de cinema, deixar o filme decantar dentro de mim. Essa seqüência “ver um filme-caminhar” me manteve de pé e me permitiu sonhar por muitos anos, até que a vida que se passava longe da tela começasse a se ajeitar. Quando me despedi do meu amigo, o que senti não foi incômodo, foi inveja, desejo reprimido de sentir o que ele sentira. E seguindo o conselho de Oscar Wilde que dizia que o único jeito de se livrar de uma tentação é ceder a ela, retirei o filme no vídeo. Que filmaço! Que fotografia! Binoche permanecerá em mim, solitária, nadando numa piscina de um azul inesquecível, para sempre.


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O Produto do ano?



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O JOGADOR FEIJÃO

Existe um grupo no mundo liderado pelo arroz que inclui a camisa branca e a coca-cola que podemos afirmar que “combinam” com tudo ou quase tudo e que funcionam bem sozinho.

Existe um outro grupo no mundo, liderado pelo feijão, não combinam com quase nada, que precisa de algo para funcionar bem e por fim sozinho não serve pra quase nada.

No futebol é assim também: Existe o jogador arroz e o jogador feijão. Exemplos clássicos Kaká e Souza. Kaká combina com quase todo jogador e funciona bem sozinho; Souza necessariamente precisa de um acompanhante (jogador arroz), pra piorar o “acompanhamento” não é qualquer um e por último sozinho, ele não serve de nada.

O segredo dos times então é ter alguns jogadores arroz e alguns feijões. De qualquer forma, o arroz tem que estar perto do feijão e caso você tenha um filet mignon no time, ele deve estar perto do arroz e nunca perto do feijão.

Ver um jogo do São Paulo ultimamente tem sido como estar em uma feijoada. Ótimo para dormir, péssimo para pra ver e impossível de jogar. É feijão pra todo lado. Nada de arroz. Nada que combine. E o filet que temos, está no gol.


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BLOGS

Agora várias pessoas da CBN possuem blogs que, como o nosso, podem ser acessados via página da CBN. Para quem gosta de economia / finanças / mercado financeiro, vale a pena ter o hábito de ler os blogs do Sardenberg e da Mara Luquet. Sempre copio algo de lá pra cá e agora achei que era mais justo sugerir que conheçam a fonte. A Mara, que deve vir em junho ao programa, postou hoje uma tabela com dois rankings das bolsas que mais subiram e caíram nos últimos anos. Vale a pena conferir!


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VIVA A LEGIÃO

Passei os últimos dias ouvindo o cd “As quatro estações – ao vivo” da Legião Urbana. Em 1.990, com 15 anos fui pela primeira vez a um grande show e pela primeira vez entrava no gramado de um campo. O show foi inesquecível por diversas razões: era minha banda preferida, toda a minha classe estava junta, o disco era um estouro e o show permanece até hoje com TOP 5 em minha lista. Ouvir Legião significa voltar ao passado e mais precisamente ao colégio.

Quase todas as músicas me remetem a alguém ou a alguma história. Neste show Renato Russo fala algumas frases antológicas (pelo menos para a minha turma) e elas ficam melhores ainda dentro do contexto da época: Guerra do Golfo, eleição do Collor / confisco da poupança. Quando tocou “Soldados” proferiu: “Não existe guerra santa, isto é uma contradição em termos”; quando tocou “Ainda é cedo” disse que já havia perdido muitos amores por querer medir força e que o amor não aceita ordens. Quando chega a semana do dia dos namorados, invariavelmente o passado volta e voltam também às músicas daqueles momentos.

Com 15 anos eu gritava junto com a Legião, declamava cada verso de cada música e sempre que pensava “nela” cantava: “Uma menina me ensinou, quase tudo que eu sei, era quase a escravidão, mas ela me tratava como um rei. Ela fazia muitos planos, eu só queria estar ali, sempre ao lado dela eu não tinha onde ir” (Ainda é cedo). Naquele sábado de Agosto, como disse uma vez no nosso programa de estréia, eu entendi para que servia a música e para quem tiver esse cd, saiba que eu era uma das vozes que toda vez que a música acabava, gritava: Viva a Legião !!!


