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Fim de Expediente
Fim de Expediente
   
     
 

R.E.M., unplugged, 00:47 desse 16 de maio



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Chegou a hora?

Essa semana assisti a uma entrevista do Ex Presidente do Banco Central, Armínio Fraga, na Globonews. Armínio que já foi chamado em Brasília de Gênio do mal, trabalhou anos com George Soros e depois que saiu do BC montou uma empresa que faz gestão de recursos.

Em pouco tempo a Gávea Investimentos começou a obter excelentes resultados e seus fundos tem mais de 1 Bilhão em recursos. Até aí, tudo na mesma, porém o que acabou com o meu fim de semana foi o fato dele estar montando um fundo que vai investir uma fortuna na ECONOMIA REAL.

Vejam bem, um monstro do Mercado Financeiro, acostumado a ganhar na economia virtual muito mais do que na economia real, resolve que agora VALE A PENA, mudar o foco. Agora, ele acha que o risco Brasil + burocracias + despachantes + fiscais + demora de 150 dias para abrir uma empresa e 1.000.000 de dias para fechar + risco de nào ter energia, apagão aéreo, falta de toda e qualquer infra - estrutura + eleições a cada 2 anos e dificuldade monumental de lidar com o dia a dia do país, tudo isso agora VALE A PENA.

Desde sábado minha cabeça não para de girar. Um cara desses não erra. Um cara desses está 10 anos à frente da gente. Um cara desses nào precisa trabalhar mais, não precisa provar mais nada a ninguém, não precisa correr atrás de carimbos e certidões. Se Armínio acha que chegou a hora, no mínimo, eu vou parar para pensar. E só em parar para pensar que o Brasil pode dar certo, já é bom demais.

Espero que o Armínio não erre. Não agora. Não agora que está tão bom sonhar.

P.S Hoje o dólar caiu abaixo de R$ 2,00. Dólar abaixo de R$ 2,00 é igual a quando alguém passa dos 100 KG. Não tem mais volta e se tiver, vai dar um trabalho ...


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O mago e suas mágicas

Paulo Coelho está na revista “New Yorker”. Numa matéria de oito páginas. Para quem não sabe, a revista “New Yorker” é a revista mais prestigiosa do mundo no campo das artes e da cultura, berço do que se costuma chamar de “novo jornalismo”. Dito isso a pergunta que me faço e refaço é a seguinte: quando a nossa intelectualidade (na qual modestamente me incluo) vai conseguir enxergar Paulo Coelho? Alguém que vende 92 milhões de exemplares em 150 países é digno de análises mais profundas do que o rótulo corrente de “má literatura”. A penetração dos livros de Paulo Coelho no mundo inteiro é um sintoma, e é a este que precisamos nos ligar. Mas para isso é preciso deixar os maniqueísmos de lado, e o bairrismo costumeiro com que tratamos nossos conterrâneos que dão certo. Para quem critica é preciso se debruçar sobre essas obras e relacioná-las com nosso mundo atual. Algumas pistas me parecem claras: a implosão do dogma religioso, uma busca por temas espirituais pós-ideais yuppies dos anos 1980, uma demanda crescente por histórias inspiradas em mitologias como a celta (no que “Harry Potter” também serve como exemplo). Mas há muito mais o que averiguar. Há muito mais o que procurar nesse nosso mundo atual para se aproximar de alguma resposta. Só não é mais possível repetir os mesmos chavões, que ao contrário do que parece, não nos faz mais inteligentes.


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Buenos Aires



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Roma

Cheguei a Roma ao meio-dia, o sol a pino. Assim todo viajante deveria ser recebido e fazer como fiz: mirar o sol sem medo, e, meio cego, com o olhar filtrado por um filme vermelho, se entregar à cidade. Roma está imersa em vermelho. Vermelho sangue, vermelho cáqui, vermelho terra. Enquanto se caminha por suas vielas, o céu se pressente, mas não se vê, e você se perde achando que seus olhos nunca mais irão voltar ao normal. Mas então você encontra uma praça, reencontra o sol e tudo ganha novo sentido. Na praça você descobre uma nova Roma e então você intui: Roma são várias, são vários tempos do mundo convivendo no tempo presente. E então você entende, Roma é vermelha, cor de sangue, cor do pulso da vida. Roma é uma cidade viva, onde se quer, mais do que nunca, estar vivo. E por isso, mais do que o anagrama de amor, Roma é a cor da romã quando se parte.
Encerro por aqui os textos sobre a Itália, agora para quem quiser mais só em livro. Volto às coisas da cidade, da nossa cidade. Agora que o Papa retornou a Roma, vamos ver o que ela nos revela.

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Madrugas

Comendo pizza fria da Speranza, acabo de ver Os Iconoclastas no GNT. No programa, o vocalista do REM, Michael Stipe, encontra um amigo italiano. Bate papo, entrevista. Numa cena, eles estão num jato particular rumo ao Canadá, para encontrar o pessoal do U2. “Bono é um grande amigo” “Beautiful Day é a melhor. Queria ter feito”. Eles atrasam, e chegam no meio do show. Entram pela coxia, ficam ali dançando. Quando o U2 sai, o Edge lhes dá um abraço. Bono sai de roupão branco, e óculos escuros. Cheio de si, sorriso maroto. Outro abraço. “Quando a arte encontra o público, é o grande encontro”. OK.
Depois, começou o “Morte na Escadaria”. Desliguei a TV. Já vi esse documentário, é bom demais, mas forte pra essa hora. Preferi ligar o notebook e escrever.
Queria escrever pro pessoal do Japão. É, Japão. Vi que tem uma galera que acessa esse blog do Japão. Imagino que a gente ajuda a matar a saudade daqui. Imagino vcs dormindo nas cápsulas, andando nas cidades organizadas, apertando botões, tudo clean, clean e rápido. Olá, ohaiô, bom dia. Acordando agora. Acordando que nada, já passou da hora do almoço. Sushi, sashimi, será que é assim aí? Clean, clean e rápido. Música no Ipod, wireless everywhere, parando pra tomar um chá. Correndo, gente, gente. E macarrão com palitinho. Mishoshiro no palitinho. Longe de casa, longe de tudo, longe pacas. Rezando em lótus, vendo flôr de cerejeira. Uma vez conheci um casal americano, bem Texas, recém casados. Em Paris. Ele ia ser transferido pra Tókio, ela ia junto. Comprar, ela queria comprar e encontrar as amigas americanas dos outros maridos transferidos. Eram americanos que gostavam de americanos. Narciso acha feio o que não é espelho. Bem Texas, pareciam do exército, estava tudo programado, aumentos e bonus em dólar. Riam, eram loiros, dentes branquíssimos. Eu gosto dos orientais, me passam confiança. Agora lembrei do China, que jogava bola comigo no colégio. Que não era chinês, e sim de família coreana. Era muito complexo pra nós. E uma vez China, sempre China. E do Japa, que, esse sim, era chinês. Gente boa. Konitshuá, amigos do Japão. Boa noite, em japonês. Quem me ensinou foi uma japonesa legítima, dentro de um carro, numa outra madrugada como essa, em San Diego na Califórnia. Há exatos 17 anos. Acho que vou cavar aquele túnel no chão do meu apê, que vai atravessar o meio da Terra e amanhã de manhã apertar sua mão. Sai no Japão, né?

