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Fim de Expediente
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No planet, no profit

Vi essa frase em uma manifestação há uns dois meses atrás. Ela significa que sem planeta, não tem lucro. Um grande amigo meu sempre diz que o que move as pessoas, as empresas e os Governos é o bolso, ou seja, quando o prejuízo passa a ser eminente, eles tomam as providências.

Claro que não é justo "jogarmos mais uma responsabilidade" nas nossas costas, porém, de fato, algumas simples soluções passam pela gente. Porque desmatam a Amazônia? Porque alguém ganha dinheiro vendendo a madeira para alguém que não se importa em fabricar algo com árvores da floresta e porque nós compramos móveis de qualquer empresa que nada exige dos fornecedores.

Multiplique isto por todos os produtos que consumimos e enfim temos um desastre eminente.

Claro que é simplista olhar alguns produtos e poluir o meio ambiente ou fazer outra coisa errada, mas acho que quando a sociedade começa a cobrar algumas coisas, elas andam. Mas a cobrança tem que ser no BOLSO das empresas. No site da BOVESPA, existe um índice de empresas consideradas "responsáveis". Dê preferência a produtos delas e as ações das mesmas. Existem diversos "grupos" formados por empresas que tem uma boa consciência social. Acho que o sucesso das mesmass ligadas às políticas sociais por elas praticadas, pode influenciar outras a seguir pelo mesmo caminho.

Olhando para o Brasil, para o meio ambiente e para o que está ocorrendo no mundo, me parece claro que algumas coisas estão mais ligadas do que parecem e que alguns problemas dos outros, acabam afetando a todos, por mais local, que isto possa parecer. Quem quiser continuar vivendo nesse planeta, ou quiser continuar tendo bons lucros, vai precisar abrir os olhos para esses problemas. Porque, de fato, sem planeta, não tem como haver lucros.




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E nesta sexta 06 de abril,o historiador e jornalista Heródoto Barbeiro

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Meu amigo Effa

Há uns vinte anos atrás, embarquei num vôo da Panam para estudar música nos Estados Unidos. A idéia era não mais voltar, ficar por lá, me candidatar a uma universidade, fazer a América. Algo que parecia ser mais possível do que viver de música no Brasil. Como cheguei em Novembro e as aulas só começariam em Agosto do ano seguinte, teria um longo tempo para me habituar ao país, juntar algum dinheiro, fazer alguns cursos. Foi num deles que conheci um camaronês de nome Effa. O Effa era uns dez anos mais velho e falava inglês com sotaque francês, o que era engraçado, mas como a única coisa que eu sabia na época sobre a República de Camarões era que eles eram bons de futebol e que seu craque se chamava Roger Milla, acabei ficando amigo do Effa, até para tentar aprender algo que desconhecia. Enquanto eu e o Effa fazíamos todo tipo de reparo nas casas da vizinhança, ele me contava que tinha vindo para a América para aprender Economia, e que quando se formasse, iria voltar para ajudar o seu país. Eu achava aquilo engraçado. Primeiro, porque eu não queria voltar para o meu país, que apesar de tudo, era muito mais rico do que o dele. Segundo, porque era difícil imaginar aquele cara pregando pregos ali do meu lado ajudando o seu país. Seja como for, tanto eu como o Effa fomos aceitos na Universidade, no caso dele, numa das melhores universidades da costa leste americana, mas pouco antes das aulas começarem, um surto de nacionalismo me tomou a alma, e resolvi voltar. O Effa ficou, e nos comunicamos por uns três, quatro anos, depois perdemos contato. Uns três meses atrás um amigo daquela época me enviou um e-mail. Depois das novidades de praxe, de me contar que acabara de ser pai, e que morava agora em Paris, ele me contou que alguns dias antes, enquanto folheava um jornal local, deu de cara com um rosto conhecido. Era o Effa. E a legenda do jornal o identificava como Ministro de alguma área do governo camaronês. Senti um frio na espinha. Não sei bem o que Effa faz, se é honesto, se é um bom político, mas se meu testemunho serve para alguma coisa, devo dizer que ele era um homem gentil e que deu duro para se formar, movido pela utopia de mudar o seu país.


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Sexta-feira 13, o programa será ao vivo e com platéia. Se quiser ir, é só acessar www.cbn.com.br

E até lá...

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Lá e cá

Acordo em São Paulo no dia em que Romário pode fazer seu milésimo gol. Nos EUA, um amigo me manda um e-mail me avisando que começa hoje a temporada de beisebol. Lá, o país inteiro está de olho em Barry Bonds. Ele deve nessa temporada quebrar o recorde de home-runs (rebatida para fora do campo) da história do beisebol. Assim como Romário, deve ser a última vez que isto acontece nesse esporte. Os americanos, ao contrário de nós, sabem valorizar os ídolos, os feitos e os recordes. Conto a ele do clima aqui no Brasil por conta do milésimo gol e ele me diz que lá mais da metade dos americanos está revoltada com a hipótese de Bonds quebrar esse recorde. Motivo: ele é acusado de usar esteróides e os americanos acham que sendo assim ele trapaceou para obter essa marca.

O San Fransisco Giants estréia nessa terça no campeonato. TODOS os ingressos para TODOS os jogos em casa do time (cerca de 70 jogos) estão esgotados e tudo em SF gira em torno do orgulho desse feito. Na página do time, comprei essa manhã uma camisa comemorativa de Barry Bons com o numero 741 nas costas (referente ao recorde). Chega em cinco dias aqui em São Paulo.