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The Police the voltha

Eles voltaram. Felizes e contentes. Começaram uma turnê mundial nos USA nesta semana. Confirmaram as apresentações na Argentina, mas ainda não por aqui. Em todo caso, separei alguma versões do seu maior sucesso.
Com vocês, "Every Breath You Take"

A versão original, direto dos anos 80



Sting e Phill Collins ao vivo, no Live Aid, Londres



E uma versão a capela, pelo grupo Rockapella



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31 de maio

Há exatamente um ano, nessa hora, acontecia uma das coisas mais folclóricas da minha vida. Sem saber como e nem o porque, estávamos nós, completamente em êxtase, no Programa do Jô. Acabava assim, sentado naquele sofá e olhando de um ângulo diferente, maio de 2.006.

Junho é o mês em que muitos dos meus amigos comemoram aniversário; é o mês das festas juninas; é o mês do dia dos namorados e é principalmente no final de junho que podemos perceber que meio ano já se foi. Em 30 de junho vale a pena relembrar as promessas e planos de 1 de janeiro e fazer uma pré-avaliação de como está sendo o ano até agora.

Em junho do ano passado, o programa comemorou o décimo programa, com platéia e com o Deputado Fernando Gabeira. Foi uma das vezes que minha perna mais tremeu em toda minha vida. Há um ano era impossível imaginar que o programa teria "virado" o que "virou".

Esse junho, será para mim o mês das férias, o mês de uma viagem que falta no meu "curriculum", o mês em que o São Paulo pode quem sabe voltar a fazer um gol, o mês em que passo frio e fico gripado, o mês pré-PAN e pós-Libertadores e por fim o mês de enfim saber se é menino ou menina.

Que venha junho, que venham as férias e que venha com saúde, com tudo em ordem e para não ser hipócrita, que venha uma menina

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O ótimo escritor Moacyr Scliar é o nosso convidado dessa semana

Como sempre, sexta às 19:00. Até lá!

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Uma, duas, três gerações?

O assunto está mais pro Teco, mas vou dar o meu pitaco. O Ruy Castro, em sua coluna de hoje na Folha, constata após ler uma entrevista do ex-ministro do Planejamento, Reis Velloso, que quem tem 25 anos ou menos, nunca viu o Brasil crescer. Ainda segundo o ex-ministro, a renda per capita no país cresceu nesse período 0,6%. Bom, até aí nenhuma novidade, todos nós que já temos direito a dirigir, votar, beber, e que freqüentamos os bancos escolares, de um jeito ou de outro, sem muito esforço, chegamos à mesma conclusão. A questão pra mim é outra, passa por outra constatação. Atualmente cada um usa o conceito de geração como bem quer, mas na velocidade de hoje, vinte e cinco anos é tempo suficiente para mais de um conjunto de traços comuns que formam uma geração. Vamos dizer então que nessa conta, duas levas de brasileiros tenham crescido e se desenvolvido sob esse estado de coisas. É como se uma sensação de impotência fosse passada geneticamente de grupo para grupo. Agora o que mais me chama atenção nesse meu raciocínio é que eu tenho 36 anos e carrego comigo exatamente a mesma sensação que as gerações seguintes devem sentir. Nasci ainda na época do milagre econômico, mas lembro desse tempo tanto quanto me lembro do Rivelino no Corinthians, ou seja, nada. O que eu lembro claramente são as crises do final da década de 1970, o início do sindicalismo, Diretas-Já, Tancredo, Sarney e a partir daí, um redemoinho de mandos e desmandos, corrupção em todos os níveis, e a sensação coletiva de que enquanto o país não anda, ficamos todos, em vários níveis, mais pobres.


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Cada um tem a vaca que merece

CAPITALISMO IDEAL:
Você tem duas vacas.
Vende uma e compra um touro.
Eles se multiplicam, e a economia cresce.
Você vende o rebanho e aposenta-se, rico!