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O ORKUT, as pessoas e o shopping Iguatemi

Ontem passei o dia de bobeira. E põe bobeira nisso. Passei umas 3 horas no Orkut. Conclui que ele se assemelha muito com as coisas que já foram inventadas. Ele ajuda as pessoas a se encontrarem, ajuda as pessoas a se conhecerem, serve como fonte de informações e com tudo de bom, tem gente que usa ele para ameaçar, marcar briga, difamar o vizinho. É estranho as pessoas pegarem uma coisa que foi feita para ser legal e acabarem fazendo péssimo uso da mesma.

Aproveitando que já estava “on line” acabei lendo os e-mails que chegaram na sexta sobre o programa. De novo as pessoas me surpreendem. Como tem gente exageradamente legal, gente exageradamente chata e gente que exageradamente deturpa o que foi ou não foi dito.

Acabei passando no Shopping Iguatemi para trocar um presente e fiquei impressionado. O Iguatemi é a coisa que mais se aproxima da realidade do “ primeiro mundo” e é ao mesmo tempo a coisa mais fora da realidade que existe no país. Shopping e lojas bombando. Gravatas de R$ 1.000,00, sapatos de R$ 6.000,00, uma mala de R$ 10.000,00 e se estão lá é porque alguém compra. Será que as pessoas que compram são as mesmas do Orkut ou as mesmas que nos escrevem. Será possível criar um perfil ? Por via das dúvidas entrei no Orkut de novo e procurei a comunidade do programa. Aparentemente por lá, nada estranho acontece, fiquei um pouco aliviado. Definitivamente o mundo não precisa de pessoas que deturpam as invenções, pessoas que deturpam o que foi dito ou não aceitam outras opiniões e definitivamente ninguém precisa de uma gravata de R$ 1.490,00.

Viva a simplicidade. Viva um almoço do dia das mães. Sem orkut, sem polêmicas e sem gravatas. Apenas você e as coisas e pessoas que de fato precisamos.


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A Pergunta que Faltava

O "extra" da entrevista de sexta, com o chef Benny Novak dando uma receita para um "verdadeiro" ovo mexido:



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O papa e as fardas

Acabo de voltar da rua. Caminhei nos arredores do estádio do Pacaembu. Hordas de fiéis surgem de todos os lados. Batas, batinas de todas as cores. Freis e coroinhas, adolescentes, todos na esperança de ver (?) ou ao menos dividir o mesmo espaço físico de Bento XVI. Nas avenidas o policiamento é ostensivo, tudo parece em ordem, em paz, porém a cada esquina passo a reparar em pequenos grupos de dois ou três homens fardados. É o exército, e ele está nas ruas para ajudar a preservar a ordem. Sinto uma sensação estranha. Ando mais lentamente e reparo nas expressões, nas fisionomias, nos traços daqueles que habitam àquelas fardas. São meninos, de dezoito, vinte anos. Sempre desconfiei dos que defendem a presença do exército para combater a violência urbana. O exército não é apenas uma instituição, mas uma multidão de garotos, normalmente pobres, vestidos de verde com um fuzil na mão. Não só aqui, mas no mundo inteiro, como bem atesta essa insana guerra do Iraque. Será que pretendemos resolver nossos problemas urbanos mais graves, confiantes nos mirabolantes efeitos que essas fardas podem causar em nossa geografia? Ou ainda, apesar de pouco mais de duas décadas de democracia, será que ainda precisamos sinalizar a nós e ao mundo que tudo permanece em ordem?

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No programa desta semana, dois "chef de cuisine" da nova geração, a Ana Luiza Trajano e o Benny Novak

Sexta, às 19.00. O papo vai ser bom, até lá!

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São Paulo e Grêmio

Antes que o Teco escreva, aí vou eu. Acho que o SP fez pouco nos dois jogos. Criou pouco. Perdeu a classificação no Morumbi, quando podia ter feito mais. Não fez, vamos ao jogo de hoje. Estava claro que se hoje o SP fizesse um gol, estava classificado. Tinha feito em 26 dos seus 28 últimos jogos. Mas achou que aconteceria "naturalmente". Ficou "administrando", porque na hora certa marcaria. A hora certa era o segundo tempo. Mas entrou com só um homem na frente, Aloísio, um bolo no meio, e dois laterais que não podiam avançar, porque era o Grêmio que atacava. Ficou amarrado e sem opção de ataque. Se tivesse três zagueiros, os laterais estariam mais livres. E num jogo desses, o Júnior tem que jogar. No meio, J.Vágner é bem melhor que Hugo. Souza e Ilsinho ocupam o lado direito, mas não estão numa grande "fase". Ok, com dois zagueiros e dois volantes, eles ficam (cadê o Reasco?). Com três zagueiros, dois volantes, um sai. O Leandro é um erro. Não marca direito, não ataca direito. Aí é que o Hugo podia entrar até o Dagoberto aparecer. O que o Muricy fez, pra mim, foi uma bela salada, com umas substituições que só ele entendeu. E o Grêmio, que é mediano, levou. Porque fez um correto, corretinho arroz com feijão. Mas sãopaulinos, fiquem tranquilos. O Boca vai levar. E o Autuori voltar.

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"Habemus Papam"

Ontem sai para jantar com um amigo. Como sempre quando isso acontece, o papo é bom, a noite agradável e depois de alguns vinhos, as perguntas e considerações aparecem. Ontem, meu amigo Daniel Andreoli, me fez alguns questionamentos. Como estava "lesado" e tenho andado preguiçoso, resolvi pedir a ajuda de vocês.