Na página do Vasco, nada. Queria comprar uma camisa do Vasco com o número 1.000 nas costas. Não existe. Queria algo desse momento. Não acho. Queria ajudar a eternizar esse momento do esporte brasileiro, desfilar orgulhoso com uma camisa, uma toalha, um boné, um adesivo do Baixinho, mas não foi possível. Semana que vem vou ao churrasco com a camiseta do B.Bonds. Sabe o que vou ouvir dos meus amigos ? Que sou um babaca, que fico dando corda pros americanos e que bom mesmo é o Romário.





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Irã



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Respiro



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Nesta sexta às 19:00, o jornalista Alberto Helena Júnior

Romário, 1000 gols, seleção, histórias do futebol e da vida. Mande sugestões, perguntas, comentários, o que vc quiser, por aqui ou pelo fimdeexpediente@cbn.com.br.
Até lá!

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A arte de ser pedestre em São Paulo

Sou um andarilho. Adoro conhecer a cidade em seus detalhes. Descobrir uma nova rua, um imóvel desconhecido. E em São Paulo esse hábito é ainda mais intenso, interessante. A poesia moderna não seria a mesma sem o hábito que os franceses chamam de “flânerie”. O “flâneur” é um dos grandes personagens de Baudelaire, e sem ele poucos poetas que lemos hoje escreveriam o que escreveram. Estou contando isso por um simples motivo. Ontem, enquanto caminhava, passei a observar o quão difícil está se tornando ser pedestre em São Paulo. Para ser um “flâneur” é preciso se deixar levar pelos estímulos que a cidade vai nos emitindo, algo que muitas vezes conseguimos quando viajamos. Mas logo percebi que essa possibilidade está se extinguindo em nossa cidade. Passei então a observar, em pequenos flashs alguns símbolos que revelam este fato.

Flash 1: Na faixa de pedestres percebo que esta não existe, já foi transformada em faixa de carros. Assim só resta ao pedestre compartilhar a avenida em que os carros circulam.

Flash 2: Num cruzamento sem sinal, me pego fazendo uma espécie de oração, elevando as mãos em prece à altura do peito, pedido caridosamente, que algum carro me deixe passar. Depois de muitas negativas, e muitas idas e voltas, sou obrigado a dar um ridículo pique de cinco metros.

Flash 3: Parado num grande cruzamento, me sinto repentinamente aliviado ao ver, que fechado o sinal, os carros obedecem sua faixa. Mas então, assim que meu pés pisam o asfalto, criaturas saídas de um mundo anterior a Thomas Edison, passam a lançar tochas de fogo para o céu, esperando (ou torcendo) que elas retornem, ali, logo ali, onde eu pretendo dar meu próximo passo. Sinto um calor súbito iluminando meu rosto, e pela fresta dos meus óculos, vejo a tocha aterrizando ao meu lado, na mão da criatura.

Vivo, mas ainda assustado, volto para a calçada. Passo a imaginar que tipo de poesia poderá ser extraída desses nossos dias, desse nosso convívio atual. Penso que se Baudelaire estivesse vivo, seria o baterista do Sepultura.


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Palhinhas

Li hoje que a Heloisa Helena vai ganhar R$ 1000,00 por mês para dar aulas. Lembrei do Lula falando que os ministros eram heróis porque ganham R$ 8000,00 (mais auxílios de moradia, gasolina, etc... aliás, vários etecéteras). Discordo. Questão de critério.

Aproveito e indico "Pro Dia Nascer Feliz", do João Jardim.

Ser chato é um talento. Pede trabalho, orgulho e consciência do seu lugar no mundo. O Dunga, por exemplo. Craque no assunto.

O pai ucraniano batendo na filha nadadora. Perdoei o meu. Mil vezes.

Acho "O Último Beijo" um filme legal. E só. Sem mágoas.

"Fica Leão...fica Leeão...". Se eu não fosse corinthiano, ia adorar cantar isso. Como sou, escrevo aqui porque perdi o sono.

Por fim, a dica. Amy Winehouse. Conhece? Vou botar no programa, vale. E se vc gosta de comprar Dvds pela internet, pesquise "Criterion". Vou dar uma volta, ver se relaxo. Até.



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O último beijo

Caros ouvintes, como vocês sabem, não entendo nada de cinema. Gosto e assisto a muitos filmes, mas não entendo nada. Para vocês terem uma idéia eu tenho apenas dois filmes em DVD. Não conheço atores, diretores, histórias, festivais e quando vou ao cinema, vou apenas para aprender ou me divertir.

Pois bem, um dos dois dvds que possuo é: “O último beijo”. Esse filme italiano é um filme que todos os homens deveriam assistir. Preferencialmente em turma. Considero ele TOP TEN, mas não levem isso muito a sério, pois não entendo nada de filmes.

Essa semana estréia a sua versão americana. Quase chorei. Ainda não assisti, mas já estou em depressão. Quem por acaso for assisti-lo, não deixe de ver a versão original. Um filme que remete ao começo de sua vida adulta, remete à sua turma, remete aos seus sonhos e te faz olhar para você hoje.