CAPITALISMO AMERICANO:
Você tem duas vacas.
Vende uma e força a outra a produzir leite de quatro vacas.
Fica surpreso quando ela morre.


CAPITALISMO JAPONÊS:
Você tem duas vacas.
Redesenha-as para que tenham um décimo do tamanho de uma vaca normal e produzam 20 vezes mais leite.
Depois cria desenhinhos de vacas chamados Vaquimon e os vende para o mundo inteiro.


CAPITALISMO BRITÂNICO:
Você tem duas vacas.
As duas são loucas.


CAPITALISMO HOLANDÊS:
Você tem duas vacas.
Elas vivem juntas, não gostam de touros e tudo bem.


CAPITALISMO ALEMÃO:
Você tem duas vacas.
Elas produzem leite regularmente, segundo padrões de quantidade e
Horário previamente estabelecido, de forma precisa e lucrativa.
Mas o que você queria mesmo era criar porcos.


CAPITALISMO SUÍÇO:
Você tem 500 vacas, mas nenhuma é sua.
Você cobra para guardar a vaca dos outros.


CAPITALISMO PORTUGUÊS:
Você tem duas vacas.
E reclama porque seu rebanho não cresce...


CAPITALISMO BRASILEIRO:
Você tem duas vacas.Uma delas é roubada.
O governo cria um novo imposto provisório CCPV- Contribuição Compulsória pela Posse de Vaca.
Um fiscal vem e te autua, porque embora você tenha recolhido corretamente a CCPV, o valor era pelo número de vacas presumidas (duas) e não pelo de vacas reais (uma).
A Receita Federal, por meio de dados também presumidos do seu consumo de leite, queijo, sapatos de couro, botões, presume que você tenha 200 vacas e para se livrar da encrenca, você dá a vaca restante para o fiscal deixar por isso mesmo...



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Você já ouviu falar em keitai? E em Mica Naitoh?

Eu não, até ler uma matéria na “Economist”. Keitai é telefone celular em japonês, Mica Naitoh é o nome de uma escritora. E o que uma coisa tem a ver com a outra? A resposta só podia estar no Japão. Mica é uma das mais populares escritoras de romances para celulares. Sim, ela escreve romances que são baixados pela internet para serem lidos na tela dos telefones móveis. Normalmente em capítulos, como os folhetins que o Balzac publicava em jornais do século XIX. Esse mercado já tem cinco anos no Japão, e apresenta algumas interessantes particularidades. Primeiro, a maioria dos leitores desse tipo de romance não consumia romances em formato tradicional, portanto trata-se de um novo público leitor. Segundo, as primeiras tentativas feitas, com autores e obras conhecidas, não deram certo, ou seja, foi necessário identificar autores novos capazes de se adaptarem a esse novo meio. Terceiro, essa nova forma de publicação foi um caminho encontrado pelas editoras para fugirem do declínio da venda de livros no formato tradicional, impulsionada por outro fenômeno japonês, uma cadeia de lojas que compra livros usados, faz uma espécie de plástica deixando-os como novos, e os revende por um terço do preço. Esse novo mercado já movimenta 82 milhões de dólares/ano. E os romances da Mica já chegaram a 160.000 downloads/dia. Ao que consta a Mica e seus pares escrevem uma espécie de subliteratura, com as doses certas de mistério, sexo e amores problemáticos, o que me trouxe à mente uma antiga lembrança. Nas décadas de 1970 e 1980 houve a explosão da venda em bancas daquelas séries de romances para o público feminino, como “Sabrina” e “Júlia”. Hoje, esse canal de vendas, ao menos em São Paulo, oferece uma enorme quantidade e variedade de “livros de bolso” de autores consagrados, atendendo os mais distintos gostos. Ou seja, às vezes é mais importante descobrir um novo canal de distribuição, um novo formato, e deixar que a própria demanda dos leitores determine o rumo dos ventos.