Não é estranho o PAPA viver no luxo se Jesus e a igreja pregam o contrário ?

Não é estranho o PAPA ter 20.000 pessoas na sua segurança, se teoricamente ele deveria estar entre "nós" ?

Porque o trajeto do PAPA, que vai parar a cidade, vai ocorrer às 18h. Sabidamente e universalmente a hora do caos ?

Porque Frei Galvão será canonizado no Campo de Marte? Não deveria ser em Aparecida ou na Sé ?

Quantos ônibus com fieis estarão indo sexta às 18h ao Pacaembu?

Qual avião é melhor: do Papa ou do Lula ?

Isso foi o que ouvi dele, querem saber o que ele ouviu de mim ?

Muricy, porque o Richarlysson ?

Porque Jorge Wagner, Dagoberto e Junior no banco ?

Porque temos o melhor elenco e não temos um time ?

Porque Souza e Hugo armando e Leandro atacando ?

Porque o Aloísio não faz gol ?

Porque pegar o Grêmio tão cedo ?


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A resposta que faltava

Eis o "extra" da entrevista com Mairovich. Ele faz uma comparação entre o crime organizado daqui com a Máfia italiana.



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Primavera na Toscana

Com três cores você faz uma paisagem. Com três cores você conta uma história, a história que quiser. Você as mistura e inventa uma cidade, e então com cores uma região você inventa. Terra, azul e verde, com esses ingredientes se desenha na memória a Toscana. Terra das casas, dos muros, muralhas, terra que corta caminho entre o verde. O verde é o que permanece, é o que “lá já está”. Às vezes como um cipreste que te encobre com sua sombra, às vezes como o cinturão que envolve a cidade, sumindo ao alcance do olhar. O azul está no céu, e então você descobre uma mágica: a Toscana está invertida, de cabeça pra baixo, seu céu é o espelho onde você enxerga a cidade, e a cidade em que você pisa, essa sim, é o céu, o céu que inventaste. É o que se descobre andando pela Toscana. É o que se descobre vendo o mundo de suas torres, mirantes. É o que se descobre quando você contempla outra Primavera, a de Botticelli.

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FAZ TEMPO

Ontem soubemos que com 1 ano de atraso, a Petrobras resolveu engrossar com a Bolívia. Demorou. Demorou demais, o tempo não volta, mas pior do que a demora seria não fazer nada. Azar de todos, mas azar do povo boliviano que elegeu um Presidente que resolveu comprar uma "ïnjusta" briga simplesmente com a empresa que mais investiu na Bolívia até hoje.
Faz tempo que, erroneamente, acredita-se que os bancos lucram com os juros altos. Os lucros recordes divulgados ontem pelo Bradesco e hoje pelo Itaú, mostram que em qualquer cenário, com qualquer adversidade, os bancos BEM GERIDOS, dão lucros e isso já faz tempo.
Quem tiver tempo leia a entrevista do técnico Emerson Leão na Playboy desse mês. Li e não entendi porque todos fazem algo de errado com ele. Porque um sujeito tão bom e tão correto, tem tantos inimigos. Fazia tempo que não lia alguém tão "desconectado" com o que falam de si.
Sexta, tem PAPA em São Paulo. Amanhã tem São Paulo no Sul. Domingo começa o campeonato brasileiro e em um mês começa o PAN no Rio. Vai ser um caos na cidade, vai ser uma guerra no SUL, vai ser uma longa jornada para o Corinthians e sobre o Pan ... sobre o Pan espero que seja uma festa do esporte e da cidade pois a preparação do evento foi uma grande vergonha.
Pra terminar, o Governo anunciou ontem que 50% do PAC está com atraso. Mudam -se os nomes, mas o resultado é o mesmo. Nada anda, nada sai do lugar e a razão é simples: são sempre as mesmas pessoas e isso também já faz tempo.

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Gaivota

Bom, eu teria muito pra escrever, mas vou começar pelo óbvio. Obrigado.
Eu jamais imaginava esta repercussão, tanto aqui nos comentários, recorde total de acessos, ou em outros lugares, como o blog do Juca ou na ESPN Brasil. Das pessoas que ligaram, inúmeras; e de quem falou comigo em encontros neste fim de semana. O que eu mais ouvi foram palavras como ética e atitude. Quando eu dava aulas, sempre imaginava o teatro como aquela pedra que vc joga lá no meio do lago. Primeiro, numa pequena onda, ela faz um círculo. Depois outro e outro, cada vez maiores, conforme o peso da pedra. A imagem, na verdade, não é minha, e sim do Tcheckov, dramaturgo russo. Bom, tive a impressão agora que joguei a pedra, e quando fui ver, a onda, de tão grande, me cobriu e molhou todo. Na verdade, acho que todos queremos a mesma coisa, e isso não tem a ver necessariamente com futebol. E sim, como disseram, com ética e atitude.

Espero que quem apareceu por aqui tenha gostado e continue aparecendo. Mais uma vez obrigado, e abraços a todos.
( E falando em ondas...o Peixe.. )

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O Convite

"Caro Dan Stulbach,
 
Em nome do Sport Club Corinthians Paulista e do Sr. Alberto Dualib, presidente, venho por meio deste, convidar o ator Dan Stulbach para conhecer o Memorial, localizado na sede do clube.
 
Para reviver grandes emoções, três telões gigantes mostram as defesas, as jogadas, os dribles e também os gols importantes de jogos memoráveis. De repente, você se depara com um enorme painel repleto de fotos de equipes corintianas, desde sua fundação em 1910, ano a ano, até os dias atuais.
 
Para finalizar essa viagem no tempo, uma sala de cinema resgata, através de filmes, todos os gols e as narrações das conquistas de todos os títulos.
 
Aguardamos sua resposta, já que você é um corintiano Ilustre. 
Ana Paula Silva
Assessoria de Comunicação"


A Resposta

"Cara Ana Paula Silva,

Primeiramente, muito obrigado.
Mas, do Sr. Alberto Dualib, só aceitaria um convite para o dia de sua saída da presidência do querido Sport Club Corinthians Paulista. Creio ser este, hoje, o verdadeiro desejo de um corinthiano.
Ainda mais, não posso aceitar o convite porque todos consideram o Memorial lindíssimo e muito bem feito. Portanto, com certeza eu sentiria fortes emoções ao reviver as lembranças de nossas conquistas. E naturalmente, ao reconhecer no todo uma identidade agora perdida.