Minha última sugestão: vejam o filme sem ficar analisando muito. Sem essa busca incessante por explicações do Dan e do Zé, apenas divirtam-se.





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Muita fumaça

Hoje faz exatamente um mês que a bolsa da China caiu 9% e arrastou as bolsas do mundo inteiro por uma semana para baixo. Nesse mês teve também o problema do "subprime" nos EUA, lembram ?

Esses 30 dias o que não faltaram foram explicações, nervosismo e até mesmo pânico em algumas pessoas. Programas de fofocas e de variedades "convocavam" economistas para tentar explicar o que estava acontecendo.

Um dia, durante a entrada diária que fazemos, o Nonato me perguntou o que eu estava achando de todo esse caos. Tentei falar de uma maneira simples sem parecer ser superficial que não estava acontecendo nada. Que faz parte do mercado subir e cair e que na minha opinião havia muita fumaça porém não havia sinal de fogo. Completei dizendo que as pessoas precisavam estar calmas porque as coisas não mudam drasticamente de um dia para o outro, etc, etc, etc. Hoje acordo e vejo que as bolsas do mundo inteiro voltaram as máximas, o risco brasil é o menor da história e o dólar já custa 2,05. Pensei bem, pensei de novo e conclui o seguinte: sabem aquela fumaça sem fogo que havia me referido ? está saindo da churrasqueira dos investidores do mundo inteiro. Estão comemorando mais um ano em que será possível ganhar dinheiro no mercado financeiro. Alguém quer picanha ?


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De mitos e Domingos imperfeitos

O Corinthians era o “Todo-poderoso Timão”, e eu que não acreditava em quase nada, acreditei em seus super-poderes. Mas daí veio a Kriptonita russa, os verdes dólares sem dono. Distribuídos pelos bolsos, pelas bolsas, nas cuecas do Todo-poderoso. E então ele passou a empalidecer, a enfraquecer, sumir. Ontem, eu, devoto sem herói pra seguir, resolvi me aventurar por outros mitos. O “Super-certinho” ia jogar. Deitei no sofá, e nada, nada, nada. Apareceu um tal de Azulão (que nome bom de vilão!). E o Azulão se deu bem. Fiquei confuso. Carente, pensei em me bandear para o lado de lá. Mas apesar de adorar o azul, aquilo era demais para mim. Lembrei-me de um antigo sonho adolescente. Lembrei-me do Nelson Rodrigues: “Há coisas que só acontecem com o Botatogo”. Lembrei do Garrincha. Do mito, não do homem, que não conheci. Liguei a TV de novo, o Botafogo acabara de perder do América, outro mito tupiniquim. Será que o direito de se iludir foi banido do país? De repente um flash. Um Maracanã lotado. Me confundo. Isso está mesmo acontecendo? A bola sobra pro Baixinho, que abre as pernas, deixando-a passar calmamente, e então a reencontra, como um cavalheiro, um pouco mais à frente. Quarenta e três do segundo tempo, e ele chuta forte. Eu levanto do sofá. Eu quero gritar gol. Eu preciso por para fora o grito preso na garganta. Nem sei mais por quê. Eu quero meu direito à catarse. Mas o goleiro, imenso, materializando todos os nossos medos, defende. O jogo acaba. Mais um Domingo repleto de uma quase-alegria. Por favor, alguém poderia baixar uma portaria exigindo Domingos perfeitos?

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Wish

Eu fazia uma peça chama da Áurea Fera. Num teatro abandonado, na USP. Estava ali, cabelo comprido. Tinha uma garota que adorava tirar a roupa e tomar sol do teto do teatro. Nunca mais vi, mora no States. Tinha uma outra que era boa aluna pacas, organizava tudo e todos. Virou hiponga, teve um filho, hoje é fotógrafa free-lancer. Gosto dessa palavra... free lancer. Tinha um cara que adorava cantar Elvis. Como não tinha Elvis na peça, ele ficou no canhão de luz. Hoje é cantor religioso, sério e organizado, não canta mais Elvis. Tinham dois figuras que se adoravam e tocavam "Rosa de Hirochima", versão Ney Matogrosso, no violão. Um virou monge budista e o outro, depois de ser dono de lavanderia, poeta. Hoje faz programa de rádio comigo. Tinha uma garota que eu era apaixonado e depois namorei quatro anos. A gente queria um ônibus pra fazer peças de teatro pelo Brasil, pela América. Tudo certo, mas daí tudo acabou. Hoje estamos na TV, os dois. Tinha também um garoto que depois virou mulher. Mudou o nome e tudo. Encontrei outro dia, com o marido. Tinha uma cena que eu dizia não saber beijar, e uma garota saiu da platéia, subiu no palco e me ensinou. E o Mundo parou. E eu nunca mais a vi. A gente achava, acreditava que poderia mudar tudo. E que, principalmente, mudando os outros, encontraríamos a nós mesmos. Não sei se foi isso, mas sei que foi bom. E que hoje me dei conta que foi a primeira vez que ouvi essa música. Waters.





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Box

Para quem quiser, a discussão sobre amor continua nos comentários do post abaixo. Esse Zé não entendeu nada. Ele acha que eu disse que todo mundo se dá mal. Nada disso. Eu disse que estão todos tristes, independente de como acabam. Que as relações amorosas não são mais o porto de felicidade que eram antes. Nos filmes. Nesses filmes. E ele insiste. Bem, a seguir cenas, nos comentários abaixo.