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Tchau bambino

Na capa da New Yorker de domingo passado, uma homenagem à despedida de Sopranos, que acaba agora. Considerada por muitos a melhor série de todas. Será? O Teco nunca viu.O Zé é viciado. Eu adoro, acho uma televisão muito bem feita. Idéia, direção e atores ótimos. Além de uma certa provocação. A melhor série dramática, junto com Sete Palmos. Das cômicas, fico com Seinfeld, é claro. E a mais chata, com Friends.
Anyway, bye bye Tony.



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E aí, Lombardi?



A nova Miss Universo, made in Japan. O Brasil ficou em segundo.

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Rocky

A despeito do primeiro nome, ninguém acreditava em Spinks. Mas Leon mostrou logo que todos erravam, quando foi campeão olímpico em Montreal. Quando em sua sétima luta ganhou de Ali. Sim, de Muhammad Ali, por nocaute, no sétimo round. Foi a ressureição sem morte, o auge, um choro sem fim. Todos se aproximaram. Amigos antigos, outros só antigos que se diziam amigos. Era o mais querido. Entrava de graça em todos lugares, comia de graça, vivia cheio da graça. Daí Leon ganhar o apelido de Néon, por só viver à noite. “Ele não sabe dizer não”, falou seu técnico, ao se demitir antes da revanche com Ali. Néon não se importou e colocou seus vários amigos no córner. Amantes e esposas, por hora, unidas. Foi o maior agito já visto num só córner de uma luta. É claro, você já entendeu, e ele ainda não. Derrotado, nocaute. Depois, foram mais dezesseis derrotas. Muhammad dizia ter sido ele o único a poder derrotá-lo mais de uma vez. Tarde demais.
“Eu tinha uma boa direita, meu filho tem as duas”, disse sobre Leon Calvin, seu filho e sua esperança.“Será melhor que eu”, insistia. Porém, no ringue da vida, a oito dias da sua terceira luta profissional, Calvin era derrotado no carro da namorada por três tiros no peito.
Sem dinheiro para pagar o enterro, o irmão e também ex-boxeador Michael ajudou Leon, e disse “Ele era melhor só no ringue; eu, só na vida”.
Pois bem, este mês, o filho caçula de Leon, Cory, disputa o título mundial unificado dos médios. E, no córner, seu pai. Abaixo, a nota do jornal. Se fosse um filme, seria diferente.


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BOXE
FILHO DE EX-ALGOZ DE ALI PERDE TÍTULO
Cory Spinks foi derrotado por Jermain Taylor por pontos. O americano manteve os cinturões dos médios do conselho e da organização mundiais. Leon Spinks, campeão olímpico em Montréal-76 e que bateu Muhammad Ali, estava no córner do filho.


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Gráfico mensal do Ibovespa (índice bovespa) nos últimos anos.



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CADA UM NA SUA

Dan atento à Cannes, Zé planejando a FLIP e eu ansioso pela final do American Idol. Acho que isso resume bem o nosso gosto cultural. Evito a todo custo começar a assistir essas séries americanas / realitys shows. São infernais. Já fui viciado em Anos Incríveis (a melhor de todas), depois migrei para Seinfield e Friends. De um ano pra trás a praga da vez é LOST e esse ano não consigo perder uma semana de American Idol. Uma de nossas maiores discussões é que as séries ficaram melhores que os filmes. Será ?

Sexta assisti Alfa Dog. Ontem assisti a peça do Lázaro Ramos (O Método Gronholm). Excelentes opções para um fim de semana de frio e de reprises nas séries. Alfa Dog é uma história triste e verídica; a peça, uma história engraçada e supostamente ficcional ... na minha opinião, apenas supostamente.


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A Pergunta que Faltava

Aqui, o "extra" da entrevista com o Ivaldo Bertazzo. Ele fala do seu trabalho social e dá uma boa dica pra todo mundo. Foi um prazer tê-lo conosco, espero que tenham gostado.