Celebrar o passado glorioso, a nossa história; frente ao nosso triste presente e a um previsível igualmente vergonhoso futuro, seria emoção demais. Seria triste demais.
Assim, prefiro não ir.
Naquela que chama de viagem no tempo, eu só pensaria no tempo perdido do agora.

Sem mais, do nem tão ilustre assim,

Dan Stulbach"




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SÓ FALTA NEVAR ...

No meu computador todas as luzes que piscam, são amarelas (sinal de alta). Amarelas com traço em baixo, significam máximas. Vejo muitas máximas na tela. Hoje o Ibovespa superou pela primeira vez os 50.000 pontos. Achei que apenas meus filhos veriam isso um dia. Na Europa, Ásia e até nos EUA o movimento é similar.

Hoje se não fosse o BC comprar um Himalaia de dólar ele teria caído abaixo de R$ 2,00. Chegou a custar 2,005 quando ele resolveu trabalhar. Bolsas fazendo máximas, atrás de máximas, dólar em queda profunda, risco Brasil ?? que risco ?

Olho para a tela e posso afirmar. Estamos no primeiro mundo. Aqui no Mercado Financeiro a nossa diferença para a Suiça é um berro. Aqui o mundo nos enxerga com bons olhos e apetite. Aqui, não há empecilhos e falta de estrutura. Aqui só falta nevar.

O que continua a me "deprimir" é que não vivo aqui e minhas coisas não são aqui. E lá fora onde ando, vivo e respiro, o Brasil ainda é o Brasil, sem neve, e com milhões de anos de diferença para a Suiça. Lá fora ninguém está olhando para a gente, lá fora não há bons olhos, lá fora faz um calor e tem trânsito, lá fora vão instalar mais uma CPI. Lá fora as luzes que piscam não são amarelas e o risco ... o risco está por toda parte !!

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Nesta sexta 19:00, o jurista Walter Maierovitch.

Vamos falar dos fatos recentes, e com a pessoa certa. Até lá!


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Veneza

Veneza é a cidade que come os olhos. Estes, de tão extasiados, pulam das órbitas e como coelhos percorrem toda a cidade, tentando recolher algo que possa ser guardado, contado. Veneza é uma miragem a que se permitiu reproduzir no mundo físico. Você quando a habita se desmaterializa. Seu corpo passa a ser uma imagem daquele em que você vive, e então, esse outro você flana, plana leve pelas ilhas. Esse seu novo ser, se quiseres, pode ser tudo o que você não se permite. Assim uma nova vida você ganha, uma vida de poucos dias. Você se entrega à cidade, passa a pertencer a ela, recebendo em troca a certeza de que seus olhos lá estiveram. E quando tudo acaba, Veneza permanece em você como algo fátuo, quase imperceptível: uma nota, uma cor, um cheiro. Só pra você se lembrar do primeiro dia em que o mundo – pelo menos o seu novo mundo – foi feito.


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Strepitoso

É o que se diz em italiano para algo espetacular, espantoso. Mas a sonoridade da palavra diz mais do que qualquer tradução. Esta é a lição número um de minha viagem à Itália: dizer coisas sem ter quer traduzi-las, explicá-las. Dizê-las como um estrondo, ou como um movimento de mãos, uma expressão facial. Muito posso dizer sobre essa viagem, muito posso dizer sobre o imenso vácuo – muito maior do que o Atlântico – que separa o bloco europeu do nosso mundo da América cá de baixo. Mas comecemos apenas por um adjetivo, algo que dê característica às coisas. Comecemos então com este: que o futuro que nos espera não seja menos do que “strepitoso”.


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Praia de Ponta Negra, hoje. Praia de ponta Negra, qualquer hoje.

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PRIMEIRO DE MAIO


Maio começou hoje. Feriado e aniversário da morte do Senna. Hoje há 13 anos fui em um São Paulo e Palmeiras e vi pela primeira e única vez na vida um Morumbi lotado em silêncio. Naquele dia dormi triste, pelo Senna e pela derrota do São Paulo. Maio é o mês das mães e o mês das noivas. Maio é também o mês em que a bolsa sempre cai. Maio é o mês em que finalmente lá pelo dia 23 paramos de trabalhar para pagar os Impostos. Esse mês deve ser como todos os outros maios para mim: um mês legal que coisas boas acontecem e um mês que poderia ser melhor se as coisas estivessem nos lugares corretos.

Maio de 2001 foi o mês em que eu voltei ao Brasil após morar nos EUA. Em maio de 2006 fizemos um mês de fim de expediente, uma experiência para mim pra lá de inusitada. Maio de 2007 entrará para história por outras razões: será a primeira vez que deixarei de lado o São Paulo, os juros, o Ibovespa, as aplicações, o trabalho, as metas, a cidadania. Em maio pouco importa o resultado de tudo isso, só me interessa saber se é menino ou menina.


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A Pergunta que Faltava

Vamos tentar, sempre que der, colocar aqui uma pergunta não feita na entrevista do programa. Tipo "extras do DVD", exclusiva para quem aparece no blog. Dessa vez, o Ricardo Freire responde a seguinte pergunta: E volta ao Mundo, vc já fez? Como se faz? Tem preço acessível para os mortais?



Os links:
>http://viajenaviagem.wordpress.com
>http://www.skyteam.com
>http://www.oneworld.com
>http://www.staralliance.com

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Check-in

Gostei muito do programa de hoje, o Ricardo é divertido e sabe do que fala. E falar de turismo é muito gostoso. Faltou tempo pra tantas histórias, lugares e dicas de viagem. A pedidos, como o da gentil ouvinte Ana Carolina Ramos, aqui transcrevo alguns sites que o Ricardo Freire indicou e que com certeza vou dar uma olhada: hostelworld.com; venere.com; tripadvisor.com; skyscanner.net

Depois, fora do ar, falamos sobre o Japão, lugar que eu adoraria ir, daí ele indicou o japaneseguesthouses.com e o japan-guide.com

Os livros que falamos foi o "Blue List", do Lonely Planet, com dicas ótimas de viagens, e o "A Arte de Viajar", do suiço Allain de Botton, ambos encontráveis por aqui.

Boas viagens para a Ana e pra todos, e se os aviões e as estradas deixarem, bom feriado!

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Conforme prometido no post abaixo, o link. Definivamente, sou um iniciático acabático.