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Aprofundando

Semana passada o Dan reclamou neste blog que os filmes andam muito descrentes em relação ao amor. Que o amor é sempre retratado como algo que não dá certo, e assim por diante. Listou os filmes em cartaz, dando a entender que em quase todos eles há a idéia implícita de que no final todo mundo se dá mal. Eu então me perguntei: Será? Será que os filmes estão assim? Será que as relações estão assim?
Não é bom para a carreira de ninguém discordar do chefe em público, mas como minha função nesse programa é essa, e como esse programa é um espaço democrático, devo dizer o que acho.
Acho a chave escolhida para ligar todos esses filmes equivocada. Apenas se atendo aos dois principais exemplos, “Scoop” e “Pecados íntimos”, acho que a discussão é outra. “Pecados íntimos”, tradução que perde o sentido do título original, “Little children”, é um filme sobre a dificuldade contemporânea, principalmente dos filhos da classe média, em amadurecer. Reflete a imensa competição no mercado de trabalho que acentua o desejo de prosseguir no conforto familiar. No filme, os três personagens principais são em maior ou menor grau, dependentes de outros, como são os adolescentes e as “criancinhas”. E os fatos que vão se sucedendo são fruto do desejo de escapar, de fugir, de deixar de assumir o que se é (a vida adulta e suas responsabilidades). É melhor continuar no parquinho e na piscina. Ou brincar de skate. As relações, os afetos, aparecem no filme como uma espécie de idéia idílica, como fuga, mas nenhuma delas, como fica claro em seu desfecho, se sustenta. Não passam de fantasias que se dissolvem.
Quanto a “Scoop”, sinceramente, numa comédia escrachada e nonsense como essa, com barcos que seguem para o além, e espíritos que dão dicas à protagonista, ver algo que se aproxime de uma relação me soa mais como uma blague. A não ser que entorpecido pelos encantos de Scarlett (cada vez mais banalizados) alguém tivesse mantido a secreta esperança de que ela pudesse redimir o cruel assassino dando lhe um lar acolhedor e feliz e uma linda prole. Será?




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Dois gramados que refletem o país

Voltei do Rio ontem. De ônibus. Pela Dutra. Mais do que a ligação entre as duas maiores cidades do país, a estrada apresenta-nos em sua paisagem as provas materiais do Brasil que imaginamos existir. Está lá para quem quiser ver. Ao lado do Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim (ex-Galeão), um mangue fétido alimenta enormes urubus, que atrapalham o tráfego aéreo. Semanas atrás um homem que havia construído uma casa-barco em meio aos dejetos, foi notificado a deixar sua estranha habitação, que agora bóia solitária em meio ao lodo. Prossigo. Na Baixada Fluminense o entorno urbano logo se decifra. Casas não rebocadas, gente sentada nas lajes vendo a vida passar, botecos, igrejas evangélicas, esgoto a céu aberto e pequenos campos de futebol. Então eu adormeço e acordo no Vale do Paraíba. Por alguns instantes fico em dúvida se, ao invés de um ônibus interestadual, estou num vôo internacional percorrendo alguma localidade do Hemisfério Norte. Mas logo percebo que se trata exatamente do contrário. O Hemisfério Norte e sua riqueza é que estão aqui. Com suas imensas empresas, cercadas por seus gramados aparados. As cidades pulsam repletas de edifícios e automóveis novos, recém-saídos das fábricas que ficam logo ali na esquina. Pouco mais de duzentos quilômetros rodados, tantas diferenças vistas. Então me lembro da saída do Rio, ainda próximo à rodoviária, eu avisto o campo do São Cristóvão (um tradicional pequeno clube da cidade), o gramado em péssimo estado, a arquibancada desbotada e ao fundo uma frase pintada, já sofrendo a ação do tempo: “Aqui nasceu o Fenômeno”. Olho então pela janela, numa das imensas empresas à beira da rodovia, dois times impecavelmente uniformizados disputam uma partida num gramado perfeito, cercado por uma arquibancada em excelente estado. O lazer dos amadores me lembra o ocaso dos profissionais. Uma fagulha acende meu cérebro. O lazer dos amadores me lembra o ocaso dos profissionais... O lazer dos amadores...



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Pícolas

Não entendo nada de fórmula 1, mas sou Hamilton desde pequenininho. Vai dar Santos no final, mas se o Corinthians pegar o SP na semifinal, leva. Diálogo de ontem, 9 da matina no aeroporto:
- Tá no horário?
- Não temos essa informação, senhor
- Pra qual portão eu vou?
- Não temos essa informação, senhor
- Quem leva o Big Brother?
- Não temos essa informação, senhor. Como?

Enquanto isso, na livraria...na seção de Negócios...

- Que livro é esse?
- Sexo no Cativeiro
- Bom?
- Ótimo, tem tido muita saída. É sobre relação
- E esse aqui?
- É a Revolução dos Bichos, Geoge Orwell
- Sei. Bom?
- É uma história sobre atitude
- Atitude?
- É. Pra não se conformar, entende?
- Bom?
- Nessa linha prefiro este:
E mostra " O Patrão e o Motorista"
- Bom?
- Uma história sobre saber escolher, de atitude. Sai bastante.