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O que comprar e o que vender

Sardenberg pergunta à Mara Luquet se é para comprar ou vender ações. Essa pergunta está em todos os jornais, em todos os churrascos nos prédios e até em festas infantis, como pude constatar semana passada. Metade das pessoas afirma que já subiu demais, a outra metade que ainda vai subir mais. O bom dessa questão é que você já sai com 50% de chances de acerto.

Como estou com moral aqui no blog vou dar a minha opinião:

1 - Os juros vão cair mais fortemente. Fecham abaixo de 11% esse ano e abaixo de 10% ano que vem.

2 - O dólar não passa de R$ 2,00. Precisa algo de muito grave para ele ficar acima desse patamar.

3 - O país vai crescer ao redor de 4,5% esse ano (com chances de chegar a 5%) e ao redor de 5% ano que vem.

4 - Com esses 3 ítens acontecendo, NÃO TEM COMO as ações não se valorizarem. Simples.

5 - Quais ações comprar ?? As empresas que se beneficiam do CRESCIMENTO INTERNO. Prefira essas em detrimento às outras.

Ficar atento com apenas 2 notícias: Se os EUA cortarem os juros, coisa que na minha opinião vai ocorrer no final do ano / começo de 2008, reviso todos os cinco itens para melhor.

Se acontecer algo de grave nos EUA, revisamos todos os itens para um pouco pior. Esqueçam China, Índia, petróleo e outras coisas.

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AS OPERAÇÕES E OS IMPOSTOS

Quanto mais a Polícia Federal se mexe, mais claro fica para mim para onde estão indo o dinheiro dos impostos que eu pago. Evidentemente é ruim saber assim, mas pelo menos acaba mais um grande mistério na minha vida.

Outro mistério que está por acabar também é sobre a expressão "base de apoio" ou "base de sustentação" do Governo. Porque alguém quer o PMDB como base ?? Que tipo de base é essa ? Mais uma pessoa ligada ao PMDB caiu por suspeitas e a Veja traz na capa desta semana denúncias gravíssimas contra Renan Calheiros. E ainda lutam para ter essas pessoas na "base" ?

Há um ano atrás, acabava hoje, o período do ano em que TODOS nós trabalhamos apenas para pagar os impostos. Esse ano, esse dia ainda não chegou, o que evidentemente é uma péssima notícia. Junho já se avizinha ou seja ano que vem, talvez esse dia tão esperado só chegue em junho. Enquanto a gente trabalha cada vez mais para pagar impostos, algumas pessoas da base trabalham cada vez menos para ter cada vez mais. E por aí vai. A classe média paga os impsotos para a "base" que se reelege via bolsa-família, que inveja a classe média que inveja a classe alta, que se aproveita do dólar baixo e vai para o exterior, onde encontra muita gente da "base" de apoio, que reclama da P.F, por abuso de autoridade.


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O Boca está chegando...eu disse...eu disse...



Essa foto foi tirada por mim na última e única vez que estive no Caminito, o bairro do Boca, em Buenos Aires. E essa bola passou perto. Da minha cabeça.

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E no programa desta semana, o coreógrafo Ivaldo Bertazzo

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Uma virada cultural para cada um