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My Generation

A dica foi do João Carlos Santana da CBN. Quarenta velhinhos britânicos, vários deles centenários, gravaram uma versão de "My generation", de seus compatriotas do Who. A banda de veteranos, chamada The Zimmers, gravaram a versão do rock nos estúdios londrinos de Abbey Road, onde os Beatles imortalizaram seus grandes sucessos. E já marcaram uma turnê que os levará também a Espanha.
Dê uma olhada, imperdível.
http://www.youtube.com/watch

Como eu não consegui, por incompetência internáutica colocar o link direto (vou aprender, sou um iniciático acabático) entre no youtube e procure por "my generation" que dá tudo certo.


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Sai Dualib, sai, sai, sai Dualib e sua turma, sai, sai....

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Dica
para quem gostou do convidado de hoje ou está curioso, vale a pena dar uma olhada no blog do Ricardo Freire, o http://viajenaviagem.wordpress.com
Dica do ouvinte e blogueiro Paulo no post abaixo. Até o programa, obrigado!

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O TEXTO, O CARA (por pura admiração e por querer ter escrito, divido com vocês)

Iniciativa é a capacidade que todos nós temos de criar, iniciar projetos e conceber novas idéias.
Algumas pessoas têm muita iniciativa e outras têm pouca.

Acabativa, é um neologismo que significa a capacidade que algumas pessoas possuem de terminar aquilo que iniciaram ou concluir o que outros começaram. É a capacidade de colocar em prática uma idéia e levá-la até o fim.

Os seres humanos podem ser divididos em três grupos, dependendo do grau de iniciativa e acabativa de cada um: os empreendedores, os iniciativos e os acabativos - sem contar os burocratas.

* Empreendedores são aqueles que têm iniciativa e acabativa. Um seleto grupo que não se contenta em ficar na idéia e vai a campo implantá-la.

* Iniciativos são criativos, têm mil idéias, mas abominam a rotina necessária para colocá-las em prática. São filósofos, cientistas, professores, intelectuais e a maioria dos economistas. São famosas as histórias de economistas que nunca assinaram uma promissória. Acabativa é o ponto fraco desse grupo.

* Acabativos são aqueles que gostam de implantar projetos. Sua atenção vai mais para o detalhe do que para a teoria. Não se preocupam com o imenso tédio da repetição do dia-a-dia e não desanimam com as inúmeras frustrações da implantação. Nesse grupo está a maioria dos executivos, empresários, administradores e engenheiros.

Essa singela classificação explica muitas das contradições do mundo moderno.

Empresários descobrem rapidamente que ficar implantando suas próprias idéias é coisa de empreendedor egoísta. Limita o crescimento. Existem mais pessoas com excelentes idéias do que pessoas capazes de implantá-las. É por isso que empresários ficam ricos e intelectuais, professores - entre os quais me incluo - morrem pobres.

Se Bill Gates tivesse se restringido a implantar suas próprias idéias teria parado no Visual Basic. Ele fez fortuna porque foi hábil em implantar as idéias dos outros - dizem as más línguas que até copiou algumas.

Um dos problemas do Brasil é justamente a eterna predominância, em cargos de ministérios, de professores brilhantes e com iniciativa, mas com pouca ou nenhuma acabativa. Para o Brasil começar a dar certo, precisamos procurar valorizar mais os brasileiros com a capacidade de implantar nossas idéias. Tendemos a encarar o acabativo, o administrador, o executivo, o empresário como sendo parte do problema, quando na realidade eles são parte da solução.

Iniciativo almeja ser famoso, acabativo quer ser útil.

Mas a verdade é que a maioria dos intelectuais e iniciativos não tem o estômago para devotar uma vida inteira para fazer dia após dia, digamos bicicletas. O iniciativo vive mudando, testando, procurando coisas novas, e acaba tendo uma vida muito mais rica, mesmo que seja menos rentável.

Por isso, a esquerda intelectual e a direita neoliberal conviverão as turras, quando deveriam unir-se.

Se você tem iniciativa mas não tem acabativa, faça correndo um curso de administração ou tenha como sócio um acabativo. Há um ditado chinês, "Quem sabe e não faz, no fundo, não sabe" - muito apropriado para os dias de hoje.

Se você tem acabativa mas não tem iniciativa, faça um curso de criatividade, estude um pouco de teoria. Empresário que se vangloria de nunca ter estudado não serve de modelo. No fundo, a esquerda precisa da acabativa da direita, e a direita precisa das iniciativas da esquerda. Finalmente, se você não tem iniciativa nem tampouco acabativa, só podemos lhe dizer uma coisa: meus pêsames.

Stephen Kanitz é administrador por Harvard (www.kanitz.com.br)
Editora Abril, Revista Veja, edição 1572, ano 31, nº 45, 11 de novembro de 1998, página 22


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E nesta sexta 19:00, o jornalista e turista profissional Ricardo Freire

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Fica Muricy, fica Muricy, fica Muricy......fica...fica...

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texto de Hélio Pelegrino

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Quem tem direito?

São Paulo, 25 de abril, 19:30 h minutos. Estou há exatas 11 horas no trabalho. Tinha alguns planos para hoje após às 18h: Poderia ir com minha mulher ao médico, poderia ir ao clube correr um pouco para “desestressar” um dia de trabalho, poderia ir fazer um happy hour com um amigo e lá pelas 21h iria ao Morumbi ver o jogo do meu time.

Os verbos estão desta maneira porque às 18h, no horário do rush, de uma das 5 maiores cidades do mundo, da cidade mais importante do continente e do país em sua avenida mais importante e central, 5 mil professores resolveram que NINGUÉM poderá fazer nada hoje a noite, nem ir para casa.

Eles estão defendendo ou reinvindicando uma tonelada de coisas e tenho quase certeza que boa parte delas, com total razão. A pergunta é: isso dá a eles o direito de impedir TODA A CIDADE de ter seus planos concretizados? Dá a eles o direito de impedir que alguns cheguem para a prova na faculdade, que alguns percam aniversários, que alguns percam o nascimento de alguém próximo, que alguns cheguem em casa porque trabalharam 11 horas hoje?.

Faz sentido para vocês alguém clamar pelos seus direitos, ferindo os direitos dos outros, ainda mais quando os outros não são os culpados?

Deve haver um meio mais prático e civilizado que lutar pelos seus direitos do que fechar a Av Paulista às 18h. Se não tem, alguém precisa criar.