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Nesta sexta 19:00, o ator Paulo César Pereio

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Números que alegram, números que deprimem

10 - 10 centavos é o que falta o dólar cair para ficar abaixo de R$ 2,00 e voltar a ser adquirido nas famosas lojas de R$1,99.
9 - Que falta faz aos 4 clubes grandes um camisa 9 como nos velhos tempos. Aquele que faz gol jogo sim, jogo também.
8 - O PAN do Rio vai custar 8 vezes mais que o previsto. A diferença em reais é ao redor de 3 bilhões. De quem foi a culpa? Alguém foi punido ou demitido? Só os hipócritas estão achando ruim essa liberação semanal de verbas extras?
7 - 7 meses que eu e o povo brasileiro esperamos a resposta sobre de quem veio o dinheiro e a ordem para comprar aquele famoso dossiê.
6 - Faz 6 meses que o São Paulo não perde um jogo.
5 - Em 2007, a bolsa de valores irá subir pela primeira vez por cinco anos consecutivos.
4 - Em quatro anos acaba o Governo Lula.
3 – Em 3 jogos (na minha previsão) o Romário chega aos 1.000 gols!
2 - Em 2007 foram divulgados 2 planos: Lula lançou o PAC para "destravar" o país; Serra lançou o PED para acabar com a burocracia que afeta a nossa vida. Quem conseguirá ser mais bem sucedido? Qual dos dois vai se dar melhor? Espero que nós!
1 - Hoje faz um ANO que fizemos o primeiro piloto na CBN do que viria a ser o fim de expediente. Coincidentemente, estréia hoje, no GNT o HAPPY HOUR. Programa de uma hora, das 19h às 20h. Coincidência?
Alguém sofre ou vibra com esses números também?



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Domingo

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Nessa sexta 19:00 o chef de cuisine Claude Troisgros direto do Rio!

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Crédito fácil , economia difícil? País em crise

Temores sobre a saúde financeira no setor imobiliário americano fizeram despencar as bolsas de valores no mundo inteiro na última terça feira. O movimento foi desencadeado pela inadimplência no crédito imobiliário que subiu de 4,67% no terceiro semestre para 4,95% no quarto trimestre. A inadimplência nos créditos feitos a clientes com histórico de mau pagadores, conhecidos como “subprimes”, subiu para 14,4%. Esses dados ruins no mercado de crédito, com os mutuários não conseguindo cumprir com suas obrigações, nos mostram os perigos de um mercado de crédito de fácil acesso em uma economia pouco robusta. Esse mercado é muito importante para o crescimento de uma economia, mas é imprescindível que venha acompanhado de um crescimento conjunto da economia, para que isso não se torne mais para frente um grave problema como está sendo nos Estados Unidos. Aqui no Brasil estamos vivendo o boom do crédito fácil, onde qualquer pessoa consegue arranjar algum dinheiro sem precisar comprovar que terá como honrar essa dívida. A facilidade em se arrumar o dinheiro chama a atenção num cenário onde todos têm muita dificuldade em conseguir um emprego. Qual o final dessa história? Se a economia do Brasil não começar a crescer em um ritmo mais forte e rápido, veremos as manchetes de hoje nos Estados Unidos amanhã no Brasil.



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A aprofundar

Muito bem, vamos lá. Vc viu Scoop? E Pecados Íntimos? Vi neste fim de semana. Um alcalino, outro ácido, mas incrivelmente parecidos. Como é possível? É que os dois falam de amor nos dias de hoje e acabam por mostrar pessoas infantilizadas, sozinhas e, em geral, infelizes e insatisfeitas. Estamos assim? Parei e pensei. Não há um filme hoje que mostre a relação amorosa como algo que traz felicidade. Tá todo mundo descontente. Tá todo mundo pulando a cerca. Há uma consciência de que a infelicidade "faz parte", isso sim é maduro. Como dizem na padaria, o sonho acabou. Será? Lembrei de Babel. É assim. Os do Clint, relações desfeitas pela guerra (O dia a dia? Trabalho?). A Rainha, nem se fala. Dreamgirls, infelicidade e solidão total. Como dizem na Venezuela, caracas...


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Uma pergunta capciosa

Estou com uma pergunta que julgava capciosa me incomodando nos últimos dias. Tentei respondê-la pelos caminhos conhecidos: livros, artigos, perguntar pro Teco, mas então acabei por descobrir o óbvio: não há nada de capcioso na minha indagação, se trata, tão somente, do nosso jeito de tratar a dita coisa pública. O assunto é a diminuição do rendimento da poupança e, por conseqüência, do FGTS. Por que diabos o CMN (Conselho Monetário Nacional) fez isso? Se a única resposta a essa pergunta, que realmente nada tem de capciosa, for: porque os bancos estavam reclamando de que a poupança poderia competir com seus fundos, eu desisto, encaminho minha carta de demissão, e parto com destino desconhecido. Será possível que ainda se opte, de maneira tão deslavada, por privilégios privados ao invés das necessidades coletivas? Não será óbvio o perfil dos que ainda acreditam na caderneta de poupança como um investimento seguro, ainda reféns de uma idéia de país inflacionário, que se escoram nessa aplicação como um último refúgio? Tomemos essa atitude, de alto valor simbólico, como uma maneira de entender a quantas anda o pensamento dos que zelam por nós. Tomemos esse exemplo como um retrato de como nossos recursos se represam, a cada dia, numa faixa ínfima de nossa triste pirâmide social.