Há poucos dias tivemos a Virada Cultural aqui em São Paulo, que depois se estendeu por algumas cidades do interior. A idéia é oferecer lazer e cultura por vinte quatro horas ininterruptas aos cidadãos. Ótimo projeto, que repete iniciativas similares feitas em outras cidades do exterior. Durante a semana, caminhando pela Av. Paulista, passei a reparar e contabilizar a quantidade de prédios voltados à cultura, com programação ativa, de boa qualidade, e, melhor de tudo, entrada franca. Sim, porque um dos princípios da virada é oferecer cultura e lazer gratuitamente. Na terça-feira resolvi propor ao Nonato, na nossa inserção diária do Fim de Expediente, uma virada cultural por conta própria, que cada um pode fazer quando e como quiser. Confesso que não dei a devida atenção aos notívagos, mas se você for um deles, e puder gastar um pouco de dinheiro, pode participar das maratonas cinematográficas dos cinemas da região, que exibem três filmes durante a madrugada. Já durante o dia as opções são inúmeras. Seguindo no sentido Paraíso- Consolação, temos a Casa das Rosas, com uma programação de cursos, palestras e exposições mais voltadas para a literatura. Poucos metros à frente, chega-se ao Sesc Paulista, com exposições e um excelente projeto de música instrumental brasileira às segundas-feiras. Atravessando a rua, na mesma calçada, chega-se ao Itaú Cultural, onde está rolando uma exposição de arte contemporânea que gerou polêmica com o projeto da Bia Lessa que coloca os quadros expostos no chão. Seguindo, ainda na mesma calçada, uma caminhada um pouco mais longa até o prédio da Fiesp, com suas várias e excelentes opções, como uma incrível gibiteca (pra quem curte gibis) a refinada programação do Teatro Popular do Sesi, e, atualmente, com a excelente exposição do acervo do museu Salvador Allende e para os amantes da música clássica, uma interessante programação nas manhãs de domingo. Então atravessado a rua, uma breve caminhada até o Masp, com duas exposições imperdíveis: Goya e Darwin. O museu é pago, mas às segundas-feiras a entrada é franca. Voltando para a outra calçada, quase chegando na Consolação, há o Instituto Cervantes, órgão do governo espanhol, que oferece palestras, exposições e mostras de cinema, normalmente focando a cultura espanhola. Acho que dá pra preencher um final de semana com sobras, sem contar as incríveis livrarias, as feiras de artesanato e antiquários nos finais de semana, e se você quiser gastar algum dinheiro, os inúmeros restaurantes e cinemas da região. Só fica em casa quem quer!


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A Pergunta que faltava

Aqui, nos "extras" da entrevista do José Padilha, o Zé Godoy faz uma pergunta sobre seu novo filme:



E conseguiram? Pergunto eu, ele responde:



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Um filme para ver (ou rever), um homem para admirar

Nas madrugadas, após escrever e antes de meditar, vejo e revejo filmes. Revi uma, duas, três vezes, de forma obsessiva, como muitos de seus personagens,” Hannah e suas irmãs”, de Woody Allen. É um dos filmes mais afirmativos da crença na vida que eu conheço. Na crença que das nossas crises mais profundas pode surgir a renovação, uma nova perspectiva, um novo modo de empreender a existência. Woody filma seus personagens de longe, como um voyeur que os acompanha de dentro de um carro, enquanto esses seguem em seus mundos particulares, andando ávidos pela triste Nova York dos anos 1980. Talvez nos sirva como estímulo: no próximo congestionamento, mire as calçadas, imagine, mesmo que por um segundo, o que se passa nas mentes daqueles seres apressados, seguindo o rumo de suas vidas.
No final de semana vi “Oscar Niemeyer – a vida é um sopro”, documentário sobre esse lúcido homem de 99 anos. Mais do que revelar uma vida, enaltecer sua obra, única e transformadora, o que mais espanta nas entrevistas realizadas é o que vaza por entre as questões mais esquemáticas. Surge ali um homem que se moldou ao fluxo da vida tal um surfista envolto num tubo perfeito. Ética, presença de espírito, generosidade e um olhar aguçado para o belo. Elementos que vão se fragilizando em nosso mundo contemporâneo. Como nas antigas civilizações, talvez devêssemos ouvir com atenção o que dizem nossos conselheiros mais velhos, nossos sacerdotes*, resgatar seus princípios.
*Segundo Domingos de Oliveira, a raiz etimológica de sacerdote é homem lúcido. A informação deve ser checada, mas mesmo que não corresponda à verdade, saída da boca do Domingos é quase como se fosse.