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DE VOLTA AO TRABALHO

O Brasil sempre foi uma barquinho frágil. Em toda crise mundial, éramos devastados e destruídos facilmente. Aconteceu isto praticamente todas as vezes que algo sério no mundo ocorreu. A única vantagem das crises era que quando elas chegavam os Governos se mexiam (tardiamente). Sendo assim conseguimos fazer pequenos avanços que as crises nos forçaram. Interessante salientar que essas medidas, se tomadas anteriormente, não nos protegeriam, porém machucariam menos o pequeno e frágil barquinho chamado Brasil.

Nos últimos 5 anos, as tempestades, maremotos, tufões, redemoinhos e ataques de tubarões brancos deram lugar ao sol. Em vez de perigo, nosso barquinho agora nada em aguas rasas, com vento a favor, sol o ano todo e para completar golfinhos e gaivotas rondam nosso bote. Nossa velas e nosso casco ainda estão danificados, muita coisa não funciona mais, porém, com sol e vento a favor, o navio vai que vai ...

O grande problema é esse. Essa era a hora dos marinheiros consertarem o navio. Tornarem nosso bote mais rápido, mais potente, mais forte. Pintarem a proa, costurarem as velas e no entanto o que os marinheiros tem feito nos últimos 5 anos? Colocaram seus shorts e passam a semana tomando sol no convés do navio.

Ao invés de aproveitarem agora para trabalhar e poder ficar anos tomando sol, preferem ficar pouco tempo de bobeira e depois ser engulido pela próxima tempestade mundial, que obviamente, um dia vai aparecer. Já demoramos 507 anos, talvez seja hora de voltar ao trabalho.


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Pra ouvir

Nas dicas de sexta, o novo livro de Amóz Oz, "Das Profundezas do Bosque", e a música de James Morrison. Uma palhinha abaixo. Wonderful World.

...

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Azul

Eu jamais faria isso. Vir aqui, neste blog, exaltar a derrota de um time. Nunca, jamais. Nunca inventaria uma hipótese remota de ter ficado feliz, felicíssimo. De ter pulado no sofá, por conta de um chapéu na pequena área dado por um jogador que nunca tinha ouvido falar. Eu não seria capaz de fazê-lo. Como podem, seres humanos sentir tal atrocidade? Ainda mais porque o meu time não existe mais. E é péssimo. Seria só por mero despeito, sentimento vil. Seria sem lógica. Quatro gols, fora o chocolate. Surpreender-se com o resultado e ainda proferir...eu sabia...eu disse...Seria desumano, impiedoso. Assistir as mesas redondas e ver seu técnico todo emburradinho, e rir?. Perdão, mas não sou capaz. Ainda mais, sabendo que o Teco é torcedor deste time e que hoje é seu aniversário. E de tantos ouvintes... Parabéns companheiro, tô contigo nesta tua dor. Comprei de presente pra vc um DVD da Walt Disney! Vamô lá, futebol é uma caixinha de surpresa. Puxa vida... que pena.

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teu grito pertence a uma arvore entreaberta por um raio, um relâmpago prateado que do céu tomba. Partindo em duas a árvore com uma só espada

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Hoje tem Fim de Expediente com o economista Antônio Correa de Lacerda

Às 19:00, como sempre. O convidado, Teco e eu daqui; Zé Godoy da Itália. Você, de qualquer canto. Até lá.

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Joguei a toalha

Um dia um amigo mais velho me deu o seguinte conselho sobre as mulheres: Quando você "endeusa" uma mulher, você nâo "pega". A teoria dele era que as mulheres suportam mais os defeitos do que os homens, por isto, normalmente é mais fácil agradá-las. Por outro lado se você colocá-la onde ela de fato nâo está, ela vai gostar e vai começar a te tratar como se ela fosse o máximo e você o mínimo. A teoria, apesar de duvidosa, foi comprovada por mim milhões de vezes quando aquela garota mais bonita do colégio não te dava bola, mas saia com caras da rua muito piores que você, porque no colégio ela era a Deusa, na rua uma garota normal.

Extrapolei isto para muitas outras coisas e por exemplo não gravo nada do que falo ou apareço; tentei não "pirar" de ter ido ao Jô Soares; não "eternizo" alguns momentos porque acho que se eu "endeusar" a situação, ela deixa de ser corriqueira para ser o "máximo".

Tudo ia bem até ontem. Ontem eu joguei a toalha. Abandonei a teoria. Resolvi endeusar. Resolvi ser normal novamente. Não resisti e tirei 5 fotos dentro da FNAC da Al Santos (na hora do almoço pra piorar). Não podia deixar em branco. Me senti um ridículo. Tão ridículo quanto quando eu lembro de como eu "endeusava" algumas mulheres. Voltei ao normal. Coloco uma mulher no pedestal e tiro fotos de uma vitrine. TATATATATATATA, OLHA A FOTO QUE SAIU.



Escrito e vivido por Teco, postado por Dan

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Check-in

Cheguei e encontro uma SP surpreendentemente calma. Sem trânsito, chego em casa. Sim, é aqui. Na caixa de mensagens a confirmação do convidado do programa de amanhã. Será Antônio Correa de Lacerda, economista e professor da PUC. Botei água nas plantas e vou sair. Uma SP surpreendentemente calma é quase um presente.

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Dezoito, quarta

De novo, 1:40. Estou deitado na cama do meu hotel sulista. Acabo de chegar, jantar de despedida. Há 7 minutos, estouraram fogos de artifício para acordar a delegação do Nacional do Uruguai que está aqui perto. Quem dormia, agora não dorme mais. Amanhã estou de volta, de volta pra casa. Não li os jornais, por conta das filmagens, mas sei que há tiroteios e mortes por todos os lados. Não li, mas sinto como se tivesse. Tenho tido esse sentimento de gosto de guarda-chuva na boca, de um certo cansaço das velhas novidades. E um amor, cada vez maior pelo simples. Vi uma senhora entrar só, de biquini azul no Rio Guaíba. Andei num carro que os filhos contavam piadas e e seus pais riam felizes. Me espantei quando descobri que uma garota com cara de santa tinha transado com três ao mesmo tempo no quarto ao lado do meu ( enquanto escrevia o post abaixo), e foi ela quem me contou. Comi um milkshake de flocos e dei outro de presente. Aliás, dei outros dois presentes. Tive saudade de uma garota e sentei numa varanda do alto, altíssimo de um prédio antigo. Dali convenci uma outra garota gritar para cidade seu sonho, mas ela não conseguiu. Grita, grita! E ela falava baixinho, envergonhada. Fiz cena de cotidiano, outra de promessas infindáveis, outra de sexo intenso, outra de briga e claro, a do fim de tudo. Vivi um relacionamento completo num ciclo de oito horas. Por ali, quando a filmagem quase acabava, ouvi, ela ali na varanda, sozinha berrando. Um grito só. Voltou, ninguém entendeu, e ela gritou de novo. Todos deram uma pausa, uma risada coletiva e aplausos.
Tudo hoje, num dia só. Amanhã estou de volta.

ps- enquanto escrevia este post, estouraram por duas vezes fogos no hotel vizinho. E confesso que agora, agorinha, pensei ter ouvido no quarto ao lado um possível agito.