Hoje, às 19h15, eu farei a mesma pergunta ao vivo na CBN. Quem sabe alguém nos responda.

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Espetáculos do final de semana

Vocês sabem que nos esforçamos demais para não falar de futebol no programa. Nos esforçamos e muito porque talvez seja o grande ponto em comum entre nós. Resolvi jogar tudo para o ar hoje. As mulheres que me perdoem mas fazia tempo que não tínhamos um fim de semana tão bom como este no futebol. Sábado teve um Real Madrid e Barcelona monumental que acabou em 3 x 3. Hoje, apesar do gol do Ronaldo, deu Inter no clássico de Milão e agora à tarde, um jogaço entre São Paulo e Santos. Entrei aqui para escrever sobre o novo filme do Woddy Allen que é muito legal (“Scoop”) mas seria hipocrisia, pelo menos neste fim de semana, a arte do futebol me encantou mais que a arte do cinema.


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Hoje no programa

Nosso convidado é o jornalista e diretor do festival de documentários “É tudo verdade”, Amir Labaki. Vamos conversar sobre o festival, sobre o crescimento e a importância dos documentários na produção audiovisual nos dias de hoje, e sobre a repercussão de documentários recentes como “Uma verdade inconveniente” e “Farenheit 11/9”, que aborda a campanha eleitoral do visitante mais ilustre desta semana, George W. Bush. Mande sua pergunta ou sugestão para fimdeexpediente@cbn.com.br, poste uma mensagem aqui no blog, ou ainda, durante o programa participe do chat no site da CBN. Até mais tarde!


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Oito de Março

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Oito de Março

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19:15

Começamos os drops diários, os nanos, as pílulas. Todos os dias, 19:15. Você ouviu? Gostou? Não, sim, sugestões bem-vindas.

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Penalidade

Escrevo no impulso. Já fiz isso antes, em geral com mulheres. Chance de arrependimento, sem beijo nem pódio na chegada, altíssimo. Acabei de ver Lula batendo pênalti no Maraca com o Governador. Descalços, calças arriadas. Achei legal. Depois me liguei que estavam lá pra "comemorar" o acréscimo de R$ 100 milhões ao Pan. Que já gastou, segundo a Folha de hoje, oito vezes mais o que era pra ser gasto. E sem culpados. Sem marcar pênalti, mesmo fazendo falta clara na área da vida fora-Pan. Embananei, confundi-me. Peráí ! O Pan vai ser demais, uma festa para o esporte, mas precisava ser assim? E deixar tão claro, replay após replay no horário nobre, que não se importam? Uma oportunidade dessas de investimento, de estruturar melhor uma cidade tão linda, de emprego, de futuro. Tá todo mundo arrumando a meia? Ou melhor, o pé de meia? Eu devo estar errado. Eu vou me arrepender. Professor, senti a virilha, bota outro.

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Hoje tem Copom

Onze em cada dez economistas apostam que virá um corte de 0,25%. Onze em cada dez acham que podia vir mais. Onze em cada dez sabem que a FIESP, CIESP, CUT, CNBB, TORCIDA DA CHINA, vão soltar uma carta "lamentando o equívoco". Onze em cada dez economistas têm absoluta certeza que o problema do Brasil é maior e mais complexo que 0,25% pra lá ou pra cá nas nossas taxas de juros. O hiato absoluto é que: onze em cada dez brasileiros, empresários e políticos acreditam que o Brasil estaria na mesma posição da China se tivéssemos juros de 8% ao ano. E como existem muito mais empresários e políticos no país do que economistas ... continuamos "lamentando o equívoco" do Banco Central.


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Dólar, shows e enquete da semana

Para desespero dos exportadores e industriais brasileiros eis que estamos descobrindo mais uma vantagem de ter um dólar baixo: os shows voltaram! Ano passado, apenas para citar, tivemos Rolling Stones, U2 e B.B King. Esta semana tivemos Coldplay. Semana que vem tem Brian Adams. Em abril: Keane e uma das minhas favoritas Aerosmith. Sem falar, evidentemente, no melhor de todos os shows divulgados até agora: Roger Waters. Apesar de ingressos caros, o dólar baixo voltou a trazer os grandes artistas ao país. Espero ao menos que os exportadores sejam fãs de música, isso aliviaria um pouco a raiva que estão sentindo ao ver o dólar caindo semana a semana. Aumentem o som!
Tendo este post como deixa, nossa enquete da semana é justamente essa: aproveitando o câmbio favorável quais os artistas que faltam vir ao país? Deixe sua opinião neste post, ou mande um e-mail para fimdeexpediente@cbn.com.br


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Um filme a ser visto

“Pro dia nascer feliz”, de João Jardim, é um grande filme. Grande em seus intentos. Grande em sua abordagem. Respeita o espectador ao mostrar, sem estigmatizar. Há, como em qualquer obra autoral, um discurso pretendido, como sempre há quando é preciso opinar sobre um assunto tão denso. Mas o que se fala, o que sai da boca dos jovens brasileiros, do Nordeste à periferia do Rio, da periferia de São Paulo à elite de São Paulo, é o que conta. Está lá o que será o Brasil daqui a dez, quinze anos, quando estes meninos e meninas ocuparem, mas principalmente, não ocuparem seu lugar na sociedade. O vácuo é cada vez maior, a distância entre os micromundos dentro país abre-se como um cânion. De um lado a pressão por resultados, importada do modelo norte-ameriano, ou ainda a possibilidade de se ter questões metafísicas, de outro o nada, ou o quase nada. A completa falta de perspectiva, o fastio diante de impossibilidades concretas. Quem seremos nas próximas décadas? Como não ser o que diariamente desenhamos como um projeto de exclusão? A violência, manifesta em vários níveis, nos paralisa, os sonhos fenecem, ainda dará tempo?