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O Teco fala que

...na minha madrugada posto músicas, poemas... tem razão. Comenta a corrupção, eu, em geral, não. Já falei antes, agora, tenho falado menos. Talvez porque, de alguma maneira, inacreditavelmente, apesar dos tantos pesares, acho que há um movimento de melhora, de limpeza. Num mail, um jovem juiz ressaltava sua honestidade e a vontade total de manter-se assim. Outro, na rua, me disse, que a nova geração quer e vai fazer desse país um país. Não sei. Às vezes acho impossível, vejo os DVDs piratas em todo lugar, os aeroportos, a roubalheira da meia entrada, a omissão de quem devia fazer, os impostos absurdos, a total impunidade para quem tem grana, os nós que não desatam nunca e que são tão óbvios de escrever e ouvir. É a obviedade que cansa. Eu canso, tu cansas, ele cansa, e a vida esvai. Mas é necessário falar e ouvir. Sou ator, e de alguma maneira, acredito numa melhora. E que, feito uma música, feito um livro, feito um post ou uma meditação, começa agora. Estamos juntos.

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A minha madrugada.

O Zé medita, o Dan posta músicas, poemas e fotografias. Talvez fosse melhor eu não me aventurar na madrugada, até porque evidentemente meu assunto será mais chato.

Acabo de ler um e-mail de uma ouvinte sobre corrupção. Refletindo o que ela disse começo a pensar que talvez achemos de alguma maneira normal isto tudo, porque parem pra pensar, na quantidade de escândalos que os brasileiros ouvem todo ano. É muita coisa !!!

De 1 de janeiro até o próximo domingo, todos nós TRABALHAMOS APENAS PARA PAGAR NOSSOS IMPOSTOS. Apenas semana que vem começaremos a ganhar “algum” para gente.

Não recebermos nada em troca já é um ABSURDO. Pior que isto, só ver nossos impostos virarem “presentes” para assessores e ministros e mansões como a do dono da Construtora. Ele pelo menos devia chamar cada brasileiro para passar um fim de semana naquela casa.
Definitivamente política deixou de ser missão para se tornar profissão. E nessa profissão quem tem que mandá-los embora, não manda; quem tem que cobrar algo, não cobra; apenas quem manda presentes, de fato entrega os mesmos. Em notas, num envelope pardo, no meio dos aeroportos. Nos mesmos aeroportos que NÓS não conseguimos embarcar porque falta dinheiro para investimentos.

Navalha, Tio Patinhas, Hurricane, Temes, Narciso... até quando os velhinhos da P.F terão que ficar inventando nomes para essas operações?

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Pra começar bem a semana



R.E.M + Dire Straits, neste domingo, 20 do cinco, às 21:56

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Líderes. Duas Semanas. Dois jogos. Duas vitórias. E líderes.

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Cordel de domingo

Hoje para alegria do Brasil, chegou a hora de sair o gol 1.000.
Nesse domingo em que enfim caiu o Nadal, Vejo mais escândalos no jornal.
Dan na Vejinha, Vampeta na telinha,Operação navalha, mais confusão que se avizinha.

O país se tornou um ninho de “operações”,
Que ainda bem estão aparecendo,
Triste é imaginar,
Tudo o que eles estão escondendo.

Em 5 meses, alguém se lembra de algo que foi feito?
Em 53 meses, alguém se lembra de algo que foi feito?
Nos 43 meses que restam alguém acredita que algo vai ser feito?
Podemos concluir que os Governos estão com defeito?

Falo do Lula que não quer confusão e
Do Serra que se deixou fotografar com uma arma na mão.
Ambos parecem pensar sempre no futuro e
Como sabemos o futuro nunca chega.

P.s Essa semana saiu na imprensa que com 3 Bilhões, o rio Tietê estaria limpo. Algumas informações: o PAC vai gastar em 4 anos, 550 BI. A Petrobrás lucrou 25 BI ano passado; o Itaú lucro 2 BI apenas no primeiro trimestre deste ano. Comparando com alguns números não parece pouco ? não é claro que vale a pena ?


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Outra

A AIP (Assessora Internáutica Prazerosa) é muito eficiente. Mandou outra para o Teco e sua turma. http://www.stocknavigator.ru/education/stockfuturessimulation.php
É um jogo sobre o mercado de ações. Você tem 60 segundos para comprar e vender.