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Lembranças

Olho pela janela e lembro do Bill Murray. Encontros e Desencontros. Só que aqui não tem a Scarlett, pena. Nem os japoneses. Olho pro Guaíba. São 1:23 e daqui faz um silêncio danado.

Nair Bello. Lembro dela no carro, a gente voltando do Projac. E depois indo pro aeroporto, pra voltar pra SP. Pra casa. Pq pariu, ela falava. E, não sei por que cargas d'agua, me chamava de professor. Era alegre, irreverente e daquelas pessoas que vc sempre queria estar por perto.

De toda empáfia, nossa implicancia e exageros a parte; me sobrou uma bela Buenos Aires na lembrança. Na verdade, nem tão bela. Mas me deixou uma espécie de saudade do que poderia ter sido. Poderiam ser um grande país, poderiam ser mais justos. Poderiam não ter sido explorados, nem ter se destruído politicamente ao longo dos anos. Com indignação e educação, por outras rimas óbvias, civilização e nação. Ver o outro é sempre ver a si mesmo.

Comprei Jorge Drexler. Deve ser o jet lag. Mas, por enquanto, é bom.

E o Juca, hein? Algumas das coisas que ele falou, e como falou, me lembraram o Coppola (Poderoso Chefão, Apocalipse Now..) naquele programa, o Actor's studio.
- Por que vc faz o que faz?
- Porque quero mudar o mundo.
- Assim?
- Assim.

Cosmópolis, Boston, Lincolshire, Troy, Ilhéus, Baguim do Monte, Osaka, Winter Springs, Tehran e tantos outros lugares. Obrigado pelos acessos.

E por fim, antes que tenha fim, o óbvio. São os tolos os melhores amantes.







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TRÊS MOMENTOS

Acabo de falar com o Dan ao telefone. Ele está filmando no Sul. Zé deve estar se entupindo de vinho na Itália. Sozinho em casa, após mais um episódio de LOST, me preparo psicológicamente para um dos piores momentos do ano. Não sei se foi pelo fato de eu estar cansado ou com fome ou de saber que o Zé está na Itália, mas esse ano doeu mais. Talvez a culpa tenha sido do programa de rádio. Isso mesmo a culpa foi do Fim de Expediente !!! Hoje fiz o diário com o Nonato e comentei com ele que a Receita quebrou pelo 15 mês consecutivo o valor arrecadado dos contribuintes. Que dia infeliz para fazer meu Imposto de Renda !!!!

O brasileiro trabalha 140 dias para pagar impostos. Isto significa, meu caro, que até agora TUDO o que você produziu nesse ano, ficou para o Governo. Será que foi por isto que o Zé tirou férias ?? para trabalhar menos para o Governo ??

Sendo assim temos apenas 4 caminhos pela frente: viver filmando para quem sabe passar o ano todo em uma outra realidade; tirar férias para sempre, exigir dos Governantes responsabilidade com os gastos e orçamento equilibrado para que os impostos parem de aumentar ou PAGAR SEM RECLAMAR UM ABSURDO DE I.R TODO ANO, SEM RECEBER NADA EM TROCA.

Já fiz a minha escolha e novamente fiz a minha parte. Quase 30% de tudo que eu produzi foi para Brasília. Ano passado levei o astronauta a Lua. Esse ano ajudei nas obras do PAN. Quando chegará a minha vez ?



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THANK YOU

Em nome de toda a equipe do fim de expediente (que é bem maior que nós três) gostaria de agradecer todo o apoio que nos foi dado. A comunicação / interatividade via emails, via blog, via comunidade do orkut nos ensinou e nos ajudou muito. Nos tornamos cidadãos melhores por esta experiência e esta experiência passa pela convivência com vocês.

Se a idéia do programa era fazer algo entre amigos, nossos ouvintes se encaixaram perfeitamente nisto, afinal essa acabou sendo a nossa relação. Se estamos acertando ou errando, agradando ou irritando é difícil afirmar, porém da nossa parte podem ter certeza: estamos muito felizes com os nossos ouvintes e suas opiniões a respeito do nosso programa, da nossa cidade, do nosso país. Até sexta, quando nosso segundo ano começa. Benvindo aos novos ouvintes, obrigado aos ouvintes de sempre


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Os bastidores de um programa especial