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Entrevista de hoje e novidade

Hoje vamos falar de meio ambiente e algumas questões científicas, como o projeto Genoma, com o jornalista Marcelo Leite, da Folha de São Paulo. Mande sua pergunta ou sugestão para fimdeexpediente@cbn.com.br, poste uma mensagem neste blog ou participe pelo chat na página da CBN na hora do programa.
A novidade é que a partir de Segunda-feira, dia 05/03, o programa passa a ter uma inserção diária, de segunda à quinta, de aproximadamente cinco minutos, a partir das 19:15h. A idéia é que cada um de nós comente alguma fato relevante do dia, num bate-papo descontraído com o âncora Roberto Nonato. Estréia Segunda-feira e, obviamente, estão todos convidados a ouvir e mandar suas opiniões e sugestões. Nas sextas-feiras o programa prossegue com sua edição convencional, das 19h às 20h. É isso aí. Um abraço e até mais tarde.


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Pontos

O Zé de Scooter e TV 42 polegadas. Descobri que o prêmio pro vencedor do Bolão da Caras era esse. O cara da Caras fez 15 pontos. O Zé fez 15 pontos. O Zé de Scooter e TV 42 polegadas. Mas o Oscar já era. Paciência, agora a hora é da bolsa. O Bolão da China. O Teco de Scooter e TV 42 polegadas. E eu, aqui, vivendo a Amazônia de setenta anos atrás. Um Brasil rico e poderoso. Olhando daqui, do passado, um país de futuro. Brasil, o país do futuro. Aliás, neste Bolão do Futuro, do que será que será, saiu o PIB.
Scooter e TV 42 pra todos? Quando?

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Uma mudança de mentalidade

Dan trancado em estúdio gravando minissérie. Teco vivendo no fuso-horário da China. Vou aproveitar para escrever sobre o que me interessa. Com essa nova medida que permite a utilização de bicicletas em trens e no metrô nos finais de semana, a prefeitura parece sinalizar uma mudança no pensamento do poder público quanto à questão do transporte na cidade. Numa área extensa como a do município de São Paulo, que colada à diversos outros municípios torna os deslocamentos cada vez mais complexos, a integração entre meios de transporte surge como uma alternativa poderosa para suprir as diversas demandas da população. Há muito o que fazer. Diria que quase tudo. Mas a mudança de mentalidade é o primeiro passo. Para quem se interessa pelo assunto segue o link de um interessante site que discute alternativas ao transporte tradicional: http://apocalipsemotorizado.blogspot.com/
Para quem não se interessa a visita também é bem-vinda.


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Realização de lucros ?

Um movimento como esse não acontecia há muitos anos em nossa Bolsa de valores, e por isso não deve ser visto como normal e ser simplesmente esquecido. Novamente o questionamento sobre o crescimento nos Estados Unidos e principalmente na China (especulações sobre mudanças em seu mercado de capitais) trouxeram dúvidas sobre o mercado financeiro em todo o mundo. A questão é: a postura do mercado não está otimista? Assim, os ganhos acumulados nos últimos meses forçou muitos investidores que ainda não entendem o que está acontecendo a vender seus ativos e embolsar o lucros, assistindo o movimento do mercado com menor risco, e isso derrubou as bolsas. Vejam que as ações da Vale do Rio Doce, por exemplo, subiam, antes da abertura do fatídico dia de ontem, 20% só em 2007... 20% em menos de 2 meses e com Carnaval no meio da história... isso também não é normal.

O problema está resolvido? Não! Na realidade, o problema ainda nem foi devidamente mapeado. Os mercados acordaram com humor um pouco melhor esta manhã, mas não existe nenhum sinal de que vá se recuperar hoje e não possa cair mais amanhã, por exemplo. Esse sinal só teremos com novos números dessas economias (EUA e China), se os mesmos indicarem que o cenário de fato não mudou. Lembre-se sempre que o mercado financeiro tenta antecipar movimentos e apenas a título de registro, em maio do ano passado o mercado sofreu com um ataque de mau humor muito semelhante, por medo de recessão nos EUA e diminuição no crescimento da China. Daquela vez o peso dado ao potencial problema norte americano era maior do que para a China, e tivemos fortes oscilações... Dessa vez os principais questionamentos pairam sobre a China, que sem dúvidas é uma incógnita muito maior do que os Estados Unidos... Assim sendo, se as dúvidas persistirem a volatilidade deverá ser ainda maior do que o que tivemos no ano passado, principalmente nas empresas que dependem do crescimento global para crescer, como aquelas que vendem commodities. Por fim, acreditem apenas, que quedas desse tamanha NÃO são meras realizações de lucros.