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Assessoria Intenáutica Prazerosa

Uma ouvinte e amiga que prefere não revelar o nome, deu algumas dicas ótimas. Leu o post "Madrugas", em que falo sobre fazer um túnel para o Japão, e indicou o http://map.talleye.com/bighole.php. Ele simula este túnel, de qquer lugar. No mesmo espírito tem um em que você simula uma caminhada em linha reta para ver onde iria chegar. http://map.talleye.com/index.php

Até lá, te vejo no fim do túnel...

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A pedidos

Hoje no programa, vamos tocar essa. Quarenta anos de "Seargent´s Pepper Lonely Heart". Aqui, Paul Mcartney e U2, ao vivo no Live8.



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Dois livros para ler

Gosto de dividir os livros que gosto em dois tipos: livro-visita, livro-hóspede. O livro-visita é como um amigo que passa em sua casa num sábado à tarde, toma um café, uma cerveja, conta umas estórias engraçadas, engrena num bate-papo gostoso, mas quando chega uma certa hora, diz que precisa ir embora, e assim que você fecha porta, fica com uma ponta de saudade daquele bom momento. Já o livro-hóspede é como um amigo que vem passar uma temporada na sua casa. Você separa um espaço pra ele, sabe que durante sua estadia seus horários vão ser modificados por sua presença. Na verdade, como em qualquer convivência, você passa por momentos difíceis, pensa em mandar o amigo embora, mas por algum motivo você insiste, e quando ele parte você descobre que não é mais o mesmo.
Tenho dois livros para indicar. Um livro-visita chamado “Fup”, uma pequena e deliciosa estória de um avô, um neto e uma pata, escrita pelo americano Jim Dodge, e lançado no Brasil pela José Olympio. É um livro pra se ler numa tarde de sábado, bom pra quem gosta de uma rede, um sofá, ou mesmo uma cama confortável para esquecer a semana que passou.
O outro é um livro-hóspede, e já adianto, depois que ele partir, talvez você sinta uma certa estranheza por alguns dias, um certo “banzo”, uma vontade de regresso àquela leitura, àquele outro mundo. É “Um retrato do artista quando jovem” do James Joyce. Muito se fala da dificuldade de ler Joyce, principalmente o “Ulisses”, mas “Um retrato” é um livro que se lê com prazer, e se há alguma dificuldade na leitura é fruto das profundezas da alma do autor, que conseguiu colocar em palavras, sensações e sentimentos que mal conseguimos explicar para nós mesmos. Há uma edição nova, lançada no ano passado pela Alfaguara, numa boa tradução de Bernadina da Silveira Pinheiro.
Se alguém quiser se aventurar ou já se aventurou por algum desses livros, e quiser dividir suas impressões, sou todo ouvidos.

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Oasis, unplugged, 01:23 desse 17 de maio



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Nesta sexta 19:00, o cineasta José Padilha, autor de " O Ônibus 174"

Perguntas, comentários, aqui ou pelo fimdeexpediente@cbn.com.br. Até lá!

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  PROGRAMA
 

Sexta, às 19h, paulistanos e internautas têm um programa diferente: "Fim de expediente", apresentado pelo ator Dan Stulbach e com a participação do escritor José Godoy e do economista Luiz Gustavo Medina.

Durante uma hora e com muito humor, o trio passa a limpo os principais assuntos da semana, com entrevistas, reportagens e a participação dos ouvintes pelo e-mail:

fimdeexpediente@cbn.com.br

Ou pelo chat do "Fim de expediente":


Chat CBN


Para acompanhar o programa via internet, clique aqui:

CBN São Paulo

Para quem não agüenta esperar até sexta, de segunda a quinta os participantes do Fim de Expediente "aquecem os motores" no Jornal da CBN 2ª Edição, às 19h15min. Dan, Teco e Zé se revezam fazendo comentários sobre os principais assuntos do dia, numa conversa sempre muito descontraída com o âncora Roberto Nonato.

 
     
   
     
   
     
  PERFIS
   
  Dan Stulbach
   
  José Godoy
   
  Luiz Gustavo Medina
  Fotos de Eduardo Barillari
     
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