Quinta-feira, oito da noite, falo com o Dan pelo telefone. A voz dele está um fio. Imagine um ator acordar às três da manhã no interior do Rio Grande do Sul, viajar de carro até Porto Alegre, pegar um avião para São Paulo e fazer, entre outras coisas, uma reunião de pauta.
Corta.
No Morumbi o Teco continua com seu projeto de sustentar todas as bandas de velhinhos recauchutados que aparecem por aqui.
Janto cedo, vejo um filme com a Juliete Binoche e vou dormir
Sexta-feira. Tenho um plano perfeito. A melhor maneira de despistar uma ansiedade é inventar outra. Invento várias. Vou ao banco e pego a pior fila. Almoço num restaurante com 200 opções de pratos. Usufruo do direito de ter dúvidas. Compro um pacote de vitamina C na farmácia dos aposentados só pra demorar mais. Ligo pro Dan e deixo ele falar. Ele parece um tanto ansioso, então misteriosamente relaxo. O Teco nem se fale. Desde uma certa reunião durante a semana, ele está suando até pelas sobrancelhas. Fico em dúvida: será que estou muito calmo? Será que alguma coisa aconteceu comigo?
Para evitar futuros problemas, resolvo ficar ansioso. Volto pra casa e fico lendo a pauta, procurando perguntas a fazer pro nosso convidado. Ligo pro Dan e não paro de falar. Parece que estou em pânico, será? Olho para o relógio, são dez para seis. Que horas mesmo eu tenho que estar lá?
Caramba, não vai dá tempo!
Tomo um banho e ponho um terno. O colarinho não ficou bom. Bem agora! Troco de camisa. Mordo uma maçã. Pego um táxi, só para não andar 700 metros.
Chego ao local. Tudo parece sob controle, mas na verdade nada está. Micros, fones, microfones, as máquinas não estão querendo colaborar. Diante disso, nos reunimos, olhamos um para a cara do outro, e de repente é isso. Há uma calma, uma calma profunda de perceber que tudo o que devemos fazer é simplesmente o que sempre fazemos. Ao nosso lado há um homem, que mais parece um recorte retirado da história recente do país. Ele é agudo, ele acredita em algo. Estamos juntos, e de certa forma, é isso o que queremos fazer. Não há mais ansiedade, pois nós sabemos o que queremos. Nós não queremos que as mesma histórias, os mesmos erros e as mesmas pessoas ocupem o lugar que não lhes pertence. Estamos calmos porque isso parece ser certo. Essa é uma grande noite, há um monte de gente legal lá fora, e com um pouco de sorte, um monte de gente incomodada, não gostando do que estamos fazendo. Em meio ao caos se faz a vida. Não era assim que os gregos pensavam? No início de tudo era uma vertigem, uma grande confusão, mas então, de repente, a Terra se fez. Quem sabe se no meio de tanta balbúrdia, tanto cansaço, não surja um país? Ontem, durante uma hora, tive uma sensação de como ele poderia ser.





Aos amigos do blog saio de férias amanhã, espero trazer de volta boas estórias.


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E nesta sexta fazemos um ano!

Para quem não sabe, nesta sexta, 13/4, o Fim de Expediente faz um ano no ar. Mande sua pergunta ou sugestão aqui para o blog, ou por e-mail para fimdeexpediente@cbn.com.br. Nosso convidado, mais do que especial, será o jornalista Juca Kfouri. Aguardamos a sua participação!

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Blog com problemas

Tivemos alguns problemas esta semana nas nossas postagens, ao que tudo indica a situação já está normalizada e podemos voltar ao ritmo normal.

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Números e mais números

Poderia facilmente falar do dólar beirando os R$ 2,00 ou falar de mais um recorde da bolsa que bateu 47.200 pontos hoje ou até para os fanáticos, falar dos 1.000 gols do Romário. Esses números chamam a atenção, porém, bem ou mal, já viraram notícia comum, dado que sai todos os dias nas capas dos jornais.

Acabo de ver uma pesquisa divulgada pela CNT. Vou ser breve: 1 em cada 2 brasileiros avalia o Governo Lula como bom e 7 em cada 10 avalia o Presidente como bom. Saliento que esses números subiram em relação ao último levantamento, ou seja, se tivéssemos uma nova eleição hoje, Lula provavelmente teria mais do que os 58 milhões de votos que teve em Outubro.

Na mesma pesquisa as pessoas reclamam da violência e dos serviços básicos. Acham que tudo piorou. Se acham que isto piorou, como a avaliação do Governo subiu? Outra pergunta não me sai da cabeça: O que o Lula fez entre dezembro e hoje que fez com que a população ficasse mais satisfeita?

É nessas horas que volto a dizer que os números do mercado financeiro são lógicos e claros. Difícil é entender essas pesquisas e mais ainda entender o que nós queremos de nós mesmos.

Por fim, apenas 21% acham que o Governo teve alguma culpa no caos dos aeroportos. Alguém entende? Viva os 1.000 gols do Romário, viva o dólar abaixo de R$ 2,00 e viva o Ibovespa, rumo aos 52.000 pontos. O resto é muito difícil para um economista entender.


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Três cidades, três histórias

Estou no Rio, Dan em Buenos Aires, Teco em São Paulo. As três maiores cidades da América do Sul. Três promessas que se concretizaram em cidades tão diferentes. São Paulo, minúcula e provinciana até as primeiras décadas do século passado, tornou-se esse mamute imenso, que escapa ao olhar quando sobrevoada, que foge à escala do homem. Mas que ainda conserva, em alguns de seus modismos mais arraigados, um quê da vila fundada pelos jesuítas, pequeno entreposto comercial, local de saída para as Bandeiras que viriam a povoar o interior do país. O Rio, ex. capital do ex. grande Império português, tornou-se essa mistura caótica, confinada entre a mata e o mar. Seu Centro revela um mundo findado, as heranças arquitetônicas do seu passado. Dentro desses prédios é possível viajar numa máquina do tempo, visitar um passado não conhecido, se ausentar do presente tumultuoso. Já Buenos Aires, traz em sua alma uma certeza de quem foi grande. Um passado de riquezas, que se percebe na matéria deteriorada de algumas de suas ruínas. Buenos Aires se fosse humana, almoçaria sozinha, cercada de suas louças finas e talheres de prata, tocando um sino para um mordomo inexistente. Mas há uma nova Buenos Aires que nasce de dentro desta. Ágil, vertical, lunar. Imerge das névoas que povoam suas manhãs, e se pode percebê-la no bom corte das roupas de seus habitantes, na perfeição de uma xícara do melhor leite. Essa nova Buenos Aires não vive do que foi, traz o passado para o trato do dia-a-dia.


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  PROGRAMA
 

Sexta, às 19h, paulistanos e internautas têm um programa diferente: "Fim de expediente", apresentado pelo ator Dan Stulbach e com a participação do escritor José Godoy e do economista Luiz Gustavo Medina.

Durante uma hora e com muito humor, o trio passa a limpo os principais assuntos da semana, com entrevistas, reportagens e a participação dos ouvintes pelo e-mail:

fimdeexpediente@cbn.com.br

Ou pelo chat do "Fim de expediente":


Chat CBN


Para acompanhar o programa via internet, clique aqui:

CBN São Paulo

Para quem não agüenta esperar até sexta, de segunda a quinta os participantes do Fim de Expediente "aquecem os motores" no Jornal da CBN 2ª Edição, às 19h15min. Dan, Teco e Zé se revezam fazendo comentários sobre os principais assuntos do dia, numa conversa sempre muito descontraída com o âncora Roberto Nonato.

 
     
   
     
   
     
  PERFIS
   
  Dan Stulbach
   
  José Godoy
   
  Luiz Gustavo Medina
  Fotos de Eduardo Barillari
     
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