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O Espetáculo do crescimento

Hoje tivemos uma notícia positiva e outra negativa em relação ao crescimento do Brasil em 2006. A notícia positiva é de que o país cresceu mais do que o previsto pelo mercado financeiro no último trimestre de 2006, o que na realidade só torna a negativa menos ruim: dentre os 21 países da América Latina, com um crescimento de 2,9%, ficamos em vigésimo lugar no ranking de 2006, em penúltimo lugar. Acreditem, o último lugar foi ocupado pelo Haiti com um crescimento anual de 2,5% e imediatamente na nossa frente a Nicarágua crescendo 3,7% (muito mais!). Acredito que merecemos um pouco mais do que isso.

Somos prejudicados pela falta de infra-estrutura no país, pela elevada carga tributária, pelo mau gasto público, pela burocracia e pelo custo Brasil. Não adianta acreditarmos que simplesmente o corte nos juros nos levarão a patamares mais condizentes com a grandeza do Brasil, é necessário melhorar o ambiente de negócios no país.


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O último Oscar

Meu corpo está dolorido. Olho o relógio de cabeceira e meus olhos nublados se confundem: “meio-dia?”. Sinto uma ressaca descomunal. Mas, puxando pela memória, havia tomado dois copos de chope na Sexta-feira. Hoje é Segunda. Já deveria ter exalado a dose de álcool de minha corrente sangüínea. Olho novamente o relógio. Que horas são essas? Que tempo é esse? Uma fresta deixada entreaberta me permite antever um sol inclemente. Relembro: o horário de verão acabou. A memória sutilmente volta a funcionar. Martin Scorsese surge na mente. É isso. As peças se encaixam. Sou um sobrevivente do bolão do Oscar. Martin venceu, eram quase três da manhã, mas ainda me tirou lágrimas dos olhos. Sim, eu ainda choro ao ver artistas genuínos. Gente que dedicou a vida a um projeto estético, em formular uma obra. Martin, homem culto e fisicamente frágil, dá conta em sua arte maiúscula dos instintos mais básicos do homem. O estado em que todo o arsenal racional de que o homem é provido desmorona acionado pelo medo transformado em tensão, violência. Uma arte das vísceras, das entranhas. Que nos atormentam nas esquinas, em casa, em nossa mente. Um cinema feito de fluidos expostos: sangue, suor, fúria. O bolão acaba, por mais um ano fico em segundo lugar. Indo para casa lembro-me de um ditado mexicano sobre sua seleção de futebol: “mais uma vez jogaram como nunca e perderam como sempre”.


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O São Paulo, a bolsa, o Lula e o mês de março

Acabo de sair do Morumbi e ouço no rádio uma coisa que muito me assusta: faz 5 meses que o São Paulo não perde um jogo. Metade de uma gravidez, quase meio ano. Quando perdeu pela última vez, Lula estava prestes a ser reeleito.

De outubro até fevereiro, além do São Paulo, quem somente ganhou foram os investidores em ações. A bolsa fecha fevereiro pelo quinto mês seguido em alta.

Em Outubro tivemos eleição e em novembro a ressaca da eleição. Em dezembro as tradicionais festas de fim de ano e em janeiro o Lula saiu de férias. Em fevereiro? oras fevereiro é carnaval!

Resumindo: faz 5 meses que, sem nenhuma razão aparente e lógica, o país está parado; faz 5 meses que inexplicavelmente o São Paulo não perde; faz 5 meses que as ações não param de subir. Alguma correlação entre os fatos? Acho que nenhuma, mas seria março o mês onde esses "tabus" podem acabar? Receio que sim. Para o bem do Brasil, espero que sim. Feliz 2007!

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Lucca Dois

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Lucca Um


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Tempo

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Oscar Da Tia Rosa - Os Filmes

Olho por olho, filme por filme. Fiquei com o Cartas de Iwo Jima, para mim o mais bonito, intenso e bem resolvido. Sunshine é bonitinho, fofinho, inhozinho. Os Infiltrados infiltra, provoca, mas não toca. A Rainha é como estar no buraco da fechadura do Castelo, mas ficar de pé, curvado, cansa. Babel vc senta, deita, levanta e espanta. Acaba por confirmar todos preconceitos que critica. Fiquei com um gosto de pouca honestidade. Feito para o e.feito. Pena, esperava mais. Agora, quem ganha? A resposta nesta sexta, às sete.

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  PROGRAMA
 

Sexta, às 19h, paulistanos e internautas têm um programa diferente: "Fim de expediente", apresentado pelo ator Dan Stulbach e com a participação do escritor José Godoy e do economista Luiz Gustavo Medina.

Durante uma hora e com muito humor, o trio passa a limpo os principais assuntos da semana, com entrevistas, reportagens e a participação dos ouvintes pelo e-mail:

fimdeexpediente@cbn.com.br

Ou pelo chat do "Fim de expediente":


Chat CBN


Para acompanhar o programa via internet, clique aqui:

CBN São Paulo

Para quem não agüenta esperar até sexta, de segunda a quinta os participantes do Fim de Expediente "aquecem os motores" no Jornal da CBN 2ª Edição, às 19h15min. Dan, Teco e Zé se revezam fazendo comentários sobre os principais assuntos do dia, numa conversa sempre muito descontraída com o âncora Roberto Nonato.

 
     
   
     
   
     
  PERFIS
   
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